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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Repórter de Serviço e o burro farto da sua condição - Parte 2

19.06.09 | Fer.Ribeiro

Depois do repórter de serviço de ontem, ao verem as actuais fotos deste repórter de serviço, poderiam pensar que o problema do burro insatisfeito com a sua condição de vida no pântano, estava resolvida, mas não é assim.

 

Acontece que muitas vezes acusam este blog de tornar público aquilo que é público, mas que, como pode ferir algumas sensibilidades, o público passa a tabu do qual não se fala e, no entanto está por aí, mas é como se não estivesse, ou então, também é aquela falta de cidadania de ignorar o que é público.

 

Pois o repórter de serviço, embora possa não parecer, usa o seu direito e cidadania não como denúncia, mas como alerta e geralmente, depois de muitos alertas antes de chegarem aqui.

 

Não é pois a pura denúncia que nos interessa, mas antes resolver pequenos problemas, que de tão habituados que estamos a eles, geralmente os tomamos como comuns e são ignorados.

 

Dentro dessa filosofia de ajudar a resolver o problema, o repórter de serviço deixa aqui duas soluções para a resolução do problema do burro insatisfeito com a sua condição pantanal, uma hipótese romântica e outra como hipótese acertada.

 

A Hipótese Romântica

 

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Em breves palavras esta hipótese resume-se a reformar o burro, manter tudo como está e povoar o pântano com alguns patos para acabar com a indústria de mosquitos, tendo ainda em conta que os patos são também um atractivo para as crianças. Claro que esta hipótese romântica traria alguns problemas para a sua concretização, principalmente no que diz respeito a convencer os patos para povoarem aquele espaço. Assim, o repórter de serviço levanta uma segunda hipótese, como a hipótese acertada.

 

A Hipótese Fácil e Acertada

 

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Mantém-se o burro e tapa-se a depressão do pântano com areia. Fácil de resolver e barata.

 

Conclusões:

 

Todas as obras, quer sejam públicas ou privadas, apresentam erros involuntários de projecto ou de execução. É um facto e na maior parte das vezes, é mais fácil solucionar o erro que ignorá-lo, o problema está em admitir um erro, pois ninguém quer admiti-lo ou assumi-lo e a história repete-se obra após obra, ou seja, o construtor culpa o projectista, o projectista culpa o noddy e a fiscalização, a fiscalização culpa ambos e o dono da obra culpa-os a todos e, neste jogo de culpa este e aquele, o problema torna-se eterno, ultrapassado e esquecido, até um dia, em que um qualquer problema ou acidente prejudica terceiros, e aí, joga-se a última cartada – o Tribunal, que decida, ou seja, eterniza-se o problema… que neste caso, o pântano, resolve-se com uma simples carrada de areia, e os buracos nas rampas de madeira, com meia dúzia de pregos e um martelo. Ah!, já esquecia, se for preciso, o repórter de serviço oferece os pregos e o martelo. Não deixem que aconteça o mesmo que foi acontecendo aos clips do Arrabalde, que aqui os prejuízos em terceiros não serão pela certa materiais, mas humanos e de crianças.

 

Um destes dias o repórter de serviço voltará com o grande pântano que também se resolve simplesmente invertendo uma curva de terreno, que tal como as vistas, também podem ser côncavas ou convexas…pois lá vai dizendo o ditado “a nódoa cai sempre no melhor pano”.

 

Já a seguir, mais um discurso sobre a cidade, de Fe Avarez, a nossa asturiana flaviense.

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