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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

29
Jun09

XI Encontro Convívio da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr - Conclusões

O Grupo de Caminhantes do Encontro (na festa e à mesa, eram mais)

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O prometido é devido e, embora atrasado, cá estou com a reportagem do XI Encontro da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr.

 

Tal como todos os eventos que se realizam em Chaves, também este Encontro foi um sucesso, não só na variedade e qualidade do seu programa como também em participação, com blogers e fotógrafos vindos de todo o nosso Portugal, desde o Minho ao Algarve, onde não faltaram até, os nossos amigos galegos.

 

Claro que tudo que se passou neste encontro foi importante, principalmente o convívio e o estreitar de amizades entre blogers, fotógrafos, mas também amigos da blogosfera flaviense que quiseram associar-se a este evento.

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O que seria que despertava o interesse dos fotógrafos!?

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De entre a variedade do programa, há que realçar alguns momentos grandes, começando pela visita a São Vicente da Raia, onde o seu Presidente da Junta nos mostrou alguns dos pontos de interesse da aldeia e onde também não faltou uma conversa e visita à adega de uma velha glória do Desportivo de Chaves, o Domingos. São Vicente da Raia que é uma das nossas poucas aldeias do xisto, conjuntamente com as restantes aldeias da freguesia (Orjais, Aveleda e Segirei.)

 

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Segundo momento importante foi a paragem para se apreciar o mar de montanhas, com a aldeia de Aveleda marcando um pequeno ponto de civilização no meio de tanta natureza. Aldeia de Aveleda que também teve no encontro o autor da sua página na net.

 

Da Aveleda para Cidadelha, já em terras galegas, onde o caminhante Pablo, de Vilardevos mais um amigo, galego andaluz que um dia quis ser português, com o seu casal de cães, esperavam pela comitiva para servirem de companheiros e guias pela Rota do Contrabando, onde todos fomos contrabandistas carregando o fardo dos nossos corpos, mas imaginando como difíceis e perigosos foram aqueles carreiros do contrabando, quando contrabandistas verdadeiros, de ambos os lados da fronteira, carregavam fardos a sério.

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Apenas conheço meia dúzia de rotas do contrabando, mas não andarei longe da verdade se disser que esta rota, é uma das mais belas rotas do contrabando do mundo, e diga-se a verdade, principalmente no trajecto do troço galego, não só pela intervenção cuidada que sofreu para adaptá-la a um trajecto de caminheiros, mas principalmente pelas belezas naturais onde as cascatas, dão um ar paradisíaco ao local, que de tão belo, nem apetecia abandoná-lo. Mas já se sabe, caminhantes que éramos, o caminho fazia-se a andar, que nem sempre foi fácil, diga-se (e eu sou uma fiel testemunha – o último a chegar), pois a descer, todos os santos ajudam, mas em montanha, tanto se desce como se sobe, e nas subidas, quando mais precisamos da ajuda dos santos, eles, estão sempre distraídos, mas também é uma boa forma para reforçar o apetite, a uma boa mesa que nos esperava na Praia de Segirei, mas antes, claro, paragem obrigatória na aldeia de Segirei.

 

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Curioso, e isto tem de ser dito, é que mal parou o autocarro em Segirei, a vizinha mais próxima da paragem, em vez de se assustar com aquela “cambada de estranhos” refugiando-se em casa, não se assustou e saiu à varanda convidando-nos a todos para beber um copo. Claro que não lhe invadimos a casa, embora insistisse, mas como a visita a Segirei era mesmo visita de médico, pois os assados da praia já cheiravam em Segirei, partimos quase de seguida para “fazer” a barriguinha.

 

Da comida não vos falo, caiu bem e no momento certo, regado com bons líquidos dos Deuses, onde, como da blogosfera flaviense se tratava, nem sequer faltaram os pastéis de Chaves.

 

Após o almoço, estava chegado o momento cultural do encontro, momento aliás de fazer inveja a qualquer momento cultural de sucesso, não só pelo ambiente, mas também pelos autores e livros que havia para apresentar. Autores da terra, com escrita da terra, com temas da terra ou à moda da terra, mas com livros presença universal e obrigatória em qualquer biblioteca.

 

Gil Santos e José Carlos Barros eram os dois autores presentes a apresentar livros neste encontro, e eu, no meio deles, todo babadinho por eles serem colaboradores e discursantes deste blog.

 

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Da esq. para a Dir. - Tânia Oliveira (Blog Segirei), Gil Santos (escritor), F.Ribeiro (Blog Chaves) e J.Carlos Barros (escritor)

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Gil Santos apresentou o seu livro de “Chaves a Copenhaga – A Saga de Um Combatente”, que já por duas vezes tivemos oportunidade de falar desse livro neste blog. Uma história da I Grande Guerra vivida na primeira pessoa  pelo avô/bisavô dos autores onde se enaltece a forma da escrita manuscrita do combatente reproduzida no livro. De Gil Santos também os “Ecos do Planalto”, fizeram presença no encontro e apresentação, onde os contos do planalto do Brunheiro e as suas estórias, fazem também história da vida no planalto do século passado.

