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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Três momentos…em jeito de viagem e poesia por terras flavienses

02.01.10 | Fer.Ribeiro

São as memórias dos sítios e lugares que nos fazem regressar…

 

Aveleda

.

.

O verde, o aconchego,

a luz, um mar paralisado

de montanhas revoltadas, o quase

silêncio,

a distância, o horizonte, o infinito

quebrado pelo mais além…

é lá que se volta sempre quando se quer respirar a pureza do olh(ar)…

 

Póvoa de Agrações

.

.

Regressamos às profundezas

das montanhas,

lá bem no alto. Tamanha contradição

feita das contradições dos dias. A pacatez

aparente é sempre assolada, quebrada, cortada

pela invisibilidade do ar que se vê escuro

e frio,

leve e

carrascão,

iluminado

e quente ou

pesado de suão…

é lá que se volta sempre quando se quer colher a força resistente dos que resistem…

 

Soutelinho da Raia

.

.

E a um passo de distância,

está toda a distância do mundo.

Deitada nas faldas

de um Deus,

atinge a altura da pureza vestida

do mais fino branco vertido

no plano de um pano que

por ser das faldas,

não atinge o gume

do cume

e por isso se vale,

do lume

que aquece e

alumia  

por lá no alto,

não ser do vale…

é lá que se volta sempre quando se quer sentir as alturas e o rigor dos deuses…