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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Hoje não há (tempo para) feijoada!

29.09.10 | Fer.Ribeiro

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Pois é, às vezes somos atraiçoados pelo tempo, o dos relógios, feliz ou infelizmente ele falta-nos, foge-nos, some-se sem darmos conta.

 

Infelizmente porque não nos permite fazer tudo o que queremos, por exemplo, hoje que é quarta-feira, era dia para se confeccionar por aqui uma boa feijoada, bem temperada, para ser regada, como convém, com um bom tinto encorpado q.b. para combater e desfazer (matar)  aquelas coisas  que dizem vir misturadas com a feijoada (gorduras e outros pormenores). Ou seja, uma dieta saudável, como convém nos dias de feira.

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Felizmente, esse mesmo tempo, falta-me e livra-me de insónias ou depressões, de aturar conversas chatas a ouvir falar dos outros, dos futebóis e politiquices das partidarices e da crise da crise, como se não bastasse ela já por si. Felizmente também o mesmo tempo não me permite ver televisão, a qual já nem ligo desde que acabou o único programa que ainda ia sendo saudável (o 5 para a meia noite)… enfim, o tempo, o tempo!

 

Assim, hoje em vez de uma boas feijoada ficam apenas três imagens daquilo que vamos tendo de melhor, a p&b ou sépia para a cor não distrair ou atrair. A duas cores apenas, aquilo que vai sendo um verdadeiro património da humanidade, de uma cidade que sonha (ou há quem se atreva a sonhar) que pode ser património da humanidade, o mesmo que só é possível, se o olhar for selectivo e enganador como o é nas fotos, onde as misérias ficam escondidas, ou com um bocadinho de Photoshop até podem ser removidas. Mas sonhar é bom, sempre nos vai trazendo iludidos, enganados e ensina-nos a acreditar, é assim como o euromilhões, em que segundos os matemáticos, há mais probabilidades de nos cair um meteorito na cabeça do que nos sair o euromilhões, mas nós apostamos sempre, porque acreditamos, no impossível.

 

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Chaves património da humanidade! Era bom, então não era!? E até seria possível (em tempos) se o b€tão não mandasse tanto na cidade ( e este b€tão, não é o Betão do 5 para a meia noite).

 

Até amanhã, com um homem que perdeu a memória, ou pelo menos, é um homem sem memória.

 

 

 


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