 

O José Carlos Barros, geralmente conhecido como poeta já consagrado e premiado neste nosso Portugal, levou até nós o seu romance, curiosamente filho do seu blog. Um romance feito de mentiras, dizia o autor na sua apresentação, mas de mentiras que são verdades, aquelas que nunca se dizem nas nossas conversas e que ficam nas nossas reservas, mas que bem gostaríamos de as dizer. Mentiras que também tem a ver com a nossa terra e região, pois embora o José Carlos Barros habite e até seja autarca em terras algarvias, é a sua terra que tem no coração e, a sua terra não se resume a Boticas, onde nasceu, mas também a Chaves onde estudou e curiosamente a Segirei, onde o autor confessa ter passado (e quer continuar a passar) bons momentos da sua vida e onde escreveu partes deste livro, que faz questão de mencionar no final do romance, com a assinatura de “ Cacela. Gardunho, Segirei. 3 de Fevereiro de 2008, 3 de Janeiro de 2009”. “Uma história de amor que todos queríamos viver” com muitas mentiras todas elas verdadeiras, da terrinha e não só, que abrem o apetite a qualquer um para a sua leitura, pela certa uma boa leitura, pois o romance já começa a fazer sucesso a nível nacional e que sabe se a curto prazo não o será a nível internacional, como em Cuba, onde o José Carlos Barros já é bem conhecido e querido.

 

« O Prazer e o Tédio », é este o romance de José Carlos Barros, que está à venda numa livraria perto de si, incluindo em Chaves, onde além desta obra poderá também encontrar à venda a o livro de Gil Santos (Pai e filho). Dois livros que são obrigatórios em qualquer biblioteca, principalmente nas flavienses.

 

Da parte da organização deste encontro e pela certa da blogosfera flaviense, agradecemos a presença dos autores e desejamos-lhe o maior sucesso.

 

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Rafael, o galego, andaluz que um dia quis ser português, companheiro, guia e poeta cantante

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E já que estamos em maré de agradecimentos, vou terminar com os agradecimentos a quem devemos agradecer, começando pelo Paulo Bessa que se disponibilizou para nos ir confeccionar o “comer” na Praia de Segirei e que em Chaves abriu recentemente um Restaurante na Travessa Cândido Reis no espaço da antiga Pensão Flávia. Agradecer também ao «Prazeres na Loja», com loja no Largo do Anjo, que nos ofereceu os pastéis de Chaves, loja que aliás recomendamos, pois é uma loja que é um verdadeiro embaixador dos produtos regionais, onde poderá encontrar desde o genuíno presunto de Chaves, aos pastéis de Chaves, mas também ao bom vinho de qualidade, azeite, enchidos e fumados, compotas, etc. Isto é publicidade que faço gratuitamente e com gosto, pois é uma loja onde se pode encontrar do melhor que Chaves e a região tem e que, deveria servir de exemplo ao restante comércio tradicional cá da terrinha. Com bons produtos e a tradição, só se pode fazer comércio de sucesso.

 

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Agradecemos também a quem  bem nos recebeu, como o Presidente da Junta de São Vicente da Raia, o Sr. Antenor, mas também ao Domingos, velha glória do desportivo, como agradecemos ao Pablo por nos servir de guia e nos fazer companhia, mas também a Rafael, o galego andaluz que quis ser português, por ser guia, companheiro e também pelo recital e animação musical da tarde. Agradecemos também à população de Segirei pelo seu espaço e por se juntar a nós no período da tarde, como também agradecemos à Câmara Municipal de Chaves o apoio que deu a este encontro, mas também agradecemos a visita no período da tarde do Sr. Presidente da Câmara, Dr. João Batista e do Sr. Vereador , Arqº Castanheira Penas. Agradecimento também para o Sr. Guerra por nos aturar e transportar durante todo o dia.

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Pablo, o nosso guia, à conversa com os amigos de Segirei (Foto de Tânia Oliveira)

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Penso não ter esquecido ninguém nos agradecimentos, a não ser (claro) aos participantes, mas esses, fazem parte do sucesso deste encontro, com um agradecimento especial ao José Carlos Barros por ter vindo propositadamente do Algarve e ao Gil Santos por vir de Braga, ambos até Segirei para participar neste encontro mas também por nos brindarem com a apresentação dos seus livros, mas também ao pessoal que veio de Sintra e do Porto e aos de Chaves e das aldeias e amigos que se associaram ao evento, pois, todos fomos um sucesso, aliás, como todos os eventos que acontecem em Chaves, mas este, foi mesmo.

 


 

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