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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Definitivamente deixo o cheiro...

04.01.06 | Fer.Ribeiro
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Esta vai sendo a música que vai tocando por aqui, principalmente de manhã, bem de manhãzinha. É o frio dos centigrados negativos, aquele com que se cura o presunto.

Lembro-me de uma vez o escritor e ensaísta Fernão de Magalhães Gonçalves (um transmontano amigo de Chaves que infelizmente a morte prematuramente o traiu) dizer-me que conhecia as cidades pelo cheiro. Sem querer e quase inconscientemente a partir de aí e, ao longo dos últimos anos, que tenho andado à procura do cheiro de Chaves… há dias, o Humberto Serra, esse flaviense ausente do Blog do Beto ligou-me e disse mais ou menos isto: - É pá, quero ir aí a Chaves mas quando fizer frio, porque já não sei o que é sentir frio a sério…

Como um puzzle, peça a peça, as palavras de Fernão de Magalhães Gonçalves e de Humberto Serra têm-se cruzaram-se na minha mente e acho que definitivamente vou retirar as peças do cheiro para poder terminar o puzzle. Definitivamente acho que o cheiro de Chaves, está bem e até se recomenda, mas o que mais toca nesta minha alma flaviense é, sem dúvida, o frio “geadeiro”, o nevoeiro e os nostálgicos dias de chuva de Inverno. Pelo verão, é o tórrido calor que faz de nós, durante o dia, tostas andantes e que à noite nos abafa o sono. Esta terra de contrastes e exageros é a minha terra, e definitivamente deixo os cheiros de parte, porque o ar que aqui se respira ainda é o que todas as manhãs faz questão de descer as montanhas até ao vale, ou seja, puro e sem cheiros.

A foto é de há um ano atrás tomada em Carvela.

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