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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Divagar devagar por terras da montanha - Chaves - Portugal

31.10.09 | Fer.Ribeiro

Por terras de S.Vicente, a caminho de S.Gonçalo

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Pois é, hoje deveria andar pela Feira dos Santos, mas estou cansado, pois andar um dia inteiro (como ontem) atrás do programa da feira, ou seja, de cabeçudos, bombos e concertinas, cansa. Para hoje, tirando a cena do pulpo à galega e do gado descer à cidade, é confusão a mais…prefiro perder olhares pelo mar de montanhas de S.Vicente, ali, conforme se desce para o S.Gonçalo. Isso sim, é um regalo, não só para a vista como também para a nossa paz.

 

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Polide

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Quase parece que por entre o mar de montanhas não há vida para além da vegetal ou da animal selvagem, mas por entre tanta natureza, há sempre uma alma que seja, que espreita e segue os nossos passos intrusos destas incursões.

 

Fernão de Magalhães Gonçalves, um poeta de Jou que habitou Chaves por breves instantes, torgomano e conhecedor de reinos maravilhosos,  dizia-me uma vez que conhecia as cidades e os lugares pelos cheiros… eu pensava então que era pela luz que os lugares se conheciam, mas hoje, admito, são os cheiros que marcam os lugares, mas também aqueles que nos denunciam, quando da cidade se sobe ao campo, à montanha e à floresta.

 

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Vilar de Izeu

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Também a arte, a plástica, está associada ao cheiro das cidades, às luzes e às galerias, no entanto, no mais distante e profundo, a arte também se faz sem telas e, no mais tosco entre indiferenças de olhares, projecta-se o mais profundo que a arte tem, de fazer inveja até, à arte da cor e geometria dos nossos mestres que apreciamos.