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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Casa Santa Marta das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados - 70 anos em Chaves

03.12.06 | Fer.Ribeiro
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E hoje temos post extra porque há uma data a assinalar, a de uma instituição representada em Chaves que nos merece todo o respeito e carinho, refiro-me à Casa de Stª Marta da Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados que hoje, dia 3 de Dezembro, faz 70 anos que abriu as suas portas na nossa cidade.

E para ilustrar o post vamos a um bocadinho da história e da vida desta instituição.

A Casa de Stª Marta tem raízes na Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados. Foi fundada em Espanha pelo Padre Saturnino Lopes Nova e por Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, no ano de 1873.

A sua obra que é dedicada exclusivamente às pessoas idosas, está presente em 17 países de três continentes, com um total de quase 4000 Irmãs que atendem cerca de 30.000 idosos em 213 lares.

Em Chaves as Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados marcam presença desde 1936.

A guerra civil espanhola obrigou muitas congregações religiosas, então particularmente perseguidas, a procurar lugares mais seguros. Várias irmãs da comunidade de Verin, vieram para Chaves, procurando maior segurança.

Chaves, que desde sempre foi hospitaleira, proporcionou acolhimento às irmãs, que se estabeleceram inicialmente na Madalena onde logo começaram o seu trabalho de amparo. Trabalho ao qual o Padre Manuel Pita não ficou alheio, que foi observando e apreciando, o que pouco tempo após a chegada das irmãzinhas o levaram a convida-las para colaborar com a Santa Casa da Misericórdia de Chaves, que, já então tinha um asilo para velhinhos. Embora tivessem aceitado, a sua passagem pela Santa Casa foi breve. Ao que consta, divergências com a Direcção da Santa Casa da Misericórdia levaram as irmãzinhas a abrir a seu próprio asilo no Bairro do Telhado, numa casa e quinta doada pelo Senhor Padre Pita, ficando a ser conhecido pelo Asilo dos Velhinhos ou Asilo Padre Pita, denominação que manteve até 1972.

A partir dessa data passou a denominar-se por Casa Santa Marta, nome que mantém ainda hoje.

A “casa” que começou pela casa existente na quinta, pequena e velhinha, aos poucos foi crescendo, dando lugar a novos espaços e a uma capela, que foram vivendo com a precariedade de acrescentos e remodelações, situação que se foi mantendo até finais dos anos 80 quando a Congregação partiu para a construção de um edifício de raiz no mesmo local e que deu lugar ao edifício actual. Um edifício que reúne todas as condições de acolhimento, com alas para mulheres, para homens e para casais, com salas de convívio, de estar, ginásio, capela e todos os demais espaços necessários como refeitório, enfermaria, gabinete médico, cabeleireira, etc. Exteriormente o edifício é rodeado por espaços amplos e cuidadosamente ajardinados e tratados que fazem a delícia possível do estar e do passear que a idade recomenda aos seus utentes, principalmente de verão.

E agora alguns números. 10 Irmãzinhas mantêm esta casa de pé. Até à presente data e desde que abriram portas há precisamente 70 anos, já por lá passaram mais de 1000 velhinhos. Pelos dados a que tive acesso, já de há uns anos atrás, o Lar tem cerca de 130 utentes, procedentes de mais de 70 freguesias e de 20 concelhos, 6 distritos e 3 países. Dados que não andarão longe dos dados actuais, pois a maioria dos utentes são utentes de longa data com mais de 20 e até mais de 30 anos de casa o que faz com que a lista de inscritos e lista de espera seja superior ao número de utentes. Digamos que é este o principal problema da Casa de Santa Marta.

Pois hoje cabe-me aqui a mim, em meu nome pessoal e deste blog, sentimento que pela certa é partilhado por todos os flavienses, agradecer a presença e obra que as Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados têm feito em Chaves e por esse mundo fora e dar-lhes os parabéns nesta data em que celebram os 70 anos de existência na nossa cidade de Chaves. Um bem hajam!

Só a título de curiosidade e para quem não sabe, a congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados são as Irmãzinhas que vestem o hábito negro e branco.

As imagens são, claro, da Casa Santa Marta e só me resta agradecer a todas as irmãzinhas, e em especial à Madre Socorro e à Irmã Maria do Carmo por me terem fornecido os dados para este post e por tão dignamente acolherem e tratarem, os nossos flavienses, amigos e familiares e por resumir a sua grande obra em apenas meia dúzia de linhas.

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