Samaiões, aqui ao lado
O prometido é devido e cá temos mais uma das nossas aldeias, Samaiões de seu nome, mesmo aqui à beirinha de Chaves, aliás a freguesia, entra mesmo pela cidade de Chaves adentro. Mas as imagens de hoje são mesmo da aldeia de Samaiões.
Alguns traços da ruralidade de uma freguesia que já é urbana, mas no seu miolo, ainda se encontram alguns dos belos exemplares da ruralidade de outrora, nem que seja numa janela que se abre ao exterior nas suas duas faces, numa flor que a teimosia do plástico não deixa murchar, no subir de uma calçada que os poucos pés que a pisam já não a gastam, numa cancela que, adormecida, já não chia nem range nem tem vai e vem.
Podem não ter rima, nem métrica, nem palavras, mas estas imagens também têm poesia e nem sequer é preciso ir lá longe à procura delas. Elas estão aí, numa das nossas aldeias, como esta de Samaiões, aqui mesmo a um passo de Chaves.
Até amanhã, ou até mais logo, como preferirem, numa segunda-feira com duas crónicas, “Quem conta um ponto…” e “Intermitências”, respetivamente de João Madureira e Sandra Pereira, a primeira a acontecer à 9 da manhã e a segunda às 5h30 da tarde. Até lá.





