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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Repórter de Serviço de passeio pelo espaço Polis

07.07.09 | Fer.Ribeiro

 

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Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe … por aparecer.


Ao que parece e contrariamente ao que o ambiente exige, por cá há a nóia de cortar árvores e desfazer jardins ou espaços verdes, mas nunca imaginei  que um espaço verde, recente, que ainda nem sequer foi inaugurado e até é elogiado por todos, se começasse a desfazer tão cedo para ceder espaço a mais betão, ao que parece (segundo dizem) para um polivalente ou coisa semelhante. Sinceramente que não entendo os paisagistas de hoje, mais preocupados com betão e em dar nas vistas do que com as árvores, os verdes e a paisagem natural, mas sobretudo têm um gosto especial em destruir aquilo que está feito e que o Zé povinho até gosta. Somos parolos, eu sei e, custa-nos entender e a perceber mentes tão iluminadas.

 

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Quanto à localização, não podia haver melhor: lugar vistoso, até da estrada, num troço que já é complicado e que tem mais um motivo de distracção para umas batidas de chapa e, sem querer agoirar, que Deus não queira que um dia um desses popós não se espante pelo talude abaixo para fazer parte do Jogo.

 

Adivinha-se que a seguir virá a iluminação do espaço, talvez uns estacionamentos ao lado e já agora (porque não) umas bancadas e uns balneários. Já agora, e uma vez que já se começou a destruir, porque não vedar também o pequeno lago que existe junto à ponte pedonal  e transformá-lo num campo de pólo aquático, pois neste que estão a construir, só de inverno é que se vai poder praticar por lá tal modalidade.

 

Nóia antiga que começou no Tabolado quando o destruíram para por lá fazerem uma piscina e uns campos de ténis, assim, não me admira nada que todo este espaço à beira rio do qual gostamos, em breve, esteja transformado num parque desportivo, como se em Chaves não houvessem outros locais mais apropriados e vocacionados para o efeito.

 

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Mas como um mal nunca vem só, mesmo ao lado,  uma moradia que nunca deveria ter existido, está à venda. Nada de anormal, não se desse o caso de essa mesma moradia (segundo consta) ter feito parte do projecto inicial da revitalização das margens do Tâmega, para ser transformada num bar e restaurante de apoio ao espaço Polis. Consta também que o actual proprietário quando soube dessas intenções, se ofereceu voluntariamente para levar a efeito essa transformação do imóvel, abrindo esse espaço ao espaço Polis. Aliás as suas boas intenções notaram-se logo quando o proprietário vedou a moradia e os espaço envolvente com um muro de betão (para não destoar) e agora, tem o espaço à venda, e muito mais valorizado que há um ano atrás. Falta saber quem será o futuro proprietário  e se também trará consigo as boas intenções de transformar a moradia em restaurante e bar de apoio ao espaço Polis…

 

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Mas vamos acreditar que estas coisas acontecem por meros acasos e não são negócios de milhões e, acreditar também que as boas intenções vão continuar, pelo menos, vamos ter esperanças que com as obras do polivalente (ou lá o que é), sobre um bocadinho de areia para secar as patas ao burro do parque infantil e que sobre também algum betão para remendar o muro do Tabolado que caiu ao rio, senão ainda acaba por cair no esquecimento ou então por transforma-se num segundo Baluarte do Cavaleiro que tanto demorou a reerguer.

 

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E por agora é tudo, ou quase, pois ainda há tempo par dar conta que Chaves está em festa, festas da cidade, que segundo consta já acontecem de há uns dias para cá, eu é que tenho andado distraído e passou-me despercebido o ar festivo da cidade, e com a distracção, até perdi o teatro das calcinhas amarelas. Mas o dia grande é amanhã, feriado municipal.

 

Até amanhã! 

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