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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Jul09

Hoje há feijoada

 

Na feijoada da última quarta-feira caiu um comentário que diz que eu ando mesmo distraído, pois nunca Chaves teve tantas festas como agora… e ao que parece até é verdade, principalmente as festas da cultura, em que uma agenda cultural tão preenchida e tão rica em eventos, nem sequer conseguiu abrir um espacito que fosse para receber e anunciar Mia Couto e o lançamento do seu último livro em Chaves. Graças a Deus que o Forte de São Francisco Hotel acolheu o evento de braços abertos e Chaves pôde assim ter a honra de receber Mia Couto, que também foi recebido calorosamente com um auditório cheio de gente interessada.
 
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Imagem retirada de video on-line na Alto Tâmega TV
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Isto só veio a respeito da minha distracção quanto às festas que acontecem na cidade, pois hoje quero mesmo é falar de obras, daquelas que se fazem e das que também não se fazem.
 
Em Chaves e, penso que nas outras localidades também não é diferente, só se fala de um assunto da comunidade, quando esse assunto é visível ou mexe com o nosso dia-a-dia, principalmente no segundo caso.
 
Ultimamente tem sido tema de conversa e de protesto as obras que decorrem na Avenida da Galiza/ Avenida D.João I, principalmente por quem utiliza aquele troço diariamente ou pelos comerciantes/habitantes da Madalena e, é caso para dizer que o tema até é oportuno pois, quem protesta, até tem razão.
 
Pessoalmente, que também sou utilizador desse troço quase diariamente e em tempo de aulas, sou-o diariamente mais que uma vez por dia, mas simultaneamente também sou cliente de algumas lojas da Madalena, sei o transtorno que as obras causam. Claro que não sou tão crítico como alguns o fazem levianamente, principalmente aqueles que protestam sempre que há obras e pela ocasião em que as obras acontecem, ou seja, por acontecerem no verão, quando vêm os emigrantes, quando há pó, quando isto, quando aquilo, etc. Pois se acontecessem no inverno, esse tipo de protesto seria idêntico e então seria pela lama, pelo frio, pela chuva, pelas aulas, pelo Natal, ou pelos Santos. Claro que as obras e os trabalhos de obras, têm de acontecer durante todo o ano, mas há algumas, pelas suas características, que até só devem e podem acontecer no verão ou com tempo quente e seco, e, a causar transtorno, tanto causam no verão como no inverno, por isso não é por aí que eu vou. Mas também sou critico quanto às obras neste troço, e não me refiro a estas em particular (embora estas tenham mais impacto), mas ó raio das obras que aí acontecem desde há 7 ou 8 anos para cá, e aí tenho de dar razão aos utilizadores e aos comerciantes da Madalena.
 
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Já vai sendo hábito em determinado troço, terminar uma obra para logo de seguida começar outra. Primeiro são as Águas de Trás-os-Montes, depois vem o gás, depois a EDP, depois a Telecom, depois a TV cabo, depois o saneamento, depois isto e aquilo. O mal está no sistema e nas descoordenações ou falta de coordenação que há entre as diferentes entidades e para o mesmo local, às vezes acontece, que as diferentes obras se prolongam por anos. A Estrada de Outeiro Seco tem sido um exemplo disso e este troço da Madalena, bate o recorde, mas o pior de tudo, é a estrada que resta após as obras, sempre com as reposições deficientes de pavimentos.
 
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Esta, embora recente, já é para recordar...
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Mas nestes protestos, em particular nestas obras que estão a acontecer na Madalena, se alguém tem toda a razão em protestar, são os comerciantes e os seus habitantes, pois praticamente é-lhes cortada a única ligação que têm ao seu núcleo e, será oportuno perguntar se estas obras serão oportunas acontecer sem antes se fazer a outra ligação prometida e projectada para Madalena . Penso que era por aqui que se deveria ter começado e só depois desse acesso estar garantido é que se deveria avançar para as actuais obras. Penso eu!
 
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Outro, e já velho assunto, são os estacionamentos da cidade e as promessas de há 20 ou mais anos de se criar um parque de estacionamento na cidade, que constantemente vai sendo adiado, projectado e “desprojectado”, enquanto que os espaços gratuitos vão sendo ocupados por espaços pagos, sem contudo haver alternativas ou uma rede de transportes públicos que justifiquem tal acto.
 
Sacrificou-se o Jardim das Freiras para um estacionamento e o resultado foi ficar sem jardim e sem estacionamento. Numa só palavra: mataram as Freiras e, nem sequer uma praça atraente ou convidativa se ganhou e muito menos a polivalência do espaço ou sala de espectáculos que dela querem fazer, pois também não tem o mínimo de condições para tal.
 
