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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

11
Jan19

Vivências na Galiza

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Vivências na Galiza

 

Dezembro de 2011. Aproveitando a vinda a Chaves para estar com a família no dia de Natal, e juntando-lhe mais uns dias de férias até ao final do ano, seguimos viagem para a Galiza. Saímos de manhã, com tempo chuvoso e, por isso mesmo, vamos andando calmamente. Em Ourense deixamos a A-52 e atravessamos a cidade para seguir na direção de Lugo, o nosso primeiro ponto de paragem. O rio que aqui passa é o Rio Miño, e aproveito para explicar à minha filha mais velha que é o mesmo rio que iremos voltar a cruzar quando entrarmos novamente em Portugal, dali a uns dias. Na cidade destacam-se as suas várias pontes de estilos muito diferentes, desde a Ponte Romana, no Centro Histórico, à Ponte do Milénio com a sua arquitetura futurista, à qual ninguém fica indiferente.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

Almoçamos em Lugo e, no período da tarde, visitamos a parte antiga da cidade, no interior das muralhas romanas que se estendem por mais de dois quilómetros e sobre as quais é possível caminhar, desfrutando de uma vista ainda mais soberba sobre todo o casario. A chegada à Corunha acontece já pela hora do jantar e com algum cansaço das mais pequenas da família.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

Os dois dias que passamos na Corunha deixam-nos verdadeiramente encantados com a cidade. Saindo do hotel, começamos por percorrer um extenso jardim à beira mar, com estátuas e menires, que nos leva até à Torre de Hércules, um imponente farol de construção romana; depois, descemos pelo centro da cidade, por ruas e praças, e chegamos à Avenida da Mariña, onde admiramos as típicas fachadas com varandas de madeira e vidro, que deram à Corunha a designação de Cidade de Cristal. Numa vertente mais cultural visitamos o Aquário Finisterra, a Casa das Ciências e a Casa do Homem, três locais diferentes, mas igualmente interessantes para uma visita em família.

 

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Fotografia de Luís dos Anjos

No dia do regresso a casa esperam-nos quase 500 quilómetros, o que, com as inevitáveis paragens de quem viaja em família, se traduz praticamente num dia de viagem. Entramos em Portugal por Valença e, tal como prometido à minha filha, lá está o Rio Minho, por ali correndo serenamente há séculos, delimitando dois países…

 

Luís dos Anjos

 

 

10
Jan19

Jardim Público - Chaves

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Tinha prá qui um ror de ideias, sentimentos, coisas bonitas para dizer sobre estes corpos nus, despidos de adornos, sobre a ausência de cor para exuberar a essência das coisas, sem distrações, mas que, fui à procura das palavras e até já sabia quais eram, mas com tanto frio, estavam congeladas, impróprias para utilizar, daí, vamos ter de ficar por aqui, desejando-vos o resto de um bom dia, com um

 

Até amanhã!

 

 

 

08
Jan19

Momentos do Tabolado (Uma Espécie de Canção)

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Acompanhe-se a leitura do texto e imagem com a música de Pedro Abrunhosa, da canção “ Momento (Uma Espécie de Céu)".

 

 

Momentos do Tabolado (Uma Espécie de Canção)

 

Um cão que se vai

Um homem que vem

A folha que cai

À beira do rio

O chapéu que sustém

Na cabeça com frio

Cachecol ao pescoço

A olhar para o lado

Num andar de moço

O Tâmega segue o seu fado

Num passear discreto

A rapariga debita

Sentimentos com os dedos

Quiçá de um amor secreto

Que nela habita

Ou serão outros enredos

Mais uma árvore despida

Dois bancos que esperam alguém

Com o azul do céu ainda acordado

A caminho da despedida

Com um sol já do dia cansado

E umas escadas que não sobem ninguém

Mais ao lado dois corações

Se as crianças atinarem no feitio

Em vez de dois serão três

E a mãe a fotografar as emoções

Da inocência a caminhar para o Estio

E assim foi um momento, uma vez

Ao fim da tarde, no Tabolado

De um domingo qualquer

Onde entram um Homem e um cão

Uma rapariga, duas crianças e uma mulher

Onde nem sequer falta o amor amarrado

Num cadeado e um

E com esta me bou

Tal como o cão, logo no início se foi

Nesta espécie de poema ou canção

Ou…

 

Até amanhã!

 

Mas antes, fiquem com o “Momento” de Pedro Abrunhosa

 

 

 

08
Jan19

Chaves D´Aurora

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Uma noite inesquecível chegou, de repente, à memória de Aurita.

