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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural - Terras de Ervededo

26.03.06 | Fer.Ribeiro
torre-ervededo.jpg

E como ainda estamos em fim de semana, vamos até ao concelho rural.

“Viva a Torre que eu sou da Agrela” – Desculpem-me começar assim, mas é uma das máximas que conheço desde miúdo, ligada ao futebol. Não me perguntem qual a sua origem, mas desde miúdo nos jogos da bola, cada vez que esta subia mais alto que o costume era isso mesmo que a malta dizia, à nossa maneira “Biba a Torre que eu sou da Agrela”. Mas “bibas” à parte vamos então até à Torre das terras de Ervededo , até à Torre de Ervededo ou Torre do Couto, enfim até à Torre.

A 14 quilómetros de Chaves as terras de Ervededo fazem fronteira com Espanha, e ficam “entaladas” entre Vilarelho da Raia, Vilela Seca, Outeiro Seco, Bustelo, Sanjurge, Calvão e Soutelinho da Raia e fazem parte da história da região. Outrora sede de concelho, demonstram bem a importância que estas terras tiveram então. Talvez a proximidade de Chaves lhe tivesse tirado a importância que teve. Hoje é uma freguesia rural, que segundos os últimos censos tem 740 indivíduos de população residente, ou seja, embora com pouca população é ainda uma das freguesias mais habitadas do concelho. É uma daquelas freguesias às quais para se conhecer se tem de ir lá de propósito ou então faz parte do itinerário da “volta dos tristes” dominicais de alguns flavienses (Chaves, Seara, Campinas, Couto, Agrela, Torre, Vilela Seca, Outeiro Seco, Chaves). Eu próprio, de vez em quando, faço essa volta.

Não sei porque, mas já é uma freguesia com um bocadinho de cheiro a barroso e também uma freguesia que deve ter muitas estórias de contrabando para contar, não fizesse a freguesia fronteira com Espanha.

Hoje fico por aqui, ou seja “Viva a Torre que eu sou da Agrela”. Ficamos segundo apurei com a fotografia do largo da igreja onde estiveram também instalados os Paços do Concelho e a Cadeia.

Como por aqui se costuma dizer, “Há mais dias que chouriços” ou seja as povoações da Agrela e do Couto não estão esquecidas e um dia também passarão por este blog, até lá – “Viva a Torre”.

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