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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Discursos Sobre a Cidade - Conversas com Zeus

13.03.09 | Fer.Ribeiro

 

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Texto de Tupamaro.

 

 

“”CONVERSAS  com   ZEUS””

-VI-

“ ÁDVENAS ”

 

 

ZEUS passou cá por baixo a caminho de uma cimeira na Patagónia.

 

Diz estar farto de Pategos. E se não fôssemos amigos nem aqui poisaria desta vez.

 

Lá no Olimpo já estavam certificadas umas Festividades Transmontanas Barrosãs e Montesinha.

 

Sopravam lá pelos corredores olímpicos, em velocidades mínimas, uns “diz-que-tais” acerca duns «saberes e sabores» da “cidade do presunto, dos pastéis, do folar, e…da couve penca”.

 

Era farelo a mais, parecia-lhes aos deuses.

 

Constava-se-lhes que os regedores dessa ilhota, pouco maior do que a Ilha de MAN, não passavam de uns «faroleiros».

 

Desconfiados, mandaram, à confiança, Deméter, para avaliar dos zunz-zuns que as parangonas nos Jornais, nas Rádios e nas Televisões zurravam.

 

Zeus estava aziado e disse-nos nem querer falar muito do assunto.

Deméter regressara desiludida, e até «chateada».

 

Ela, a deusa da Agricultura, do «Grão», e que havia bafejado aquele território da Normandia Tamegana  com as suas bênçãos, notara que haviam confundido «o GRÃO» com «a grana»; o Pastel de Chaves com «o pastel»; os convites para os artesãos de Noval, Castelões, Valdanta, Carvela e outros, foram parar a Castelo Branco.

 

Sabores?! Nem das Águas de Vidago!

 

Que diabo! ZEUS até é «um tipo porreiro», não acham?!

 

Notámos que a azia o incomodava mais.

 

Dissemos-lhe:

 

-“Ó Amigo, não tenhas tu … azia!

 

Antes de seguires viagem bebes um copeco daquela água (schiu! Das amarelinhas é só em segredo!) com que há dias a «Blogobandidagem» se apurou para o dia seguinte”.

 

Zeus deu cá uma palmada nos costados do rapaz e disse:

 

-“É por essa e por outras que não entendo nem aceito como aquele território é tão incompetentemente administrado.

 

E , encurtando, te digo:

 

- Por esse andar, a feirinha dos «sabores e saberes» DE Chaves continuará a ser mais um pretextozito ridículo para esse grupelho de convencidos líderes autárquicos se aceibar com uma estúpida vaidadezinha e angariar territórios para as suas pantominas politicárias a coroar a desfaçatez e a cretinice da incompetência e do cinismo.

 

A troco de qualquer passo (medida, iniciativa, programinha ou programa,…) logo vêm com o redondo discurso, viciado de aldrabice, mais como véu de cobertura das suas insanidades do que testemunho de intenções ou projectos.

 

Realmente, por este andar, cada vez mais ridícula fica a pintura do Concelho de Chaves, pois cada vez mais os concelhos limítrofes aumentam  o prestígio dos seus «sabores e saberes» com muito boas organizações e, principalmente, por chamarem as suas Feiras pelos nomes próprios, sem aldrabices nem imposturices. E, assim, o contraste dá mais nas vistas!

 

Desde há muito que por aí está instituído o «faz-de-conta», e a incompetência disfarça-se com lengas-lengas  de latinês-governês e jogadas rasteiras.

 

Essa manifestação de identidade regional (concelhia) não passou de mais um insulto aos Flavienses    - ou aos “Chaverinenses” (FLAVERINENSES, CLARO!).

 

Se não têm vergonha, não sejam, ao menos, tão perdulários!

 

Basta de descaramento!

 

Haja mais respeito pela terra e pelas gentes de CHAVES!

 

Se não sabem, aprendam!

 

Se não sabem e nem querem aprender, fiquem «quétos»!

 

Se não sabem, nem querem aprender, nem ficar «quétos», ponham –se a mexer!

 

Vão para o raio que os parta!

 

CHAVES  não só precisa como MERECE Mais e melhor!

 

Esses ádvenas e arregimentados que se sumam, porra!”

 

Zeus estava mesmo azedado e aziado.

 

Dividimos com ele uma mancheiinha de grelos tenrinhos, daqueles que nos couberam da Groiva, uma alheirita e uma chouricita com que fomos abençoado em Segirei, e, se vissem, até se lhe riu o dente!

 

ZEUS gosta mesmo da NOSSA TERRA!

 

 

Tupamaro

 

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