 

 

  1. VIGILANTE.

 

Papá estava com a pistola nas mãos, em companhia de Manuel de Fiães, a proteger a casa e os que nela habitavam, de algum monárquico fugitivo que estivesse a correr pela Estrada do Raio X e achasse, por bem, ou por mal, acoitar-se na Quinta.

 

Naquela noite de gritos de Viva a República ou Viva a Monarquia, em doze de Julho de 1912, a menina Aurita, quase a completar os dez anos de idade, deixou Mamã a rezar com os mais no quarto e se dirigiu ao patriarca – Que estás a fazer, Papá, com essa pistola? – e este, que não era dado a carinhos físicos aos filhos, pegou-lhe o queixinho e lhe respondeu, com a ternura expressa nos olhos e na voz – Estou a velar por todos nós, cá desta casa, minha boa menina. Especialmente por ti, a modo e à sorte que nunca, em tempo algum, homem nenhum apareça para te fazer mal!

 

 

  1. SILÊNCIO.

 

No dia seguinte, João Reis mandou chamar todos à sala de estar, inclusive Alice e as criadas, para um pronunciamento de suma importância. Ao cocheiro, não precisava convocar, porque além de leal, já era de seu feitio ser discreto, retraído, caladão.

 

Papá recolheu-se ao gabinete e, tão logo soube que todos já estavam à sua espera, foi até à sala e disse, em tom pausado e firme – Vou falar por agora, de uma só vez e basta! Durante todo o tempo que se fizer necessário, nenhum dos senhores há de abrir a boca para as pessoas lá de fora, a falar de qualquer coisa – e enfatizou – QUALQUER COISA que se passe aqui dentro, entre as paredes da quinta! – após o que falou, com mais dureza ainda – Nem mesmo aos parentes mais chegados! Não comentem nada sobre qualquer assunto que diga respeito à nossa família! – e concluiu – Estão todos a perceber o que lhes falo ou querem que lhes meta na cabeça, uma vez mais, esse voto de silêncio que todos, aqui, devem guardar? Pra já, é só. Estamos conversados!

 

A partir desse dia, as refeições passaram a ser uma hora de grande constrangimento, para aquela filha proscrita do coração paterno, mormente quando Papá dirigia-se a Florinda ou aos irmãos – Dizei a essa menina que me passe o azeite! Dizei à menina que me chegue cá o vinho! Dizei à menina que melhor faz ela em comer alguma coisa, pois não quero que se venha a estender, por sua causa, cortinas pretas às janelas! – todavia, com o passar do tempo, os mais e a própria Aurora acabariam por assumir as rotinas de suas vidas, ainda que, agora, ligeiramente modificadas.

 

 

  1. NÓS.

 

Graças à boa Zefa, Aurora concertou um encontro com Hernando, apesar de toda a vigilância familiar. Por mais que houvesse ensaiado ....

 

(continua)

 

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07
Jan19

De regresso à cidade...

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De regresso à cidade por onde os meus passos me levarem...

 

Era bonito...ah pois era, se assim pudesse ser!

 

Ou então poder dizer como Régio:

Não sei para onde vou
— Sei que não vou por aí!

 

Olha, vamos pelo mesmo caminho de sempre, e prontos!

O que interessa é ... bem, não tenho bem a certeza de se é...

 

Até amanha!

 

 

 

 

 

07
Jan19

Quem conta um ponto...

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424 - Pérolas e Diamantes: A luta pela linguagem

 

 

O termo “Novilíngua” apareceu no retrato arrepiante que George Orwell fez acerca de um Estado totalitário ficcionado.

 

A primeira coisa que a esquerda fez, especialmente a comunista, foi apropriar-se da linguagem. Coisa que, para o bem e para o mal, mantém até aos dias de hoje.

 

Os marxistas-leninistas, imbuídos da sua superioridade intelectual, lutaram desde sempre pela linguagem, pois o marxismo oferecia, e continua a oferecer, os rótulos convenientes para moldar as ideias dos amigos e dos inimigos, sempre com o objetivo último de dramatizar os conflitos entre ambos.

 

Mas, como nos lembra Roger Scruton, o aprisionamento da linguagem pela esquerda é bem mais antigo. Começou com a Revolução Francesa e os seus slogans.

 

O que sempre lhe interessou foi distinguir os que partilhavam da sua visão e os que dela divergiam. Sendo que os mais perigosos eram os que divergiam por uma margem tão mínima que ameaçavam misturar as suas energias com as dos infalíveis, conspurcando dessa forma o fluxo puro da ação revolucionária.

 

Logo desde o início foram precisos rótulos para estigmatizar os inimigos internos e justificar a sua expulsão, quando não o seu aniquilamento puro e simples. Havia que identificar os revisionistas, os esquerdistas infantis, os desviacionistas, os socialistas utópicos, os sociais-fascistas e toda a restante fauna pseudorrevolucionária.

