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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

27
Ago10

Discursos Sobre a Cidade - Nem cresce, nem minga - Por Tupamaro

 

.

 

“CONVERSAS  COM  ZEUS”

-XIII-

=Nem cresce, nem minga=

 

 

Um tanto espantado com os incêndios a colorirem os céus da ponta mais pequena e da ponta maior da Europa, Zeus resolveu-se por ir uns tempitos de férias até às “Terras de Wilkes” e de “Adélia”.


Quando aí chegou, mostrou-se embevecido com a beleza das focas de Weddell e com o paladar que encontrou no golito de(um!) licor que lhe havíamos oferecido para a viagem.


Fez um “ah!” de grande admiração, mais espantoso do que o” Eureka!”  arquimediano e, por isso mesmo, nos telegrafou:


- “Já percebi! Já percebi!


Já entendi porque o «franciú» deu este nome a este território! O «tipo» tinha casado com uma rapariga de Águas Frias! E ela era «tão pintada» que ainda deixou até hoje, por aí, descendência e virtudes!


Ora, «fachabor» de avisar a «menina Déte» que tem de me calhar uma garrafita maior do que o frasquito que em arranjaste”!

 

Às vezes, até nem queríamos que Zeus fosse tão chegado.


Desde que começou a andar às espreitadelas pelas ALDEIAS FLAVÍNIAS anda mais que guloso.


E, depois,  julga que nós somos donos do «vinhedo», do «fumedo», do «frutedo», ……….  e do Cambedo!

Nem lhe demos troco ao telegrama.

 

Para o regresso, apanhou as ondas da crista central do Atlântico, pretendendo entrar pela portinhola  donde saíram os “Descobridores”.

 

Tinham-lhe falado vagamente numa fonte recente, numa tal “de Boliqueime”. Foi lá espreitar e ficou «encavacado».


Qual fonte qual …………..antónio-chaves”!


Aquilo era um Poço!


Nem as salamandras lá se dão! Só malandrões!


E está coberto de silvas e cavacos!


Zeus, já que passava por aqui perto, fez um desviozito para nos saudar (“cheirou-lhe”, foi o que foi!). Veio mesmo a tempo de uns restitos de coisas boas Normando-Tameganas.


A garrafa do Rosé de Vassal é que no-la deitou toda abaixo!


No hora do bagaço, pergunta-nos:


-“Atão,  nobidades de Chabes?!”

 

- Olha, Zeus, apareceste aqui a dizer que era só para dares um abraço, pois ias com alguma pressa para a CAÇÓNIA (sabemos lá nós aonde isto fica!?) e queres arranjar desculpa para nos culpares dos atrasos que bem te podem acontecer pelo caminho  e que tu tanto desejas que aconteçam.

Não te dizemos nada dessa capital.

 

-Lá estás tu com perrices!


A Cidade CHAVES nem cresce nem minga    -   altera-se aos sobressaltos.


Os que têm tomado conta dela não é tanto para a cuidar, mas mais para a aproveitar para serviço e interesse da sua «quadrilha» partidária.


Chaves é uma cidade cujo crescimento e desenvolvimento urbanos poderiam e deveriam ser harmoniosos e amplos, pois as suas condições geográficas são francamente favoráveis.


Mas a tacanhez de espírito, a mediocridade de conhecimentos e a impreparação política dos que têm vindo a tomar conta dos destinos dessa Cidade e dessa Região, agravadas com a impetuosidade da soberba, da ganância e da insinceridade desses mesmos decisores, condenam CHAVES (cidade e Região) a esse aspecto  de cidade «às três pancadas» e de Região «ao  deus - dará».


Assim, não é de estranhar que pessoas que gostam mesmo de CHAVES (cidade e Região), e, dentre estes, especialmente, os que aí nasceram e aí foram criados, reparem não só nas grandes misérias que por aí saltam à vista, como também  em ferretes isolados, que alguns consideram pormenores ou pequenas distracções licenciadas , que mais não são do que «o rabo de fora» de tristes cumplicidades … ou sinais  em “faces ocultas”.


O Progresso de uma CIDADE tem consistência no Planeamento, e não no capricho balofo ou na golpada de ocasião, concedidos e consentidos por quem tem a OBRIGAÇÃO de saber o que anda a (DEVE) fazer.


O feudalismo mental continua a ser um baluarte para toda a prosápia da imbecilidade, da tacanhez de espírito e da grandiosa quão estúpida soberba de todos quantos se convencem que a História da Humanidade é neles, e só neles, que se realiza.


Do pouco que estudaram, aprenderam uma insignificância que aproveitam às mãos cheias para enfartar o seu insaciável ego eivado de mediocridade.


Na vida estão eles, cada um por si, eles, e, depois, os demais.


Nascem indivíduos, passam a trastes, nunca chegam a ser pessoa.


Embora visíveis a olho nu, o descaramento com que se revestem disfarça-os mais do que a pele do cordeiro ao lobo.


Afinal, não passam de caracaras aplhaçados com plumagem de araras.


Ao longo da História, e particularmente no pós-25, continuam a proliferar, porque este Povo hospitaleiro os hospeda com afecto e toda a ingenuidade.


Especialmente, lá por CHAVES, pela Normandia Tamegana, continue-se a pôr no poleiro os atletas pepe-rápidos da camaleonice politicastra, e cuja maior qualidade está chapada, chapadinha, no conceito que têm do desempenho das funções de edis: - entrar em gozo de férias graciosas, por períodos de quatro anos, com todas as loucuras e lucros já metidos na conta … de quem tem de os «gramar»!!!

 

- Zeus, é sempre com muito gosto e com um grande desgosto que te ouvimos considerar acerca da NOSSA TERRA.


Gosto, porque falas acertadamente, e notamos no teu discurso muita afeição pela Região.


Desgosto, porque nos relembras o atraso de vida em que mantém o nosso torrãozinho natal.

 

-Tu sabes bem que depressa aprendi a gostar da cidade de Trajano.


-Queremos todo o merecimento para os nossos NORMANDO  - TAMEGANOS.


Por isso, e para isso, jamais devem deixar-se atrair, e cair, na escravidão de petimetres neróides.


Bem, deixemo-nos de conversa.


Tenho de «arrancar».


Ora marca aí uns «desvios» obrigatórios e a preceito.


Ó c’um …….”antónio-chaves”! – resmungámos cá para dentro.


- Bem, dia 20 passas pela Capital da Batata e espreitas  -  espreitas só!  - para o sítio daFragatânia”. Torces o pescoço e dás uma olhadela para …. Bem, podes ir por Lebução, Sonim, Santa Valha e paras em Vilarandelo.


Olha, nem te dizemos mais nada. Daí p’rà frente é por tua conta!


Põe-te a mexer, que só sabes mexer connosco!


E numa altura destas termos nós de ficar por cá!...


Tupamaro

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