Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Os 200 anos do Cerco e Tomada de Chaves - Portugal

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O PR falou e falou bem, devagar, toda a gente o entendeu, mas para quem o ouviu com atenção, e/ou para quem era dirigido o recado, que não siga textualmente a sua recomendação,  aquela de “termos de estar à  altura dos nossos antepassados e de hoje como há 200 anos, ter a capacidade para vencer as lutas que Portugal tem pela frente” pelo menos, não devemos seguir o exemplo do General Silveira, ou seja, fugir às lutas como aconteceu em Chaves, porque, a seguir o seu exemplo, bem tramados estamos, pois não é fugindo da crise, que uma crise se resolve… e não me venham com estratégias!

 

Mas enfim, festa é festa e o Silveira continua a ser o maior… razão tinha Torga quando dizia que por Chaves não há raças, há castas … começo agora a entender o que ele queria dizer com estas palavras e, acrescentaria eu agora: há castas sim senhor, e algumas são dominantes…

 

Mas vamos lá à festa.

 

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O dia começou com o nascer do sol que também se quis juntar à festa mostrando-se em pleno céu azul, como que recordando as cores da época em celebração. Dia até,  quente demais para a época, mas, para mais um dia muito nebuloso para o esclarecer da história flaviense, principalmente dos feitos dos homenageados, mas ao que parece também pouca gente se preocupou ou preocupa com as verdades dos acontecimentos, o que interessa mesmo é festejar e celebrar, mesmo que não ou nem se saiba o quê! Mas já vamos estando habituados a desprezar os nossos para enaltecer os de fora e basta dar uma olhadela a quem dá nome a algumas das nossas ruas para ficarem a saber do que estou a falar… mas enfim, isso até são contas de outro rosário.

 

A festa, como festa, valeu pela diferença dos restantes dias, pois não é todos os dias que temos por cá o Presidente da República, ministros, entidades civis, engravatados e todas as altas patentes militares, que aliás, foram eles que fizeram a festa (os militares, não as patentes), que além dos desfiles, da música, do aparato com “tanques”, “canhões” e desportos radicais, deram movimento salutar à cidade e à monotonia da eira das Freiras.

 

Engraçado como sem querer se vai fazendo justiça, pois por mais que oficialmente insistam em chamar de Silveira ao agora largo do Liceu, é como Freiras que toda a gente o conhece, tal como num ou noutro escrito se vai dizendo que são as celebrações dos 200 anos do cerco e tomada de Chaves… é preciso coragem, virem os franceses, cercarem e tomarem a cidade, e EIA!... celebramos o acontecimento. Enfim!

 

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Bom gosto também se precisa por cá, não só para os acontecimentos a celebrar, como para os motivos com que se celebram e também os locais que se escolhem para os celebrar, além dos efeitos secundários que os mesmos provocam. Claro que estou a falar do muro, do pónei e do Silveira de crista levantada, ou seja uma infeliz reprodução tridimensional de uma gravura da época em que, SEM NINGUÉM DAR CONTA, ou assim parece, se reproduzem os feitos junto à ponte de Amarante como sendo os feitos de Chaves em que se toma um forte cheio de doentes e feridos de guerra… e viva a glória, glórias destas são fáceis de amar, aliás no local de todos os acontecimentos, foi este o escrito que mais deu nas vistas… o amor pela glória! Seja ela que for, também teve o seu momento de glória e, por um momento, todos te amamos, Glória.

 

 

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Festa é festa, mas não é para toda a gente, e se até a Glória teve quem lhe escrevesse e demonstrasse amor no muro do liceu (sortuda), nem todos tiveram direito à glória que mereciam neste dia, que o digam os TAMAGNI, artistas flavienses que pintaram um painel alusivo à data, 16 artistas ao todo pintaram para o evento, e não tiveram a glória de ser mencionados em programa ou sequer falados e, indignados, contentaram-se com a presença do PR numa olhadela, como se duma actividade à margem se tratasse…indignados e com razão, que lá vem dar razão ao baixarmos as calcinhas prós de fora e desprezar os da terra, excepção para o Mestre Nadir Afonso, que também com mestria, partiu mundo fora, onde depois de reconhecida a sua arte, Chaves lha reconhecesse também, mesmo assim, parece custar em aceitar os brindes que o mestre nos quer dar…claro que falo da sua Fundação. Enfim, nem todos têm estatura para ver além de simples barreiras…curiosamente para ultrapassar o muro e ver aquilo que todos ouvem e tudo cai na emoção da geometria do mestre Nadir, nos seus sentidos e na quadratura do circulo que os quer juntos, como no ver e ouvir onde não basta dizê-lo  para o ser, mas há também que o ver…. Coitados dos que não têm estatura para ver além de….

