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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Set10

Mosaico da Freguesia de Redondelo

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Mosaico da Freguesia de Redondelo

 


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Localização:


A 13 km da cidade de Chaves, na orla ocidental do concelho, a freguesia é acompanhada ou entalada por um lado pelo Rio Tâmega e pelo outro com o concelho de Boticas.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias de Seara Velha, Soutelo, Curalha, Vilela do Tâmega, Anelhe e Sapiãos, esta última do concelho de Boticas.

 

Coordenadas: (Átrio da Igreja de Redondelo)


41º 42’ 14.67”N

7º 34’ 07.48”W

 

 


 

Altitude:


Variável – acima dos 350m e abaixo dos 700m

 

Orago da freguesia:


S. Vicente

 

Área:


19,37 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Nacional 103 em direcção a Braga ou pela Auto-estrada A24 com saída no nó de Curalha (onde as placas indicam as saídas para Boticas e Carvalhelhos).

 

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Aldeias da freguesia:

- Casas Novas

- Pastoria

- Redondelo

- São Domingos

 

 

População Residente:

 

Em 1900 – 912 hab.

Em 1920 – 809 hab.

Em 1940 – 1069 hab.


Em 1960 – 1462 hab.

 

 

Em 1981 – 720 hab.

 

 

Em 2001 – 600 hab.

 

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Os números e o respectivo gráfico dizem tudo e é mais uma freguesia que pode servir de modelo ao comportamento da população residente na maioria do concelho ou seja um leve decréscimo da população registado até 1920 ao qual se lhe pode atribuir o grande boom da emigração para o Brasil o qual se pode atribuir por um lado os primeiros anos conturbados da República e a I Grande Guerra. De 1920 a 1960 a população esteve sempre a crescer e a partir de 1960 até aos actuais dias a população sempre a diminuir, onde nem sequer a vinda do pessoal das ex-colónias registado a partir de 1974 faz alterar a linha de tendência de descida da população imposta a partir de 1960. Ou seja, o tal despovoamento actual do mundo rural, começou de forma agressiva nos anos 60 com o boom da emigração para a Europa e o êxodo para as grandes cidades do litoral (Lisboa e Porto). Assim, quando muitas vezes acuso por aqui os senhores de Lisboa e os políticos actuais (de Lisboa e de cá) do “crime” chamado despovoamento do mundo rural e tudo que de mau lhe está associado (perda da cultura rural, usos e costumes, saberes e valores e de toda uma economia ligada à agricultura e ao campo que eram uma fonte de trabalho e ocupação), não estou a ser de todo correcto, embora os actores que levaram à cena esta situação sejam os mesmos (os políticos de Lisboa e de cá), mas de outros tempos.

 

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Aos de agora (políticos de Lisboa e de cá) exigia-se-lhes que travassem o despovoamento e que as sua políticas fossem ao encontro de um repovoamento sustentado, que prendesse os actuais jovens e convidasse jovens casais a fazer vida nas aldeias, com a mesma dignidade ou mais com que fazem vida na cidade, tendo esta, sempre de apoio. Infelizmente ainda hoje ninguém faz nada pelas aldeias e todas as políticas lhes são contrárias, quer as que praticam os de Lisboa, quer aquelas que são praticadas por cá, e não vai ser com construção de lares de 3ª idade, construção de casas mortuárias e alargamento de cemitérios que vão salvar as aldeias, apenas estão a dar alguma dignidade (ao menos isso) à velhice e morte dos resistentes…e quando estes acabarem!? Mas um dia a história (por mais manipulada que seja) deixara entender e ver os políticos de merda que hoje temos, que preferem convidar e concentrar pessoas, serviços e oportunidades em grandes centros, engaiolando-os nas torres do b€tão conforme os sabores daqueles que realmente mandam, transformando-os (os políticos de merda) em autênticos lacaios nas mãos dos senhores do pod€r que são afinal os senhores de Portugal (portugueses ou não). Mas fico-me por aqui, pois o silêncio sempre foi mais confortável…

 

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Principal actividade:

- A agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

 

Embora atrás fosse referido que a altitude das terras da freguesia se situava entre os 350 e 700 m a realidade é que a freguesia se caracteriza por uma topografia pouco acidentada que se desenvolve ao longo da bacia orográfica do rio Tâmega e daí também quase desde sempre ligada à agricultura e a grandes casas senhoriais, que algumas chegaram até aos nossos dias, não como ligadas à agricultura mas hoje, felizmente, transformadas em hotéis rurais e preservados com habitações familiares, e, disse felizmente, porque esse casario senhorial (solares) existem e estão bem preservados, com vida dentro deles, ao contrário de outros solares existentes no concelho que estão abandonados e praticamente em ruínas ou mesmo em ruínas.

