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Mostra “Sabores e Saberes” abriu portas
A mostra “Sabores e Saberes” de Chaves já abriu portas para deliciar os visitantes. O autarca flaviense, João Batista, disse esperar que as temperaturas amenas previstas para o fim-de-semana ajudem a garantir o sucesso do certame.
Não falta presunto, não falta fumeiro, não faltam os pastéis de carne, nem o folar, e muito menos o artesanato, na 6ª edição da mostra “Sabores e Saberes” de Chaves, que abriu hoje portas no Pavilhão Municipal. Apesar da época de feiras gastronómicas estar no seu auge, são esperados entre 30 a 40 mil visitantes durante o fim-de-semana.
“Temos orgulho na mostra Sabores e Saberes. Apesar de estarmos no início de um percurso, temo-lo feito com distinção”, congratulou-se o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, na abertura do certame. O autarca exprimiu ainda o desejo que a mostra “seja uma montra de produtos de excelência da gastronomia, do artesanato e do património de Chaves”, tudo com a devida promoção do bom nome do concelho e de “um justo retorno económico” para os 82 expositores do certame.
Acompanhado do Governador Civil de Vila Real, Alexandre Chaves, e de autarcas e representantes dos concelhos do Alto Tâmega, João Batista disse esperar que as temperaturas amenas previstas para o fim-de-semana ajudem a garantir o sucesso do certame. Passados poucos minutos da sessão inaugural, o pavilhão não demorou a encher-se de gente, quer pelo espaço exíguo do pavilhão, quer pelos que quiseram assistir às actuações da pequenada no 3º Encontro Danças e Cantares Tradicionais das Escolas do Concelho de Chaves. A animação prossegue até Domingo com folclore, danças e cantares de grupos locais.
Sandra Pereira
Joana Costa abriu festival En’ Fado
A fadista Joana Costa regressou a Chaves para abrir o En’ Fado. Com simplicidade e uma confidência para o público entre cada fado, a artista distinguida com o Prémio Amália Revelação 2009 apresentou o álbum de estreia “Recado”.
O auditório do Centro Cultural de Chaves virou uma verdadeira casa portuguesa na passada quinta-feira, dia 3 de Fevereiro. A fadista ribatejana Joana Costa foi a primeira a abrir o festival En Fado, que decorre até ao final deste mês, todas as quintas-feiras, às 21h30, no palco do Centro Cultural de Chaves.
“É sempre um prazer voltar a Chaves. Os transmontanos sabem bem receber!”, afirmou a jovem fadista, que interpretou os temas incontornáveis do fado, como os da diva Amália Rodrigues: “Estranha forma de vida”, “Uma Casa Portuguesa” e “Cheira a Lisboa”. Com simplicidade e uma palavra para o público entre cada fado, Joana Costa, que se considera “meia transmontana” e reside actualmente no Porto, apresentou em Chaves o seu álbum de estreia “Recado”, editado há dois anos, que conta com poemas da autoria de António Lobo Antunes, Carlos Ary dos Santos e Pedro Homem de Mello.
Prémio Amália Revelação 2009 por interpretar o fado tradicional com “segurança, clareza, compasso e entrega”, Joana Costa não deixou de presentear o público com poemas de Vasco Lima Couto e Artur Ribeiro, acompanhada por Amável Carneiro, na guitarra portuguesa, e Nel Garcia, na viola. “Sempre que me convidarem, voltarei!”, disse antes de sair.
Sandra Pereira
Casal de águias enamoradas devolvidas à natureza
A Escola EB1 de Vila Verde da Raia foi o local escolhido para a libertação de um casal de águias, na quarta-feira, dia 2 de Fevereiro, pois foi perto deste local que ele foi encontrado, em dificuldades, no dia 19 de Janeiro. O macho estava dentro do Canal de Irrigação, que, molhado, não conseguia sair; a fêmea, também ela encharcada, encontrava-se por perto.
Quando ia para o campo, ao início da tarde, no passado dia 19 de Janeiro, “podar umas cerdeiras”, o Sr. Carvalho, ao passar pelo Canal de Irrigação, que atravessa a Veiga de Chaves, chamou-lhe a atenção “as pequenas ondas da água”, e, aproximando-se, deparou com uma águia de Asa Redonda, em esforço para conseguir sair daquele sítio.
“Já não é estranho ver animais no Canal, a maioria deles mortos, pois, caindo à água, não conseguem sair”, referiu Mário Carvalho. “Desde que colocaram a tela plástica a revestir o canal, os animais não conseguem sair, desde os ratos, cobras, cabras, javalis, ouriços-cacheiros, entre outros. Só os caracóis é que se safam”. Possivelmente, a procura de algum animal que estivesse preso no Canal terá sido o motivo que levaria a águia àquele local.
