Pecados e Picardias - Por Isabel Seixas
Faz de conta…
Faz de conta que chove… Parece!... Mas não, não chove.
O céu verte.
Ora pinga amor … ora… Nem sei…Ora insatisfação pessoal contagiosa, ora fartura que nos estraga e embrutece como mimados narcísicos sem sentido de autocrítica, mas também verte opções poéticas de fazer amor às escondidas de sexo puro e duro, nos olhares cálidos e cheios de carícias e afagos eterna e ternamente livres e infantis de saudosismos ingénuos de inoperantes do e se tivesse sido de outra maneira?...
Ora pinga oportunidades de mudar…
Cheiinho de buracos, telhas de vidro, rabos de palha, lágrimas de insónia do o zono e do croco –di-lo…
Águas passadas em águas correntes…
Lamechices a dissimular a mudança pró mesmo, a gastar o que não se tem como forma de poupança e gestão moralizante… Hey e há igualdade na mania do finalmente a possibilidade do é a nossa vez…E isso é justo, porque fomenta modelos de alternância em que é pedagógico ser o que se disse não querer ser…
E é preciso não alterar muito, pode ser contraproducente, até para uma rotina desmistificar a montagem pode ser perverso, nem dá jeito nenhum, assim essa chuvinha que não molha, também é boa de inócua…
A originalidade peca por excesso e por defeito…
Continuemos a continuar à procura do tesouro nunca achado, mas que nos faz prosseguir, continuemos nos momentos de igualdade aproveitemos a intensidade…
_Flavinha minha filha compõe melhor a colcha verde e a vermelha as outras cores já estão bem, quando passar a procissão aproveita Agora os beijinhos e abraços de Todos para Todos é só nestas épocas que nos conhecemos uns aos outros…
_Atáo ti Zé a feira
_ Agora é que vai começar a ficar boa, sim senhor, até parece uma romaria vêm até os senhores e as senhoras, até vou trazer sempre a patroa…
_E atão em quem vai votar?...
_Quem eu? Ó home deixe-se disso, como as vacas tenham saúde…Venha mas é daí mais um copo.
Isabel Seixas




