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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, palavras e a margem de um rio

13.12.06 | Fer.Ribeiro
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O que dói é a ausência
É este não saber para onde ir
É este não ter certezas
É esta névoa que habita os dias
É esta névoa que nos habita
É este frio que me paralisa os passos

Mas doer mesmo
Dói saber que os passos não se cruzam
Que não andam
Que não sonham

A névoa invade a cidade
Invade os corpos
Invade-nos

Estou cansado
Sobretudo de esperar
De esperar nesta espera de que a névoa levante
De que a névoa desapareça

Estou cansado de esperar por esse raio de luz
Um pouco de sol
Que permita que o meu rio corra
Para onde correm todos os rios

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Prometo que amanhã estarei aqui de novo, nesta cidade de Chaves, sem névoas nem nostalgias e prometo também deixar passar o rio para lá da ponte…

Há dias assim!

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