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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Repórter de Serviço

18.02.09 | Fer.Ribeiro

 

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Claro que comparado com a queda da muralha (Baluarte do Cavaleiro) este pequeno troço de muro do Tabolado/Tâmega, não é nada, mas nem por isso deixa de ser importante.  Também seria importante averiguar porque é que estas coisas caem para que a razão, ou melhor as desculpas,  não sejam sempre as causas naturais e as condições climatéricas adversas, pois estas apenas aceleram um mal que já existe. Eu tenho as minhas teorias, mas como não sou entendido na matéria, vou aguardar pelas conclusões da comissão de inquérito.

 

Já os actos de vandalismo não são causas naturais que advêm de condições climatéricas adversas. Aparentemente não o são e, estão associados a excessos de juventude aliados a outros excessos, como álcool e as drogas. Também aqui, tal como na queda dos muros e muralhas, os excessos são as causas do vandalismo que os transforma em vândalos, mas também é uma forma inconsciente que a juventude tem para dizer o que lhe vai na alma. Sem desculpa, é certo, mas também aqui os males não nascem no acto de vandalismo, mas antes, nascem mesmo no berço e numa sociedade que cada vez mais cresce sem valores, nem que fossem os velhos e antigos valores que se praticavam antigamente em que as coisas faziam-se ou não conforme parecesse bem ou parecesse mal. Em suma, também nestes actos de puro vandalismo havia de existir uma comissão de inquérito para saber porque acontecem e quais as medidas a tomar para que não aconteçam. Eu aqui também tenho as minhas teorias, mas como (também) não sou entendido na matéria, vou aguardar pelas conclusões da comissão de inquérito.

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E o problema destas coisas é que ninguém é entendido em nada e as coisas acontecem, principalmente os actos de vandalismo que até já começam a tornarem-se, ou acharem-se naturais e, aos quais todos ficam indiferentes. Estragou-se, está estragado e prontos!

 

Mas esta indiferença de todos não acontece por mero acaso, pois é quase imposta por quem não deveria ficar indiferente, quando as pessoas que são diferentes porque não são indiferentes, alertam estes indiferentes para estas anormalidades.  Só assim compreendo como é que no parque infantil do Tabolado há brinquedos partidos quase desde a sua abertura e nunca foram retirados ou concertados e, por entre outros que parecem em bom estado, haja ratoeiras que possam provocar acidentes e trazer sérias ou até trágicas consequências aos putos, como é o caso de ausência (porque foi partida e retirada) de uma parte do gradeamento da casota central de diversões.  Ah!, mas claro que aqui a culpa é dos pais em não estarem com atenção e serem indiferentes a uma ausência que pela certa nem sabem que existe.

 

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 Anormal também é quando a coisa cai na praça pública (imprensa e afins) arder o Carmo e a Trindade e logo se procurar um infeliz para culpabilizar.

Tudo isto porque também sou pai e também tenho uma criança que ainda brinca nesses brinquedos. Não tenho ficado indiferente e até tenho dado os recados a quem penso que devo dar. Pelos vistos não sei escolher as pessoas para recepcionarem os recados, por isso, pode ser que vindo a lume no blog, os “apontadores recadeiros” do costume, levem este recado a quem possa fazer alguma coisa para mandar compor e manter estes espaços públicos com o mínimo de dignidade e sem perigos escondidos. Quanto à ousadia de trazer estas coisas a  público, que são actos de cidadania, já vou estando habituado a confirmar a regra de se ser preso por ter cão e por não ter.

 

Até já, quem vêm aí as alheiras de bacalhau. Quer alho!

 

 

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