 

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E resta irmos de encontro do, finalmente,  ponto alto, em que (infelizmente) se supõe que lá terá que ficar para sempre, mesmo que alguns (coitados) até mostrem a sua cara resignada  e despromovida à triste condição de parecerem aquilo que não são, em que para levantarem a crista a uns, amocham a condição a outros. Coitado do cavalo que passou a um gordo pónei desajeitado para outros mais facilmente o montem… ó prá cara dele de um simpático infeliz:

 

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E voltando à emoção das geometrias do Mestre,  que a bem de Chaves,  talvez devesse ser consultado quando de geometrias, alinhamentos e enquadramentos se trata, pelo menos quando parece ninguém entender patavina da matéria, pelo menos a julgar pelas posições dos planos e dos layers, bem como do backgroud…pois é, a globalização dá-lhe para pôr as coisas em língua estrangeira e depois ninguém percebe nada…mas há que admiti-lo e não presumir que se percebe de tudo… enfim, há vezes em que o ditado tem mesmo razão de ser e em que a imagem vale mesmo mais que mil palavras!

 

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Mas estamos contentes e felizes, foi festa em dia de feira e embora se possam apontar falhas e algum amadorismo nas poses e esquecimentos de organização, só faltou mesmo o arraial e o foguete no ar e quanto ao PR, agradecemos-lhe o cumprimento e as festas às criancinhas e o repórter de serviço, agradece-lhe em especial aquele gesto de mão, que diz tudo… Obrigado PR pela visita a Chaves.

 

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Entretanto vamos aguardar que os franceses agradeçam esta homenagem e que daqui a 100 anos, alguém se lembre de falar de um Ilustre Flaviense que dá pelo nome de Francisco Pizarro e do heróico povo flaviense de então e já estejam de parte velhas quezílias de famílias e castas e politiquices, liberais, absolutistas, monárquicas ou republicanas, para não falar das cores da democracia. Não estarei cá para ver, mas a bem da verdade, espero que seja a verdade a vir ao de cima, que a não ser assim, o homenageado futuro ainda calha ao Marques de La Romana…

 

Já a seguir vem aí o coleccionismo, desta vez a condizer com as celebrações!

 

Inté!

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:54
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5 comentários:
De Luis Goncalves a 26 de Março de 2009 às 14:58
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1181089

O Presidente da República escusou-se a comentar o encerramento da Linha do Corgo, que une Régua e Vila Real, durante uma visita a Chaves. Cavaco Silva disse que não é da competência do Presidente da República comentar medidas concretas do executivo, porque pode parecer estar a tomar posição em relação aos combates políticos que se travam, e acrescentou ainda que não gosta de abordar assuntos sobre os quais não tem informações suficientes.

Em tom de brincadeira, o Chefe de Estado confessou gostar muito de comboios. No entanto, referiu que a decisão de fechar ou manter linhas deve ser objecto de análise.

SINCERAMENTE NAO MINTA SR. PRESIDENTE !!!! ISSO ATÉ OFENDE A QUEM PORTUGES SE SENTE E DEFENDE O SEU PATRIMONIO.

"Encerrar ou manter. Também vale a pena fazer uma análise custo-benefício do ponto de vista social. Ver o que custa para as populações encerrar, quais os benefícios que resultam para as populações de manter aberto", frisou.

ESTE SR DEVE TER PROBLEMAS DE MEMORIA, E JÁ SE ESQUECEU O QUE FEZ OR ALTURAS DE 80' E 90'....COM A FERROVIA TRASMONTANA !? TALVEZ PENSE ATÉ QUE TODOS OS PORTUGUESES ENFERMAM DO MESMO PROBLEMA QUE O DELE: MEMORIA CURTA OU DE "CONVENIENCIA".

Cavaco Silva inaugurou esta manhã o Centro Cultural de Chaves, que representou um investimento de cinco milhões de euros e está instalado junto à antiga estação de caminho de ferro de Chaves, onde já terminou a Linha do Corgo.

O troço de ligação de Vila Real ao Alto Tâmega foi suspenso em 1990.

