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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Out10

Outeiro Seco - Aldeia e Freguesia - III Parte - Mosaico da Freguesia


III e última parte


 

Mosaico da Freguesia de Outeiro Seco

 

 

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Localização:


Localiza-se em plena veiga de Chaves, a norte da cidade, na margem direita do Rio Tâmega.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias de Stª Cruz/Trindade, Sanjurge, Bustelo, Ervededo (num único ponto), Vilela Seca e Vilarelho da Raia. Confronta ainda com as freguesias de Vila Verde da Raia, Stº Estêvão e Faiões, nestas últimas, o Rio Tâmega serve de limite de freguesia.

 

Coordenadas: (Adro da Senhora da Azinheira)


41º 46’ 06.70”N

7º 27’ 02.62”W

 

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Altitude:


Variável – Entre os 349 e os 425m

 

Orago da freguesia:


S.Miguel

 

Área:


Lamento, mas não possuo dados da área actual, pois os que disponho são ainda antes de se ter criado a freguesia de Stª Cruz/Trindade, cuja área era de 16.15 km2

 

Povoações da freguesia:


- Outeiro Seco é a única povoação da freguesia

 

 

População Residente:


Em 1900 – 514 hab.

Em 1920 – 598 hab.

Em 1940 – 746 hab.

Em 1960 – 905 hab.

Em 1970 - 977 hab.

Em 1981 – 2059 hab.

Em 2001 – 3435 hab.

 

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Como é sabido os últimos Censos ainda contabilizaram a população residente da actual freguesia de Santa Cruz/Trindade, onde graças ao crescimento imobiliário de edifícios de habitação colectiva, todo um bairro para alojar retornados do ultramar e o vrescimento inevitável de Santa Cruz, fez disparar em flecha os números após o 25 de Abril de 1974. Estou em crer que o comportamento da população da actual freguesia de Outeiro Seco seguirá a tendência que se registou até aos Censos de 1970, mantendo uma subida ligeira da população, pois se por um lado Outeiro Seco núcleo (estou em crer) perdeu população, os dois grandes Loteamentos de S.Bernardino I e II compensam essa perda. Deduzo que actualmente a sua população residente pouco irá além do milhar de habitantes, mas os Censos que se aproximam de 2011 encarregar-se-ão de repor a verdade.

 

Em suma, também aqui a MODERNIDADE fez das suas, pois nos últimos Censos Outeiro Seco era a 2ª freguesia mais populosa do concelho, logo a seguir a Santa Maria Maior e muito além da freguesia da Madalena, pois então só tinha 2004 habitantes contra os 3435 de Outeiro Seco. No ranking de 2011, tento adivinhar que Outeiro Seco passará a ocupar a 7ª ou 8ª posição.

 

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Principal actividade:


De Outeiro Seco da TRADIÇÃO - a agricultura.

 

De Outeiro Seco da MODERNIDADE - a Indústria, os Serviços e o Ensino Superior. Infelizmente das actividades da MODERNIDADE, Outeiro Seco e a sua população não são parte interveniente das actividades desenvolvidas no seu território, estas, vivem à margem e apenas se servem do seu território para implantar as suas estruturas e edifícios, não só no novo Parque Empresarial, mas também (neste com alguma importância) a zona industrial que se desenvolve ao longo da estrada municipal de acesso a Vila Verde da Raia.

 

Em tempos, pelo menos que eu recorde, anos 60 e 70, uma das suas principais actividades era a produção de leite com o qual abasteciam a cidade com leite fresco do dia. Era sobejamente conhecido o transporte de leite pelas famosas Leiteiras de Outeiro Seco, em cântaros de inox com recurso a burros e que logo de manhã cedo se dirigiam à cidade para o distribuir porta a porta. Costuma-se dizer que o leite de Outeiro Seco criou muita boa gente da cidade. Eu, fui um dos que ainda bebeu muito desse leite que religiosamente me era deixado à porta aquando habitante da Estrada de Outeiro Seco. Também a MODERNIDADE veio por termo a esta actividade da freguesia e aldeia, principalmente a partir do momento em que o Leite começou a ser comercializado nos actuais pacotes de litro ultrapasteurizado (ou lá o que é) pela AGROS, ditando o início da “morte” das Leiteiras de Outeiro Seco. Seria bom e pela certa todos aplaudíamos, que a tão apregoada TRADIÇÃO de Outeiro Seco prestasse uma homenagem a essas Leiteiras, algumas ainda vivas e mães de muitos filhos de Outeiro Seco. Em vez de aceitarem o que ninguém aceitou para enfeitar uma rotunda, refiro-me ao túmulo da rotunda da Escola de Enfermagem, aquele que está encimado pelas Chaves de Chaves, ficaria bem melhor e seria bem mais digna, uma estátua ou monumento que reproduzisse as antigas leiteiras de Outeiro Seco. Seria uma justa homenagem às mulheres de Outeiro Seco, bem aceite e compreendida por todos os que fomos ajudados a criar com o seu leite como por todos os que se recordam delas. E tenho dito.

