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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Largo Caetano Ferreira - Chaves - Portugal

03.09.13 | Fer.Ribeiro

 

No meu tempo de estudante de liceu fiz a promessa de, pelo menos, passar pelo jardim das Freiras uma vez por dia. Cumpri a promessa religiosamente durante muitos anos. Hoje, quando passo na Rua de Stº António, olho para as Freiras de esguelha, isto, quando olho. Para quem as viveu tão intensamente como os da minha geração as viveu, nunca mais as poderemos encarar de frente. Lamento que quem não é flaviense ou não tivesse vivido essa intensidade das Freiras não perceba nada daquilo que estive para aqui a dizer, mas aqueles que as viveram, sabem do que estou a falar.



Felizmente que a cidade de Chaves não são só as Freiras e com o tempo, aprendi a gostar de outros cantinhos da cidade. Um passeio vagaroso pelas ruelas da cidade, embora o seu envelhecimento e abandono magoe, ainda dá gosto de passear, principalmente porque ainda há a esperança ou o sonho de um dia poder a vir a ter a vida que outrora teve e depois é por elas que se podem atingir dois dos largos ou praças onde atualmente gosto de estar, como antes gostava de estar nas Freiras.




Gostaria  de incluir nessas praças a Praça da República, por ser uma das mais bonitas de Chaves, no entanto não convida ao estar, como também outrora convidada. Um desses largos que aprendi a gostar com o tempo, é o Largo Caetano Ferreira, sem dúvida que é também um dos mais bonitos da cidade e onde se pode repousar um pouco à sombra, nem que seja na escadaria da Igreja da Misericórdia, já que os poucos banco que por lá há não chegam para as encomendas de quem os merece.

 

 

Embora seja um largo onde o casario habitacional também está velho e abandonado (exceção para a Rua da Misericórdia que ainda vai tendo alguma vida), há uma “casa” que está cheia de vidas com estórias de encantar. Também é por isso que gosto do largo, de, mesmo em silêncio e sem qualquer conversa, ouvir essas estórias que cada um tem para contar. Estórias que fazem a História de outros tempos, estórias de guerra, de fome. Estórias do tempo em que viver os dias eram uma verdadeira aventura. Oiço sempre essa história e estórias nos rostos ou nos olhares que de vez em quando se cruzam.



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