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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Stº Amaro

24.07.06 | Fer.Ribeiro
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Como sabem este blog dedica a semana à cidade de Chaves e os fins-de-semana às freguesias. Nas freguesias vamos entrando conforme a oportunidade o permite e sempre aleatoriamente. Quando à cidade, tenho dedicado o blog essencialmente ao Centro Histórico, e a razão é simples: embora tenha nascido nos subúrbios da cidade (na veiga), o que sempre me encantou foi o Centro Histórico e, pelas mais variadíssimas razões. No entanto a cidade de Chaves não é só o Centro Histórico. Nos últimos 20-30 anos a cidade cresceu e surgiram novos núcleos habitacionais, quase todos a desenvolverem-se na vertical, mas muitos também na horizontal, formando autênticas aldeias dormitórios, como por exemplo os Aregos, o Alto da Forca, Casas dos Montes, Alto da Trindade, Stª Cruz, Lombo, Fonte do Leite, entre outros, onde as moradias são rainhas.

No entanto o mais notório, neste crescimento da cidade além dos grandes núcleos de moradias são os grandes edifícios, ou torres, que muitas vezes são também apelidados de mamarrachos (e muito bem), principalmente os que foram erguidos no centro da cidade e que à força (do que quer que seja) entraram pelo Centro Histórico a dentro (Quinta dos Machados, Antigo Mercado, Bacalhau, Rua da Muralha…).

Era inevitável que a cidade crescesse. A ausência de regras (durante muitos anos) ou regras permissivas ou pouco claras, fizeram com que a cidade crescesse atabalhoadamente, para não falar da arquitectura desses mesmo edifícios (mas isso é outra loiça). A realidade é que ao lado de construções de dois pisos nasceram construções de 6,7,8,9, e até 10 ou 11 pisos.

Não sou contra os edifícios de habitação colectiva, nem contra as torres de betão, mas acho que, como se costuma dizer e aqui também se aplica, cada macaco no seu galho. Centro Histórico deveria ser para respeitar e preservar e, a transição para a cidade nova, deveria ser feita suavemente, e depois sim – a cidade nova com as novas arquitecturas, e até ousadas desde que interessantes.

Pois aqui fica um exemplo e, este até pouco polémico, mas fronteiriço da cidade nova e da cidade antiga.

A foto é do Stº Amaro, de um bairro que há 20-30 anos era dos arredores da cidade e que hoje, aos poucos, vai sendo absorvido pela cidade nova e pelo centro da cidade, mesmo assim, ainda houve o bom senso de criar este pequeno largo e jardim que se vê em primeiro plano na foto. Em 2º plano a escola primária do Stº Amaro e por último os novos edifícios na antiga quinta do Casas.

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