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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

06
Nov09

Discursos Sobre a Cidade, por Tupamaro

 

.

 

CONVERSAS COM ZEUS”

-VIII-

-HERMES entre nós-

 

 

Lá, pelo S. Domingos de VALDANTA, andava meio disfarçado o ministro da Informação e da Comunicação de Zeus.

Aproveitou a chave na porta da catedral da rua da Capela e atirou-se a um “Balcerdeira” fresquinho, não sem antes ter espreitado no forno por uma costelinha de cordeiro de Castelões.

Mas nós conhecemo-lo logo pelo falar.

Fizemos há-de conta que era um barrosão de Meixide e convidámo-lo para «um copo», ali, no Bar da Junta.

Mais sossegado, lá nos foi dizendo que por culpa das vezes que faz companhia a Zeus, quando este na visita, ganhou um certo «ganguinho» por estas ALDEIAS Flavínias, e que bem mais acertadas eram se ficassem instaladas nos arrabaldes do palácio real de Zeus.

Assiduamente põe em cima da mesa de Zeus os Post(ai)s dos Blogues da Normandia Tamegana. Zeus não pode passar sem lhes dar uma vista de olhos.

Disse-nos Hermes que Zeus, às vezes até pragueja!

 

-“Mas que CARA…G…LH…J (GALEGO!)… O que vem a ser isto?!”ouve-lhe Hermes, a Zeus, quando este topa com as camarárias asneiradas continuadas.

- “Depois lá tenho de o aturar”, queixa-se-nos Hermes.

Há dias, até lhe apanhámos, a Zeus, a dizer para consigo próprio: -“Qualquer dia, pego nos «Concertinas de Venda Nova», contrato-os para a “Pedreira do Baptista”, desafino-lhes as gaitas e mando-os sanfonar com tanta força (que nem as trombetas de Jerico!) que até os «timpanos» (tímpanos) dos “Timpanas” desses Lalinhos e Lalõezinhos vão ficar arrebentados, que é para aprenderem a ouvir  -   e fazer!   -    o que se lhes diz bem dito!

 

- Ena, Hermes! Atão bieste pràqui desanuBiar um bocado! - atirámos-lhe.

 

-E ZEUS, que anda a ficar pior que estragado com os maus tratos dos “medioc(r)oneiros” que têm administrado a “Cidade de Trajano”, resolveu ir passar umas férias grandes numa das ilhas pequenas sita entre duas das maiores ilhas do mundo  - a Greenlândia e a Hellulândia. Fez bem, pois aí pode refrescar a fervura dos azeites, com que andava.

‘Inda pensou em passar uns dias por Águas Frias, mas como lá no céu anda tudo em reboliço por causa das padroeirices dos santos e a Ti’Adélia inda o obrigava a subir ao cimo do poste ensebado!... Nã! Quando o “Lagar do Tino” estiver consertado, então, sim, Zeus virá lá com o PÃ dar um concerto e, talvez, um enxerto no responsável pelos silvedos que comem o Castelo de Rio Livre!

 

Hermes, vê-se, está bem dentro dos assuntos da Normandia Tamegana.

‘Inda estivemos para o obrigar a ficar para o S. Gonçalo de SEGIREI, mas como nunca mais chegava a «carta de chamada», talvez o mandemos vir só para a Srª das Necessidades, em CASTELÕES.

Oxalá Zeus não nos apareça por aí, por Chaves, Engaranhado!

 

E Hermes continuou:

- “Avizinha-se o campeonato das padroeirices políticas, cá pela federação de quinteiros «à beira-mar enfeudados». Como a maçã deixou de ser tentação, tentam os edenistas com rosas e laranjas.

Vão pela cor e não pelo sabor. Se não, bem ergueriam por símbolo a Batata da Montanha, o Pimento do Cambedo, a Couve Penca de qualquer horta tamegana, a Castanha de Nogueira, a Pinga de Arcossó ou Balcerdeira, a Noz de Vidago, a Melancia do Cando, o Melão de Outeiro Seco, o Trigo de Quatro Cantos de Faiões…

 

Alto aí, Hermes! – interrompemos, de sopetão.

Mas com que raio Hefesto fulminou a tua cachimónia! Que até parece quereres estar a ensinar o padre-nosso ao …

 

- Oh! Meu caro! - atalhou.

Se os Normando-Tameganos se ajuntassem todos no Largo do Arrabalde, sob uma das gloriosas (e saborosas!) bandeiras que tanto têm por onde escolher, lançavam o «Grito do FLAVIANGA» e, então, sim, teríeis aqui um Território Livre de políticos de raça minorca e Independente de governantes sacripantas!  

 

- Hermes, ora agora vamos lá beber um golito às Caldas!      dissemos-lhe, com uma palmadita no costado.

 

- Bem lembrado! – respondeu Hermes.

Está na hora de abalada, e quero chegar sem que se note ter ido daqui.

Para a “Feira do Gado” tendes-me cá, de certeza certezinha.

ZEUS vai querer saber as “noBidades” (ena, pá! Inté já’stou  àpanhar jeitos daqui!).

 

Fazia-se tarde.

Hermes estava “bem composto”.

Era hora de nos despedirmos «até à próxima».

Recomendámos-lhe para reservar na agenda de Zeus uma visita aos “SANTOS”.

Os deuses são-nos FIÉIS.

 

Tupamaro

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