Cortando um ramo de um salgueiro, “consegui tirar a águia do Canal”, mas para espanto, perto encontrava-se uma outra, também ela com as penas molhadas não conseguia voar. Tratava-se de um casal, pois tal como explicou o professor da UTAD, é a altura de acasalamento pelo que andariam juntas.
Perante este cenário, para evitar as garras dos animais, uma vez que na “operação” de salvamento, teve um ligeiro ferimento feito pelas garras das águias, foi a casa, a pouco mais de 300 metros daquele local, buscar umas luvas, com as quais, depois, conseguiu segurar as duas águias e trazê-las para casa.
Chegado a casa, “deixei-as um pouco ao Sol, mas como estavam magras e não voavam, liguei para a GNR, que, pouco depois, as veio buscar”. Conta, a título de curiosidade que, quando se encaminhava para casa, alguém lhe ofereceu 50 euros por um animal.
Aula “ao vivo”
As duas águias foram para o Hospital Veterinário da UTAD, onde permaneceram até quarta-feira, dia da sua libertação. Chegaram com algumas escoriações e, dada a escassez de alimento nesta altura do ano, é natural que estivessem um pouco magras.
Como a Escola EB1 de Vila Verde da Raia fica perto do local onde foram encontradas as duas águias, um pouco mais de 500 metros, foi o local escolhido para a sua devolução à natureza. Tratando-se de uma escola, o momento, para além da satisfação dos alunos e da muita curiosidade, foi aproveitado para “dar uma aula, com os animais ao vivo, sobre os hábitos alimentares, de acasalamento, características identificativas, algumas indicações de como distinguir a fêmea do macho, a idade dos animais, entre outros aspectos.”
Para a directora da Escola, a professora Lígia, “foi um momento diferente em que as crianças puderam ter um contacto mais próximo com as aves, assim como uma aula diferente”. Na verdade, “a educação ambiental é uma temática que está a ser abordada nas aulas, pelo que foi muito proveitoso para os alunos”.
Após algum tempo perto das águias, foi o momento de as “libertar” e o sr. Carvalho, que as encontrou, teve o privilégio de lançar uma delas, que, segundo ele, “estavam mais gordinhas”.
Sendo esta área o seu território, é natural que o casal de águias possa ser visto amiúde nos céus de Vila Verde da Raia, em Chaves.
Paulo Chaves
Apreendidas aves em cativeiro
Um Pega – rabuda e um Melro foram apreendidos ontem, dia 3 de Fevereiro, pelo Núcleo de Protecção Ambiental/Equipa de Protecção Florestal da GNR do Destacamento Territoral de Chaves.
A apreensão resultou de uma acção da fiscalização e detecção de aves em cativeiro no concelho de Chaves e estas aves encontravam-se na posse de um homem de 55 anos, natural e residente em Chaves., que incorre agora num crime com uma coima que pode chegar perto dos 5000€.
As aves apreendidas foram entregues no Centro de Recuperação de aves selvagens – Hospital veterinário da UTAD.
redaccao@diarioatual.com
Edu nos sub-21: “Sinto um orgulho enorme”
O jogador do Desportivo de Chaves, está convocado para um encontro amigável da selecção nacional de sub-21, sendo esta a oportunidade para o jogador flaviense somar a primeira internacionalização por Portugal. “Sinto um orgulho enorme”, reagiu o jovem futebolista à chamada.
“Nos três dias de estágio o saldo foi positivo e isso reflectiu-se numa nova chamado para os sub-21”, explicou o médio do Chaves que pretende agora “corresponder” à chamada. De resto, o jogador dos flavienses mantinha uma esperança em ser chamado às camadas jovens da selecção depois dos três dias de treinos. “Visto que me correu particularmente bem tinha uma esperança e fico feliz”, confessou.
A época que está a realizar pelo Desportivo da II Divisão acaba por ser decisivo na chamada agora aos sub-21, no entender do jogador de 20 anos. “Quando um jogador começa a jogar mais regularmente e a dar mais nas vistas tem a esperança de ser chamado”, atirou Edu.
Além de feliz com a oportunidade de ser internacional pela selecção portuguesa, Edu sente-se também feliz com o facto de dar visibilidade à região. “É sempre bom para uma região mais tapada de Portugal ter jogadores nas selecções e levar a região além de Trás-os-Montes”, concluiu.
A partida amigável é frente à Suécia e está marcada para dia 9 de Fevereiro, mas antes do particular estão marcados ainda quatro treinos, sendo a concentração dos jogadores domingo à noite. Edu já tinha participado entre 24 e 26 de Janeiro num estágio de observação para Rui Jorge, seleccionador dos sub-21, ver os jovens jogadores em acção.
Diogo Caldas
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