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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves de Ontem de de Hoje - Largo do Anjo

28.12.09 | Fer.Ribeiro

Imagens de ontem e de hoje de um dos principais largos da cidade, o Largo do Anjo ou Largo 8 de Julho, ou Arrabalde do Anjo, ou Terreiro, ou Largo General Carmona, pois conforme a época assim foi variando o seu nome oficial, mas popularmente sempre foi e ainda é o Largo do Anjo. É assim que o conhecemos embora oficialmente ainda hoje seja o Largo 8 de Julho.

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É a tal e velha mania (oficial) flaviense de mudar os nomes populares pelos quais ruas, largos e jardins, sempre foram conhecidos e são muitos os exemplos (Largo General Silveira/Largo das Freiras; Terreiro de Cavalaria/Jardim do Bacalhau; Rua Gen. Sousa Machado/ Rua do Correio Velho; Rua Bispo Idácio/ Rua da Cadeia; Trav. Cândido dos Reis/Trav. Do Faustino, entre outros). Mas como o povo é quem mais ordena nesta questão dos nomes das ruas, vai-lhe chamando os nomes pelos quais sempre as conheceu.

 

Estamos então hoje no Largo do Anjo, cujo topónimo se deve à Capela do Anjo Custódio, há muito transformada em casa de habitação, mas da qual ainda existe a fachada principal da mesma, no nº 6 do largo.

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Sempre foi um dos principais largos da cidade. Diz o Gen. Ribeiro de Carvalho, no livro «Chaves Antiga» que até meados do século XVIII foi o centro comercial da vila de Chaves. Ali se condensava o comércio da região. A partir de 1820 (continua Ribeiro de Carvalho) os interesses comerciais começaram a transitar para o Largo do Arrabalde, mudança ao que parece não foi pacífica. Daí resultaram muitos agravos e contendas, não só entre os jovens, recorrendo a pedras que facilmente colhiam, como também entre adultos, já sisudos, apresentando toda a espécie de argumentos diplomáticos, e não só. Valentes os flavienses de então, mesmo que de pouco lhes valessem os protestos, sempre iam mandado umas pedradas.

 

É também um dos largos que serve de exemplo ao gosto que os políticos têm em empedrar praças e jardins. Um largo que esteticamente já conheceu melhores dias e que hoje não passa de um parque de estacionamento e de um largo sem qualquer interesse. Um largo que pela sua localização e porta de entrada para aquilo que temos de melhor, merecia um arranjo condigno.  O sublinhado é para realçar o verdadeiro sentido das palavras, arranjo e condigno, pois a seguir o exemplo de alguns arranjos consentidos que os arranjadores paisagistas da moda têm feito em Chaves, mais vale o largo continuar como está, ou como dizia a canção: “para melhor, está bem, está bem. Para pior, já basta assim”.

 

E por hoje é tudo. Amanhã há mais, outros olhares.

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