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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Fundação Nadir Afonso - Em 2011 abre as suas portas.

19.01.09 | fernando ribeiro

 

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Há uns dias atrás anunciei por aqui  a Apresentação do projecto de arquitectura da Fundação Nadir Afonso, com a presença de Nadir Afonso e Siza Vieira, moderados pelo jornalista Carlos Magno. Claro que não poderia faltar a este encontro de Mestres e a mais um momento que prometia ser grande, pois a presença de Nadir é sempre um momento único.

 

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Se levava expectativas para esta noite de mestres, que acabou por ser também de mestres e notáveis, elas foram superadas e temo que estas minhas palavras não estejam à altura do momento mágico que se viveu naquela sala da Biblioteca Municipal durante mais de uma hora em que a apresentação do projecto serviu também de pretexto para mais alguns momentos altos do Mestre Nadir Afonso.

 

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Aparentemente e a julgar pelo tema e pela presença de tantos notáveis, seria um ambiente de assustar pela sua seriedade e solenidade, mas só aparentemente, pois com Nadir Afonso, a seriedade e solenidade serve-se em doses divertidas, com algumas estórias e lições de arte e de vida numa procura e descoberta constante do sentido das coisas e da arte em si, da estética talvez. Por isso Nadir é Mestre, Arquitecto, Pintor, Pensador, Filósofo, Poeta da vida e, fiquei a saber neste encontro, quem em tempos, também foi Músico e Pianista em Paris. Foram os tais grandes momentos que se viveram naquela sala e que eu não consigo trazer aqui em palavras, porque de tão únicos que são, têm de ser vividos “in loco” e não há palavras para os descrever. Obrigado Mestre por mais uma lição e por nos lembrar também as razões de sermos orgulhosos flavienses.

 

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Mas vamos a um pouco da notícia desta apresentação do projecto.

 

Tratava-se da apresentação do projecto de arquitectura da Fundação Nadir Afonso. Fundação que desde há 7 anos a esta parte tem feito noticia várias vezes, não só pela importância da Fundação Nadir Afonso em si, mas também por essa fundação vir a ter sede em Chaves. Mas não só, pois é a fundação de um Mestre, cujo nome já é universal – Nadir Afonso. Claro que como autor do projecto de tão nobre casa exigia-se também um nome grande da arquitectura e, penso que também aqui foi acertada a escolha de outro Mestre, o Arquitecto Siza Vieira. Justificava-se assim que esta apresentação fosse moderada por alguém que além de saber do assunto, conhece bem os mestres e a cidade de Chaves, o jornalista Carlos Magno, que embora não seja flaviense, estudou no Liceu de Chaves e foi picado pelo pico encantado da cidade, que prende a ela todos quantos por ela passam. Esteve bem o jornalista e aponto-lhe até dois momentos altos, o primeiro quando simpaticamente resumiu a mesa aos mestres e à fundação e o segundo momento, quando graças à sua questão posta ao Presidente da Câmara, todos ficamos a saber que finalmente vamos ter Fundação Nadir Afonso em 2011, ou seja (palavras do Presidente da Câmara) 2009 é para apresentação de projectos de especialidades e concurso, 2010 para a construção e 2011 para a fundação abrir as suas portas. Para uma Fundação cujo projecto de arquitectura demorou 7 anos a vir a público, 3 anos podem parecer pouco para apresentar os restantes projectos, expropriar terrenos, abrir concurso e construir, mas é possível e, embora a história nos diga que a palavra dos políticos não é para cumprir, acredito na palavra do Dr. João Batista, homem e barrosão, pois sempre tive os barrosões como homens de palavra.

 

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E por falar em políticos, o Ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira e também o Director do SIS,  quiseram marcar presença neste encontro de Mestres, pois são mais dois que foram picados pelo tal pico encantado da cidade de Chaves, pois também ambos estudaram no Liceu de Chaves e por aqui passaram aqueles anos que para sempre nos marcam, os da juventude, desde a qual (ao que apurei) já vem esta amizade com Nadir Afonso.

 

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Também o Arquitecto Siza Vieira apresentou com mestria o projecto da Fundação Nadir. O essencial e a imagem de marca ficou registada, falta tornar-se a realidade que todos os flavienses anseiam, ver as telas do Mestre Nadir expostas no seu espaço e num espaço que muito irá dignificar a cidade e o que falta da margem direita do rio Tâmega, que curiosamente ninguém referiu, mas a fundação fica com olhares lançados para os Codeçais e Madalena,  onde o Mestre Nadir deu os seus primeiros passos de vida.

 

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Quanto à sala escolhida para o evento, foi pequena, não chegou para os alunos da lição do mestre nem para os fotógrafos amadores como eu, agravado com apenas uns minutos de atraso, que não me permitiram sequer entrar na sala do acontecimento e contentei-me em ouvir e espreitar momentos desde a sala ao lado. Adivinhava-se que o mestre tem muitos “alunos” que não perdem uma aula sua e mesmo com uma divulgação deficiente deste evento encheu, merecia outro espaço e com melhores condições. Perdoa-se pelo encanto do local, que poderia ser bem maior e mais nobre se ainda existisse o Jardim das Freiras e a sua vida do tempo em que era sala de estar e de visitas de Chaves. Belos tempos que passados tantos anos ainda fazem regressar a Chaves alguns dos notáveis da actual vida pública e política portuguesa que por lá debitaram os seus passos de jovens estudantes.

 

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Vamos esperar por 2011 para a Fundação Nadir Afonso ser uma realidade, pese embora a pouca cotação que a palavra dos políticos tem na bolsa de valores, ainda para mais palavras ditas em anos de eleições, mas tal como disse atrás, acredito na palavra do homem que veste o fato de político. Nadir Afonso merece ver este espaço erguido em vida e os flavienses também.

 

As fotos de hoje, à excepção de uma que por entre empurrões e carecas lá fui conseguindo, são todas de autoria de Dinis Ponteira que gentilmente cedeu para ilustrar este post.

 

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