 

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A principal actividade da freguesia é a agricultura, hoje mais de subsistência e longe dos tempos em que a maioria dos campos eram cultivados, mas, em tempos também teve minas de volfrâmio e hoje, além da agricultura também há a actividade ligada a hotelaria rural e à restauração existente nas aldeias de Casas Novas e Redondelo que vai dando vida à freguesia.

 

Em termos da história, podemos regressar ao tempos mais longínquos, pelo menos assim o testemunham os achados arqueológicos, os castros, podendo-se atribuir os primeiras populações à época da pré-história. Também a importante Via Romana (Via Augusta XVII que ligava Braga a Ostorga) passaria por terras da freguesia tal como testemunha um marco miliário encontrada nas cercanias da Pastoria. Aliás os grandes achados arqueológicos e ligações ao passado mais longínquo, são localizados nas cercanias da Pastoria.

 

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Mais tarde, em 1169 o topónimo Redondelo (na altura Redundelo) já aparece documentado numa doação a favor do famoso arcebispo D. João Peculiar.

 

E é também o passado que vai fazendo a freguesia interessante do presente, principalmente no que respeita a arquitectura civil e ao seu casario solarengo que chegou até nós, como a Casa do Meio do Povo em Redondelo que foi recuperada e convertida para turismos rural, com uma interessantíssima e romântica fonte nos seus jardins, o solar da Viscondessa do Rosário hoje transformado num belíssimo e moderno Hotel Rural que já mereceu aqui um post aquando da sua abertura (http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html ) e mesmo ao lado deste o Solar dos Vilhenas, com capela e um passadiço sobre a rua principal da aldeia, este, também bem conservado e ainda com as suas funções de residência. Há ainda a referir outro solar conhecido pelo solar da Quinta dos Buxos, localizado na encosta que desce para o Tâmega, mas que infelizmente está abandonado.

 

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Ainda dentro da arquitectura da freguesia há a realçar a Escola Primária de Redondelo construída no ano de 1900 e cujo projecto se atribui ao Arquitecto Arnaldo Redondo Adães Bermudes, escola construída com salas para o sexo feminino e sexo masculino incluindo residência do professor. Nas suas imediações, junto à estrada que liga a Rebordondo encontram-se duas fontes de mergulho com tanque, ainda funcionais mas sem utilizadores, dois belíssimos exemplares e também bem conservados, ao contrário de muitos que existem no concelho que foram tapados ou alterados, perdendo toda a sua beleza inicial.

 

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Também o património da arquitectura religiosa, com a igreja Paroquial de S.Vicente, as Capelas de S.Bernardino, S.Domingos e de Nossa Senhora dos Aflitos, merecem aqui ser mencionadas e no local visitadas.

 

Quanto ao casario tradicional rural, em conjunto, destaco o da Pastoria que embora longe da nobreza dos solares de Redondelo e Casas Novas, vale não só pelo conjunto mas também pela vida que a aldeia ainda tem.

 

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É sem dúvida alguma uma das freguesias que recomendo para uma visita ou um passeio fotográfico de todo um dia, com início na Pastoria ao seu casario tradicional, capela e vida do campo, seguida de uma breve visita a S.Domingos onde há também uma capela interessante e depois regresso a Casas Novas, onde poderá almoçar e visitar Hotel Rural e todas as suas instalações, incluindo a antiga adega onde ainda se preservam os lagares e as condutas de pedra para transporte do vinho. Depois de almoço, o Solar dos Vilhenas, o casario de Casas Novas, a Capela de S.Bernardino, após a qual, quase sem dar conta, já está em Redondelo para continuar a visitas à Igreja Paroquial e à Casa do Meio do Povo, sem esquecer a fonte da casa. Já de regresso, não esquecer as fontes de mergulho e a escola primária. Com sorte, pelo caminho, ainda poderá encontrar algumas das coisas que fazem parte da vida rural das aldeias, nem que seja uma fornada de pão a cozer, que facilmente se encontrará pelo aroma inconfundível que fica no ar das ruas.

 

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Para terminar apenas a curiosidade de esta zona (a freguesia alargada a Rebordondo) possuir a maior concentração de Solares contrastando com a aldeia mais pequena do concelho – S.Domingos.

 

Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

 

- Casas Novas

 

- Pastoria

 

- Redondelo

 

- São Domingos

 

 

 

 

 

 

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