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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves e os regressos

16.07.06 | Fer.Ribeiro
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Nem há como sair uns dias da terrinha para saber como ela sabe bem. Claro que quando a ausência é prolongada, o regresso à nossa terra sabe muito melhor, é quase indescritível…acreditem que é. Pois eu de ausências prolongadas, apenas tive uma e recordo-a bem. Ausências mais breves, as ausências para as quais trabalhamos durante um ano para ter um pouquinho de descanso, as férias, dessas, vou-as tendo uma vez por ano e nessas ausências há dois dias especiais – o dia em que parto de férias e o dia em que regresso e, é a este último que hoje me quero referir. Geralmente, de férias, mais centena menos centena, ausento-me umas centenas de quilómetros da terrinha, geralmente até à beira-mar e acho que é justo. Para quem vive entalado entre montanhas durante um ano inteiro, espairecer a vista na imensidão do mar, faz bem, muito bem. Mas há uma coisa que faz ainda melhor: Regressar à terrinha e ao “entalo” das montanhas.

Nos meus regressos, das coisas que mais me chamam a atenção, são os nossos pormenores. As montanhas, os pinheiros, os carvalhos, os penedos, as construções de granito, o calor, as curvas da estrada e os pequenos pormenores… duros pormenores que fazem a nossa interioridade. Uma mulher com um molho de “verdes” à cabeça, uma carroça que vai ou regressa da labuta do campo, são ainda a realidade de muita das nossas gentes que fazem a nossa identidade.

Quando vejo uma imagem como a que hoje, sei que estou a chegar a casa e que a gente que comanda a carroça, é da minha gente do meu Trás-os-Montes e do meu concelho de Chaves e daí até ao meu lar, é um passo.

Ficha técnica da foto: Junho 2006 – Cambedo.

Quanto ao verdadeiro post do Cambendo, ele chegará – ainda ando na recolha de informação.

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