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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Largo do Cavaleiro

05.07.06 | Fer.Ribeiro
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Quer queiramos ou não a loucura do mundial está lançada.

Nos últimos dias vive-se à volta do futebol, do mundial. Os jornais e televisões e rádios nem tempo têm para se preocupar com outros assuntos e no meio da loucura toda, à nossa boa maneira, vamos brincando com a situação e nesta coisa do mundial vamos misturando a gastronomia com a brincadeira e com o mundial.

Espremeram-se as laranjas, comeram-se os bifes e agora vamos ao galo.

Era precisamente ao galo que eu queria chegar. Como um homem nascido no campo da cidade, no meu tempo de puto, não havia “casa” que se prezasse que não tivesse uma boa capoeira. Na minha casa “do campo da cidade” também havia uma, que sobretudo servia para ir comendo de vez em quando os saborosos frangos caseiros, para comer os ovos das galinhas poedeiras, para comer uma rica canja de galinha (sobretudo quando a recuperar de uma ou outra doença) e, claro, não havia capoeira que não tivesse um galo. Este era reservado para uma data especial. Como lá em casa quis o destino que eu, a minha mãe e o meu pai fizesse-mos anos no mesmo dia, geralmente, era esse o dia especial em que o galo entrava na panela, estufado com muita tomate e acompanhado de boa batata cozida (com nomes aos quais eu achava graça – canabeque e ranconse, não sei se é assim que se escreve, mas uma coisa eu sei, é que também era caseira “fruto” da boa semente de Montalegre). De uma coisa eu ainda me lembro – no dia do galo, eu era sempre o primeiro a chegar à mesa.

E agora de novo para o futebol e o mundial. Uma das bocas gastronómicas que por aí anda agora é a de que mais logo vamos comer o galo. Pois assim seja e que tenha o mesmo sabor daqueles galos que eu comia em puto… e se não houver direito a papar-mos o galo, então sempre nos resta a consolação de podermos comer umas francesinhas. Eu aposto no galo – já vos disse que fui picado pela loucura do mundial.

E vamos lá então para mais um olhar com bandeira sobre a nossa cidade. Desta o olhar cai sobre o Largo do Cavaleiro, aquele a partir do qual se entra na Ilha do Cavaleiro e onde vão “desaguar” a Rua do Poço e a Travessa do Cavaleiro. Quanto ao nome do topónimo cavaleiro, como já aqui foi referido, deve-se ao baluarte do Cavaleiro das Amoreiras que lhe ficava próximo.

Até amanhã e queira Deus que venha aqui com vontade de comer umas Pizas ou se preferirem, uma pasta.

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