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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural - S. Julião de Montenegro

22.07.06 | Fer.Ribeiro
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E porque hoje é Sábado, vamos de novo até às freguesias.

S.Julião de Montenegro, fica a 12 quilómetros de Chaves, o principal acesso à freguesia é feito pela E.N. 213 (Chaves – Valpaços) é sede de freguesia, à qual pertencem as povoações de Limãos e Mosteiró de Baixo, confronta com as freguesias das Eiras, Faiões, Águas Frias, Oucidres, Nogueira da Montanha e Cela e ainda com as freguesias de Alvarelhos, Ervões e Friões, estas últimas do Concelho de Valpaços.

A freguesia tem 293 habitantes residentes e tem como actividades económicas principais a agricultura e a pecuária, quanto a festas, a de S.Julião em Agosto e S.Bernardino em 20 de Maio, rica em património, com uma igreja matriz românica, ponte e marcos romanos, cruzeiro e fonte. Em termos de gastronomia, o presunto, os enchidos de porco, a castanha e o vinho, mas o mais importante mesmo é o património, com realce para a Igreja Românica.

A igreja matriz de São Julião de Montenegro é um templo de traça românica onde ainda persistem muitos dos elementos arquitectónicos originais. Só a fachada principal, com uma orientação a Oeste, é que se encontra completamente descaracterizada por obras de restauro efectuadas no ano de 1983. Contudo, a cachorarrada testemunha a sua origem românica, bem como uma pequena porta que se rasga na parede norte do edifico. No interior revela-se um importante testemunho de pintura mural, surgindo ainda alguns fragmentos a forrar as superfícies das paredes internas do templo. Os vestígios concentram-se junto do arco triunfal e em toda a sua superfície, constituindo-se assim como um dos raros exemplares que testemunham a riqueza e a temática pictórica que de uma forma geral existia no interior das igrejas medievais. Aquando das obras de restauro já aludidas foram descobertos três miliários pertencentes à via XVII. O primeiro é atribuído a Macrino, datável de 217-218 e surgiu debaixo de um dos altares juntamente com um outro exemplar, encontrando-se actualmente no interior da igreja, junto da porta principal. Possui a seguinte inscrição: [OPLL]IV[S] MACRI[NVS] / NOB(ilissimus) C[A]ESAR. Um segundo marco é atribuído a Décio, apresenta a indicação da milha (VI) e é datável do ano de 250. Apresenta a seguinte inscrição: IMP(eratori) [G]AIO TRA / IANO DECIO IN / VICTO AVG(usto) TR(ibunicia) P(otestate) / II CO(n)[S](uli) III PRO / CO(n)S(uli) / RE[ST(ituit) V(iam) A A(qvis) F(lavis) / M(ilia) P(asum) VI [HE / RENNI] OETRVS / [CIO M]ES[IO NOBI / LISSIMO CAESARE] O terceiro exemplar encontra-se no adro da igreja, ao lado do portão de ferro que permite acesso ao terreiro do templo. Trata-se de um grande fragmento da secção inferior que termina num espigão quadrangular. Não possui epigrafe. António Rodriguez Colmenero (RODIGEZ COLMENERO,1997: 333, nº 426) refere ainda um quarto fragmento de miliário, também procedente da igreja de S. Julião e que na altura se encontrava no domicilio do Pe. Fernando Pereira. O autor consegue recuperar a inscrição ---]FLAVIO DALMACIO[---

E agora a ficha técnica do post:

Dados recolhidos no INE (censos 2001), ANAFRE e IPA.

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