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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

23
Out10

Mosaico da Freguesia de Stº Estêvão

 

Depois de passar pela Vila de Stº Estêvão, hoje vamos ao mosaico da freguesia de Stº Estêvão, que é quase à mesma coisa, pois à freguesia, hoje, resume-se à vila, mas vamos saber mais um pouco de Stº Estêvão freguesia.

 

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Localização:


Localiza-se em plena veiga de Chaves, na margem esquerda do Rio Tâmega, a Nordeste da cidade sede do concelho.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias de Vila Verde da Raia, Stº António de Monforte, Águas Frias, Faiões e Outeiro Seco. Para esta última freguesia é o Rio Tâmega que serve de limite.

 

Coordenadas: (Adro da Igreja Paroquial)


41º 45’ 32.51”N

7º 25’ 10.98”W

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Altitude:


Variável –  Entre os 350 e os 500m

 

Orago da freguesia:


Santo Estêvão

 

Área:


10.61 km2

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Nacional nº103-5 (de acesso à antiga fronteira de Vila Verde da Raia).

 

 

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Povoações da freguesia:


- Santo Estêvão

 

 

População Residente:


Em 1900 – 1744 hab.

Em 1920 – 1625 hab.

Em 1940 – 1417 hab.

Em 1960 – 1864 hab.

Em 1970 - 703

Em 1981 – 671 hab.

Em 2001 – 632 hab.

 

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Mais um gráfico atípico, dos poucos do concelho e, se aparentemente parece não haver explicação para o comportamento da população residente em algumas décadas, esse comportamento está bem justificado. Comecemos pelos Censos de 1930 em que se regista uma descida acentuada da população em relação aos Censos de 1920. Pois tudo se deve ao facto de em 20 de Julho de 1925, Stº Estêvão perder uma aldeia que era pertença da freguesia, ou seja a aldeia de Faiões que passou a constituir-se como freguesia autónoma. O mesmo viria a repetir-se com uma segunda aldeia também pertença da freguesia até ao dia 28 de Outubro de 1969, a aldeia de Vila Verde da Raia que também daria lugar a uma freguesia autónoma e daí, mais uma vez a queda vertiginosa de população residente nos Censos de 1970. Em resumo um gráfico e comportamento da população que sai fora das normas das restantes aldeias do concelho mas que a não verificar a perda das duas aldeias teria o mesmo comportamento da maioria das freguesias.

 

Curiosa esta “perda de importância” da freguesia de Stº Estêvão que até 1925 era “dona e senhora” de quase a totalidade da veiga de Chaves e que em menos de 40 anos, perdeu duas aldeias e o “domínio” da veiga.

 

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Também curiosa é a sua recente passagem a Vila em 2005, pois as razões de ascensão não são de desenvolvimento actual, amento de população ou outra razão do género, mas com base na sua rica história de Vila Medieval com Castelo, e mais não comento, pois se por um lado o concelho ganhou uma segunda vila (para além da de Vidago), esta ascensão só pode mesmo ser considerada honorária, pois nada mudou em relação ao antes 2005, mas por outro lado, também mostra bem as políticas administrativas deste nosso Portugal, pois numa altura em que se exige uma reforma administrativa séria e responsável de Portugal, tem-se andado a brincar às promoções e, se no caso em nada implica em termos económicos, já noutros casos a coisa pia mais fino. Mas como disse atrás, não comento ou não aprofundo mais, pois isso será tema futuro de uma feijoada das quartas-feiras.

 

 

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Principal actividade:


Desenvolvendo-se o seu território pelas terras férteis da veiga de Chaves, é mais que natural que a sua principal actividade seja a agricultura, mas, embora nem tanto como seria natural pela proximidade à cidade e os bons acessos, é também Vila dormitório da cidade de Chaves.

 

 

Particularidades e Pontos de Interesse:


 

Quase tudo que havia a dizer sobre Stº Estêvão já foi dito no devido post que lhe foi dedicado como Vila do Concelho, no entanto e como de costume, fica aqui também o resumo das suas particularidades e o que mais de interessante há na freguesia.

 

Vila agrícola por excelência, pois melhores terras no concelho não há, ainda para mais com regadio. Tão rica como as suas terras, é a sua história, antiga e medieval, mas quase apenas essas, pois a partir de aí Stº Estêvão entrou em perda de valores, primeiro do seu valor como Vila Medieval com Castelo e depois até em território, tal como já foi referido atrás. Mas é rica em história e é sobre essa que agora vamos falar.

 

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Um aparte antes de entramos na sua história e para que as coisas fiquem claras. Nas referências que tenho feito a Stº Estêvão, quer hoje quer no post que lhe dediquei anteriormente, dou, por assim dizer, uma no cravo e outra na ferradura. É um facto, mas tal não se deve a nenhum arrufo ou antipatia que tenha pela Vila, antes pelo contrário, mas existe uma certa mágoa da minha parte como flaviense, pois Stº Estêvão deveria ser e teve condições para ser uma Vila a sério, mantendo a sua traça medieval, no seu núcleo, à volta da Igreja e do Castelo. Poderia ser, e teve condições para isso, uma autêntica Vila Medieval com o interesse histórico (que ninguém lhe pode retirar) mas também com interesse actual, que para além da história, poderia explorar a componente turística e ser a menina dos olhos do concelho e da cidade de Chaves. Poderia mas não o é e sobretudo pelo desrespeito que houve para com aquilo que tinha de melhor – o castelo, a igreja e o seu núcleo histórico, praticando-se no seu seio as maiores barbaridades e atentados à sua história, principalmente na envolvente do Castelo e igreja em que não houve o mínimo dos mínimos cuidados com um monumento nacional, com o seu valor e com a sua história. Orgulhar-se hoje de ser uma Vila com base (ainda por cima) ou à custa da sua antiga Vila Medieval é um puro engano e uma ofensa à sua história.

 

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Claro que este meu amargo de boca tem culpados e embora não aponte o dedo a nenhum, são sempre os mesmos, os do costume, iguais ou idênticos (ou mesmo os mesmos) que permitiram e abençoaram a mamarachada no Centro Histórico de Chaves, também com desrespeito pela história e pelos seus monumentos que, em Chaves, hipotecaram para todo o sempre a ambição da tal cidade (romana, medieval e histórica) ser património da humanidade, tal como também aqui em Stº Estêvão se hipotecou o seu interesse patrimonial de vila Medieval e que embora hoje ostente administrativamente o termo de Vila, não passa, em tudo, de uma simples aldeia do concelho. Que me desculpem os naturais de Stº Estêvão que pela certa muito gosta e ama a sua terra, mas tal como à mulher de César não basta parecê-lo também esta vila precisava de sê-lo…

 

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Mas deixando para trás o amargo de boca que não escondo vamos então à sua história.

 

Foi Vila acastelada com foral outorgado por D. Afonso III, nos meados do Século XIII. Do Castelo de Stº Estêvão resta ainda a sua Torre de Menagem e um torreão junto à Igreja Paroquial, servindo actualmente de torre sineira.

 

O seu povoamento, tudo indica, será muito mais remoto, pelo menos a julgar pelos achados arqueológicos encontrados nas freguesias vizinhas que pelo menos remontarão à época pré-nacional da reconquista cristã.

 

De realçar também a igreja Paroquial de Santo Estêvão com uma estrutura de sabor medievo com um estilo românico tardio quatrocentista ou posterior que, em conjunto com a torre de menagem fazem com que Stº Estêvão ainda mereçam uma visita.

 

 

 

Publicações no blog dedicados à freguesia:


- Stº Estevão - http://chaves.blogs.sapo.pt/439822.html

 

 


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