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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Casa de Saúde do Dr. Fernandes

30.05.06 | Fer.Ribeiro
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Se no dia 24 de Dezembro de 1975 o autor deste blog não tivesse sido operado na casa, que se vê na foto, a um apendicite agudo, este blog pela certa não existia. Vivi, por assim dizer, nesta casa 15 dias. Lembro bem o passar das horas desse dia de consoada. Primeiro o Hospital de onde saí pior que o que entrei, e desde as 11 horas até ao fim da tarde de consoada, só lembo esta casa. “Tem de ser já operado” Palavras mestra do Dr. Figueiredo Fernandes. E aí começou tudo, primeiro o Albano “enfermeiro” da casa, o mesmo que era massagista do Desportivo de Chaves, a fazer os preparativos para a operação, depois a entrada do Dr. Raimundo e do Dr. Figueiredo Fernandes de bata branca … uma injecção no braço e “vamos lá isso rapaz” foram as última palavras que ouvi do Dr. Raimundo. Acordei 24 horas depois com o meu irmão Henrique e o nosso amigo comum Mário Ferreira. Já era dia de Natal e, eu recordo que a primeira coisa que pedi foi ver o meu “apêndice” que me tinham retirado e, que ainda hoje guardo religiosamente. Momentos inesquecíveis.

Estarei para todo o meu sempre grato a esses três “flavienses”, o Albano que me “rapou” e me deu uma assistência exemplar no pós operatório, e aos Dr.s Raimundo e Figueiredo Fernandes (infelizmente ambos falecidos) por me terem acabado com um mês de sofrimento e me permitirem estar aqui hoje. Um beijinho também para a Luzia, a minha colega do andar de cima, que passou na mesma data pelos mesmos momentos e que pela certa comunga dos mesmos sentimentos.

Tirando este episódio doloroso mas com fim feliz da minha vida, o que hoje interessa é a casa. A antiga casa de saúde do Dr. Fernandes. Independentemente do episódio, esta casa encanta-me. Encanta-me pela arquitectura, encanta-me pelo enquadramento e encanta-me pela localização. É assim como um oásis no centro da cidade onde até o rosa das paredes, aqui, não me choca, encanta!

Desculpem-me o post de hoje, mas são recordações de uma vida, e seria ingrato se não agradecesse ainda aos sofridos e desesperados passos que o meu falecido pai deu comigo durante todo o dia 24 de Dezembro de 1975 e à inesquecível, desesperada e sofrida noite que a minha mãe passou à cabeceira da minha cama na noite de 23-24 de Dez. Estávamos em 1975, e na altura um apendicite agudo no hospital de então era facilmente confundido com uma infecção intestinal, mais uma vez a minha gratidão ao Dr. Figueiredo Fernandes, por ter entendido que não o era.

Até amanhã!

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