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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Rua de Stº António

17.07.06 | Fer.Ribeiro
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Já houve um tempo em que preferia calar a entrar em polémicas. Depois veio outro em que preferia entrar em polémicas, a calar. Com o tempo comecei a pensar duas vezes antes de falar. Mas o tempo e a idade vai-nos ensinando certos truques e modos de estar na vida. Agora entrei numa idade em que me calo quando falar não me leva a nenhum lado e em que penso três vezes antes de falar, mas mesmo assim, prefiro calar a falar e, prefiro olhar e gozar o lado positivo da vida a virar-me para o outro lado.

Com a cidade de Chaves passa-se a mesmíssima coisa, prefiro trocar a sua beleza pelo “quo vadis Aquae Flaviae” como costuma dizer o Beto no seu blog. Mas nem sempre podemos estar no politicamente correcto, de vez em quando temos o direito de fazer uma limpeza ao nosso disco e se necessário for, a formatar a nossa cabecinha, se assim tiver de ser, tal como se faz em informática quando o nosso computador começa a ficar maluco.

Pois bem, hoje entro nessa do “quo vadis Aquae Flaviae” e principalmente quando me refiro a este pequeno troço da Rua de Stº António que se vê na imagem.

A nossa principal Rua está a cair aos bocados. Exceptuando os Rés-dos-Chãos que graças ao comércio têm que manter as aparências disfarçando e tapando os males que sofrem, todos os restantes pisos estão moribundos e desabitados, alguns (digo eu que não percebo nada do assunto) ameaçam mesmo ruir. A par disso fazem-se intervenções na rua pública com dinheiros públicos (ou seja de todos nós) que deixam muito a desejar, pois uma rua em que preferencialmente é de peões, que inclusive até nem devia ter trânsito, dá-se a prioridade ao automóvel a as intervenções pensam mais nestes que nos peões (que por acaso até são pessoas), mas depois como os automóveis podem causar problemas, semeiam-se pedras nos passeios e clips nos largos, mas como as pedras e os clips geram outros problemas (principalmente aos aoutomóveis), então volta tudo ao princípio e retiram-se as pedras e os clips. Ou seja, brinca-se com os dinheiros públicos.

Concluindo, é um bota prá frente que depois logo se vê.

Consta que em Vila Pouca de Aguiar na construção da A24 se vão gastar uns milhões largos de contos (na moeda antiga) na construção de um viaduto para proteger meia dúzia de lobos – tudo bem! Em Chaves as casas do centro histórico estão a cair aos poucos e não há um tostão (na moeda antiga) de incentivos para reconstruir e revitalizar o centro histórico privado (que é público)!? E depois (e isto é para rir embora seja coisa séria) ainda há quem defenda que o Centro Histórico de Chaves deveria ser Património da Humanidade. Eu também concordo e até o defendo, mas, abram os olhos “meus senhores”, estão a fazer tudo ao contrário para que isso seja possível, começando pela dita revitalização do Centro Histórico e depois, sempre ouvi dizer que há o acessório e o essencial e para distinguir ambos é preciso sentir e ter perspicácia, coisa que pelos vistos há longos anos falta por estas bandas. Mas há ainda uma coisa que a mim me incomoda mais – é a destruição estar acima da reconstrução ou reconstituição.

Bem e por hoje termino, ainda para mais quando estou num dos dias de fazer limpeza ao disco em vez de estar naqueles politicamente correctos de pensar três vezes. Mas estou de férias, e nas férias aproveito para fazer sempre umas arrumações…

Quanto a imagem, mesmo com as misérias que as fachadas escondem (ou não), é uma imagem de marca…

Até amanhã, sem “quo vadis Aquae Flaviae”.

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