 

Ainda antes de terminar uma referência a uma colectividade de Outeiro Seco que não posso ignorar – A Banda Filarmónica de Outeiro Seco a qual já teve direito a um post neste blog. Assim, em vez de umas palavrinhas para a banda, deixo aqui o link para esse tal post:

 

http://chaves.blogs.sapo.pt/59979.html

 

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Fotografia de Arsénio Pinto

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Tenho consciência de que com o presente post não agradarei a todos os Outeirosecanos, mas já estou numa idade em que não tenho de agradar a todos e vou mais pelas verdades nuas e cruas. Já não ajoelho ao passar da procissão. Gosto da aldeia de Outeiro Seco, penso ser uma das aldeias mais interessantes da proximidade de Chaves, mas penso também que poderia ser muito mais interessante, mais cuidada (principalmente no seu património do casario tradicional do seu núcleo bem como o Solar e, já agora o meio ambiente), mais interessada no seu ser, sem actores “pavões” imitadores dos da cidade, daqueles que olham em frente e só vêem o seu umbigo. Sei também que existe uma grande dinâmica na aldeia, mas infelizmente também sei que está minada por alguns interesses de brilho pessoal e politiquices que em vez de ir ao encontro de uma desejável união e interesses da população, a afasta e cria atritos entre ela. Já sei que nada tenho a ver com o assunto, mas, como tenho alguns amigos em Outeiro Seco (suponho que também alguns menos amigos) sofro com eles o sofrimento de quererem uma aldeia de Outeiro Seco melhor e, bem o poderia ser, pelo menos aproveitando os trunfos que têm dado à freguesia e que mais nenhuma freguesia do concelho tem.


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E por hoje é mesmo tudo, deixo apenas, também como habitualmente, os links para os espaços na NET da freguesia, onde aquilo que acabei de dizer também se reflecte um pouco.


Por ordem alfabética por causa dos melindres:


Aldeia de Outeiro Seco - http://www.outeiroseco.com/ - Uma página interessante e bem estruturada. Penso que foi o primeiro espaço de Outeiro Seco a aparecer na NET. Não apurei a autoria, mas assina como Kostinha. Pena, como todas as páginas, ser tão estática, pois prometia se por lá houvesse vida diária.


Altino - Blog do Altino - Um blog politicamente correcto. O Blog do antigo presidente da Junta, e também o blog da TRADIÇÃO e MODERINADE, alinhado com o poder autárquico instituído onde tudo corre sempre bem por Outeiro Seco e, um verdadeiro chat onde as comadres se juntam para conversar no seu dia-a-dia. Recomendo o chat do blog, é divertido, embora haja queixas de que só os comentários alinhados é que entram.


Berto AlferesOuteiro Seco Aqi - De autoria de Berto Alferes, com muita fotografia, boa e interessante, documentos de interesse e denúncia. Poderemos dizer, que ao contrário do blog do Altino, este, vai mostrando o que Outeiro Seco tem de bom mas também denuncia o que de mal por lá se passa. Sou fã deste blog, não o escondo, e recomendo-o, mesmo sem ter a diversão do chat. Um abraço para o Berto e boa recuperação.


Casa de Cultura Popular de Outeiro Seco - http://ccp-outeiroseco.blogs.sapo.pt/ - É o Blog da Casa da Cultura, por onde vão passando as suas ctividades.


Junta de Freguesia - http://jf-outeiroseco.webnode.com.pt/ - Página oficial da Junta de Freguesia.


E por último o blog http://velhariasdoluis.blogspot.com/ que embora não se dedique exclusivamente a Outeiro Seco, é nele que se pode ver e ler quase toda a história (apaixonada) do Solar dos Montalvões. É de autoria de Luís Montalvão, um dos descendentes da família do solar.

 


E “prontos”, para aqueles que reclamavam, finalmente Outeiro Seco passou por aqui, talvez não para agrado de todos, mas é tal como eu vejo a aldeia e freguesia, afinal tal como sempre o tenho feito até aqui, com a sua história, actualidade e com a minha visão pessoal.

 

 

 

 


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