1990 ERA ÉPOCA CAVAQUISTA..... COM TANTAS SEMELHANÇAS COM O ACTUAL GOVERNO NA QUESTAO DA FERROVIA E OUTRAS....

ESTA É POIS UMA OPORTUNIDADE PARA O SR. PRESIDENTE INTERVIR ACTIVAMENTE NA QUESTAO DO QUE SE ANDA A PASSAR COM O QUE AINDA RESTA DAS LINHAS E RAMAIS FERROVIARIOS TRASMONTANO-DURIENSES !


De Anónimo a 26 de Março de 2009 às 22:24
Caro Sr. Luis
Não faça comparações do Prof. Cavaco, Com Guterres ou José de Sousa. Há!!!! se calhar o Sr. é daqueles que acha que o País, com o José de Sousa, Tem melhor saúde, melhor educação, mais emprego, mais segurança, melhor justiça. menos impostos, melhor segurança social enfim um mar de rosas. Ou então faz parte do sistema tipo Armando Vara e Companhia.


De Lus Goncalves a 27 de Março de 2009 às 15:45
Caro sr. "Anonimo" por respeiro a este blog bem como a qualquer outro - e este é um principio meu pautado no respeito pelos proximo e pelo sentido critico que me parece que povos civilizados e assertivos deveriam ter - nao lhe irei resoponder no tom de agressividade ou de irritação que vª exª parece denotar pelo meu comentario, pois isso seria baixar-me ao seu nivel de contenda. Passemos aos factos. Quando me refiro ao sr. Cavaco Silva faço-o porque foi nos seus mandatos que se iniciou a desactivação de uma serir de linhas e ramais ferroviarios do nosso país, em atitude irresponsavel e criminosa sobretudo para as economias regionais, função social das populações e modos de sustentabiliadade de que toda a gente agora gosta de falar. Nao precisa de me referir os outros politicos da area Socialista, pois sou um Portugues razoavelmente informado e LUCIDO sobre o que nos cerca. Estes ultimos politicos, com especial enfase para o actual governo limitam-se a ser alunos zelosos dos politicos e das politicas de 86-97. Ou seja temos actualmente maus e arrogantes governantes que persistem continuar aquilo que outros anteriormente começaram. E nisto desculpe-me, sem sequer os comparo: SAO EM MUITO PERFEITAMENTE IDENTICOS. Lamento que consiga fazer distinção. Agora meu caro, qto á questão ferroviaria, é lamentavel o que aconteceu com a linha do Corgo: nao se esqueça que os 1º 74Km foram eliminados em 1989. Ou ja se esqueceu ? E como este ramal, muitos outros tiveram o mesmo desfecho de Norte a Sul do pais, precisamente na mesma altura. Quer que os liste ? Parece-me a mim que o mais importante é a cidade de Chaves e Tras-Montes genericamente saber bater-se por aquilo que vale a pena e com sentido vertical. Mas para isso é preciso as populações o quererem, abrirem o espirito á discussao e deixarem-se de meras politiquices. É com este atributos que os povos melhoram os seus destinos e nao com "reprimendaziinhas" bacocas como aquela que infelizmente se revelou na sua reacçãoo ao meu post. Diga-me: por caso é mentira o que lhe disse sobre a ferrovia nesse distrito ? É ?!


De Vesgo a 26 de Março de 2009 às 20:28
É da minha vista, ou ou pespegaram o monumento em cima do passeio ?!?!
Quando houver automóveis estacionados, ou mesmo que não estejam, monta-se o cavalo para passar para o outro lado?


De Um Flaviense a 26 de Março de 2009 às 22:12
Caro Sr. Fernando Ribeiro:
Sei que o seu Blog é democrático, mas só publica aquilo que bem entende.( è o que vai acontecer com este comentário)Vou-o lendo de vez enquanto (porque também gosto de ler o que os iluminados cá da nossa terra, escrevem) o que vai escrevendo, algumas coisas até que estão certas. Mas deixe-me que lhe diga, presunção e água benta cada um toma a que quer. É pena o Sr. andar perdido cá por estas terras. Ou se calhar, já agora porque não aproveita o próximo acto eleitoral e não se candidata à Câmara, o Sr. até conhece os cantos à casa, talvez assim fizessem qualquer coisa de jeito. Os seus amigos estão no Governo Há 14 anos, é o que se vê, desgraças atrás de desgraças, estiveram na Câmara 12 anos seguidos. Fizerem melhor? Sobretudo no tempo das vacas gordas. Construa qualquer coisa, por quem destrua não falta. Fica aqui o desabafo de um flaviense indignado. Só criticam aqueles que fazem, porque os que nada fazem ninguém critica


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