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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Mosaico da Freguesia de Curalha

21.02.09 | Fer.Ribeiro

 

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Localização:

A 6 km de Chaves, localiza-se a Sudoeste da cidade junto à margem direita do Rio Tâmega, desenvolve-se ao longo da EN 103 e junto ao nó da A24 que adoptou o nome da freguesia, sendo hoje uma das principais portas de entrada da cidade para flavienses residentes, mais à frente explico o porquê.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Redondelo, Soutelo, Valdanta, S.Pedro de Agostém e Vilela do Tâmega, no entanto entre Curalha e estas duas últimas freguesias há o Rio Tâmega a separá-las.

 

Coordenadas: (Largo da Igreja)

41º 42’ 55.77”N

7º 31’ 26.34”W

 

Altitude:

Variável – entre os 350m e os 430m

 

Orago da freguesia:

Santo André

 

Área:

9,13 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 103 ou A24.

 

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Aldeias da freguesia:

            - Curalha (única aldeia da freguesia)

 

População Residente:

            Em 1864 – 283 hab.

            Em 1920 – 405 hab.

Em 1940 – 567 hab.

Em 1950 – 693 hab.

            Em 1960 – 681 hab.

            Em 1981 – 531 hab.

            Em 2001 – 518 hab.

 

Em termos populacionais é uma freguesia que contraria a tendência do despovoamento da maioria das freguesias do concelho, pois e embora nas últimas décadas os Censos demonstrem que tem perdido população em relação ao ano de 1950, a linha de tendência para Curalha indica-nos um aumento de população.

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Principal actividade:

- Actualmente a agricultura com regadio, natural ou em estufas. Em tempos outras actividades existiram por Curalha, uma delas ligada à Estação dos Caminhos de Ferros e às mercadorias destinadas ao Barroso, outra, aliada ao Rio, aos moinhos e à moagem de cereais, existindo ainda (aparentemente em bom estado) os respectivos moinhos.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

São vários os pontos de interesse desta freguesia, começando por aquele que na minha opinião é o mais importante e interessante em termo das história, ou seja o Castro de Curalha cuja descrição poderão ver no post dedicado a Curalha, com link no final do post. Tão importante e interessante como esquecido e abandonado que está. É certo que nos últimos anos cuidaram-se os acessos até ao Castro, mas apenas isso, pois de resto o Castro está entregue a si próprio e sem qualquer informação no local que deixe aos visitantes o devido resumo histórico para fazer jus à sua importância.

 

O Museu do Comboio é outro dos seus pontos de interesse, embora não seja museu e até seja propriedade privada, mas é um autêntico museu onde o proprietário do espaço da antiga estação, não só recuperou e preserva o antigo edifício da estação, como mantém parte da linha e nela está a reconstituir um comboio completo, com a máquina a vapor, e as devidas carruagens de passageiros e de carga. Tudo isto feito com muito amor e custos que mantém bem viva uma recordação do passado. Um autêntico museu do comboio. Um bem haja para o proprietário em preservar assim importante a memória de outros tempos em que Chaves, o concelho e Curalha tinham comboio.

 

O núcleo e o casario da aldeia é outro dos pontos de interesse, mas para conhece-lo há que abandonar a estrada nacional e entrar nele. De interesse e também a nível de construções e obras de arte, são a ponte do antigo comboio sobre o Tâmega, se um só arco e em granito, bem como os antigos moinhos que bem poderiam fazer parte daquele museu vivo a que às vezes me refiro, do roteiro dos moleiros e dos moinhos, que sem dúvida seria um dos pontos de interesse e turísticos do concelho. Mas para isso era preciso que os verdadeiros xerifes da cidade tivessem ideias de interesse para o concelho e aperceberem-se que o nosso concelho é um concelho rural onde a sua ruralidade há muito que devia estar explorada, agro-turismo, penso que é assim que se chama, ou seja, agricultura + turismo, sem esquecer o grande aliado do termalismo que um dia até já se quis regional. Mas claro que isto é trabalho e de muitos anos, que não rende a curto prazo em resultados eleitorais…entretanto vai-se promovendo o despovoamento… e apostando no cavalo coxo e tão distraídos andam, que nem sequer se deram conta que por cá não há touradas e muto menos, corridas de cavalos.  Desculpas para Curalha por este devaneios ou desabafos, pois Curalha até é freguesia que nem merece recados, exceptuando o tema “Castro”, onde a Junta de Freguesia também deveria ter o seu orgulho e os seus interesses.


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Linck para os posts neste blog dedicados à freguesia:

 

            - CURALHA