No Arrabalde, além de (no meu entender) não ser o melhor local para um parque de estacionamento, adivinhava-se que por lá apareceria qualquer coisa de valor arqueológico…mas enfim, lá diz o ditado, “Deus escreve certo por linhas tortas”, e mais uma vez se perdeu um estacionamento, mas neste caso ganharam-se umas termas romanas que vai dar em museu.
 
Haveria que partir para um novo local e de entre os espaços disponíveis, a escolha tinha de cair sobre o pior e já anteriormente rejeitado por outros autarcas. Em suma, reúne quase todos os pecados, pois o local é de dimensões reduzidas para aquilo que se pretende, os acessos vão ser complicados e poderão hipotecar definitivamente a possibilidade de uma Rua de Stº António pedonal, para além de a construção em altura comprometer ainda mais o centro histórico com aquele que se adivinha ser mais um mamarracho em betão e, aquela candidatura de Chaves a Património da Humanidade, se já nasceu cancerosa que a não ser eleitoralista, é de sonhadores, recebe agora a machadada final quer para o património, quer para a humanidade, e já me fico só pela flaviense.
 
Locais que pedem um estacionamento e sempre o pediram, não sei porquê, são sempre rejeitados pelas mentes iluminadas desta cidade, e só aponto dois, que ficam dentro do espírito de um estacionamento no centro da cidade, com condições para ter as dimensões que se pretendem: A Lapa ou, em alternativa, o Jardim do Bacalhau.
 
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Finalmente, mais um vez o Cine Teatro. Sou saudosista porque naquela casa passei muitos momentos de lazer e, em tempos que Chaves tinha metade da população actual, vi encher os seus 999 lugares muitas vezes e se, se tratasse de uma peça de Teatro, era garantido que a sala esgotava, tal como esgotava sempre que havia bons filmes ou até os espectáculos escolares que por lá se realizavam. Os pequenos auditórios não me convencem. Podem servir para muitos espectáculos, mas nenhum deles tem condições para cinema e muito menos para receber um espectáculo de âmbito nacional quer seja de teatro, quer seja musical.
 
Tal como o estacionamento é necessário para a cidade, também um sala de espectáculos a sério que possa receber também espectáculos a sério, é necessária para a cidade. Com a compra do antigo Cine Teatro pela Câmara Municipal e, a seguir, com a execução do projecto de uma Sala de espectáculos a sério e posterior candidatura ao POLIS, ressurgiu a esperança de termos o Cine Teatro de volta, mas, como diz o ditado “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” que neste caso, o tempo até nem mudou a vontade da população e, o ditado até é mais correcto se for lido como “Mudam-se os políticos, mudam-se as vontades”… e são abandonadas todas as intenções de recuperar aquele espaço, pondo-se o espaço à venda. Como ninguém o comprou, há que lhe dar alguma utilidade e surge a “brilhante” ideia de transformar o local numa “salada russa” ou centro multiusos, mas sem sala de espectáculos, que mesmo que existisse, com tanta coisa que lá se quer meter, não passaria de uma “sala bebé”. (O edifício novo vai ter três pisos, sendo cada em um destes contempladas as seguintes actividades: No piso 0, com acesso através da Travessa Cândido dos Reis, prevê-se a instalação de espaços multiusos, espaço expositivo, centro multimédia, espaços interactivos, centro de convívio para idosos e espaço para crianças; no piso 1, com acesso principal pela Rua de Santo António, prevê-se a instalação de espaços comerciais e de serviços; no piso 2, também com acesso principal pela mesma rua, prevê-se a instalação de espaços polivalentes de serviços, preparados para actividades de profissionais liberais, objectivando-se a criação de uma espécie de “Centro de Negócios”, onde diversos serviços poderão ser partilhados por todos os utilizadores – In Página oficial do Município)
 
Este seria um bom tema para democraticamente ser aberto à discussão pública, mas uma vez que a democracia morre no dia seguinte ao das eleições, transformando-se em poder de quem quer e manda, eu deixo por aqui uma votação on-line para deixar a sua opinião.
 
A pergunta é simples:
 
Gostaria de ver o antigo Cine Teatro recuperado para um novo Cine Teatro, moderno e com todas as condições para receber qualquer tipo de espectáculo?
 
Como este espaço é de todos, deixe a sua opinião na votação on-line situada na barra lateral deste blog, logo no início por baixo do calendário. Só estará on-line até 30 de Setembro.
 
E por hoje é tudo.
 
Até amanhã!

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