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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Coleccionismo de Temática Flaviense * Medalhística

18.12.08 | Fer.Ribeiro

 

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Características:

Material: bronze.

Dimensões (módulo): 6 cm.

Assinada: Cabral Antunes

Ano:  1983

Medalha numerada.

Tiragem de 250 exemplares.

 

Medalha comemorativa do 2º Encontro de Escritores e Jornalistas Transmontanos e Durienses, que se realizou em Chaves nas instalações do Aero Clube nos dias 25, 26 e 27 de Março de 1983.

 

De salientar que esta série de encontros de Escritores Transmontanos nada tem a ver com a actual série de encontros, reinventara há coisa de dois ou três anos atrás e que começou de novo a contagem de encontros de escritores.

 

Sem dúvida alguma que Trás-os-Montes e Alto Douro é terra de escritores e poetas, pena é que muitos se fiquem pelas primeiras edições de autor e não tenham a projecção nacional e até internacional que deveriam ter, não deixando de ser ilustres nas suas letras mas não passando além do ilustre desconhecido.

 

Também os homens das letras transmontanos precisavam de novas oportunidades acarinhadas por quem de direito as deveria além de acarinhar, incentivar.

 

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Também na arte e nas letras existe o centralismo de Lisboa e Porto. Os lobbies a isso obrigam, não admira assim, que por cá, quem envereda pelo caminho das artes e letras, mais tarde ou mais cedo o abandone ou então, abandona a terrinha à procura de novas oportunidades, porque santos da terra, nunca fizeram milagres.

 

Poderia enumerar aqui umas boas dezenas de bons escritores transmontanos, mas não o faço porque pela certa esqueceria muito nomes, além de outros, que por força das publicações da/na terrinha, nem sequer são conhecidos para além do seu círculo familiar e de amizades.

 

Há muitos Torgas por aí, falta-lhes ou faltou-lhes foi a oportunidade de irem mais além, ou então, jeito ou estomâgo para embarcar em lobbies.

 

Curiosa é a inscrição na medalha de “P´ra cá do Marão mandam os que cá estão…”  Esta interioridade rude faz com que o nosso orgulho presuma para além da realidade, mas o que mais custa, e transpondo o Marão com “ P´ra cá do Marão mandam os que cá estão e p’ra lá do Marão mandam os que p’ra lá vão”  que até vão… mas passam a serra e esquecem logo o engaço que lhes pagou as viagens.

 

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