Coleccionismo de Temática Flaviense * Cartazes

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Já sabem que em termos de coleccionismo, tudo é coleccionável e por mais estranha ou esquisita que seja, não pensem que são os únicos a fazer essa colecção.
Os cartazes também são coleccionáveis mas sobretudo têm a sua importância porque também fazem história e marcam épocas. História da própria história, mas também outra história associada ao próprio design, impressão, papel, cor, etc.
Quando no tema das colecções entra a nossa terrinha, então aí a colecção ou alguns objectos dessa colecção têm um sabor distinto. É o caso destes dois cartazes que hoje vos deixo, editados nos finais dos anos 70 do século passado, penso que pelo então Turismo e que despertaram os olhares atentos de todos os flavienses, não só pela sua beleza, mas também pela simplicidade.

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Desconheço quem é o autor dos cartazes e fotos, sei que com esta simplicidade (aparente) de oferecer Chaves em imagem, a mensagem passou com aquilo que Chaves tinha de melhor e mais interessante, o seu casario, monumentos e até o rio, onde não poderiam faltar os barcos de madeira do Lombudo ou do Redes, pois também eles faziam parte da paisagem e de bons momentos. Curioso são os cartazes identificarem logo Chaves, sem que a cidade seja mencionada, pois em texto apenas aparece PORTUGAL e muito bem, pois Chaves na altura ainda era um bom exemplo de cidade antiga e mais ou menos conservada sem as invenções e mamarrachadas do betão e outras modernidades. Note-se na imagem das Rua Direita a quase ausência de publicidade exterior, e a que existe, está perfeitamente enquadrada no conjunto. Só um pormenor dos muitos que então existiam.
Para que este post estivesse completo em imagem, tinha de ter aqui a outra imagem deste conjunto e que apresentava o Castelo de Monforte atrás de um longo e inclinado campo de centeio maduro. Uma imagem que já não vejo há mais de 20 anos mas que a conheço de memória, com quase todos os pormenores. Pode ser que por aí alguém tenha esse cartaz e nos possa ceder a imagem para uma próxima publicação.
Quanto mais não fosse por estes pequenos regressos ao passado, o coleccionismo já tinha o seu interesse.