 

A divisão entre mencheviques e bolcheviques, resultante do II Congresso do Partido Trabalhista Social-Democrata russo em 1904, resumiu, na perfeição, todo esse processo.

 

Tudo não passou de mais uma mentira fabricada e cristalizada, pois, como todos sabemos, os mencheviques (minoria) eram afinal a maioria.

 

O sucesso de tais rótulos na marginalização e na condenação dos opositores, fortaleceu a convicção comunista de que podíamos mudar a realidade se mudássemos as palavras.

 

Dessa forma foi possível combinar o poder absoluto do Partido Comunista com o livre consentimento do povo, anunciando e impondo a regra comunista como “centralismo democrático” ou ainda apresentar a ditadura do proletariado com a mais plena das formas democráticas, na implementação das “democracias populares”, em contraponto com as democracias burguesas.

 

A Novilíngua, como explica Scruton, tem lugar sempre que o propósito primordial da linguagem (que é descrever a realidade) é substituído pelo propósito rival que é o de exercer poder sobre a realidade.

 

A artimanha maior do marxismo foi a de ter conseguido apresentar-se como uma ciência. Fazendo a distinção entre ideologia e ciência, Marx propôs-se provar que a sua própria ideologia era uma ciência.

 

E fê-lo de forma simples, afirmando que as teorias do Estado de direito, da separação de poderes, do direito à propriedade, etc., apresentadas por Montesquieu e Hegel, mais não eram do que tentativas falhadas de encobrir, ou justificar, a ordem burguesa e os seus aparelhos de poder, de forma a manter os privilégios.

 

Ao expor tal ideologia como uma pretensão meramente interesseira, a teoria de classes marxista reivindicava para si o título de objetividade científica.

 

Mas este caminho unilateral leva-nos a uma espécie de perda espiritual que ocorre sempre quando as pessoas sentem mais prazer em minimizar os outros do que em se elevarem.

 

Os conceitos que resultam de um diálogo normal advém da necessidade de compromisso, de obter concordância, de estabelecer uma coordenação pacífica com pessoas que não partilham dos nossos projetos ou das nossas preferências, mas que necessitam tanto de espaço como nós.

 

O objetivo da sociedade é conduzir a nossa vida social de forma a que não se imponha o ressentimento. Por isso, é necessário viver em ajuda mútua e no companheirismo, não para nos tornarmos iguais e inofensivamente medíocres, mas para ganharmos a cooperação dos outros nos nossos pequenos sucessos. Isso é o contrário do nivelamento por baixo defendido e propalado pela esquerda radical.

 

Todos sabemos que a esquerda cometeu muitos crimes. E a direita também. Nisso equivalem-se. No entanto, deve indignar-nos que os crimes cometidos pela esquerda recebam uma absolvição que os de direita não conseguem.

 

A esquerda reivindica para si a mesma capacidade das religiões em autorizar o crime e lavar as consciências daqueles que foram coniventes.

 

Só uma abordagem religiosa pode levar-nos à compreensão do fascínio que o comunismo exerceu sobre os jovens intelectuais entre guerras.

 

O Partido Comunista satisfez essa necessidade oferecendo não apenas a doutrina e o compromisso, como também a autoridade e a obediência.

 

As organizações clandestinas criaram bandos de anjos que se moviam entre o comum dos mortais, coroados com um halo reconhecido e identificado, sobretudo, por eles próprios. Em Portugal, o caso de Álvaro Cunhal foi paradigmático.

 

A sua doutrina era muito simples: prometer um caminho de luta heroica tendo em vista um futuro radioso.

 

A utopia era um bem precioso. De facto, era a única coisa confiável porque, precisamente, não continha nada de real.

 

Exigia sacrifício e compromisso. E isso enchia a vida de significado, pois era a fórmula mágica que transformava o negativo em positivo, ou seja, transformava um ato destrutivo num ato criador.

 

Tudo isso resultou num dos maiores embustes da História.

 

João Madureira

 

06
Jan19

O Barroso aqui tão perto - Viade de Cima

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Em 10 de setembro passado (2018) iniciávamos esta rubrica assim: “Vamos lá a mais uma voltinha pelo Barroso, que fica aqui tão perto e que é sempre um encanto andar por ele em constante descoberta. Hoje vamos até uma das 3 aldeias que têm como topónimo Viade, neste caso, Viade de Baixo.”. Isto foi em 10/09/18, em 06/01/19, hoje, mantemos o texto, só trocamos a sua última palavra para “Cima”, ou seja, em vez de irmos até Viade de Baixo, vamos até Viade de Cima.

 

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É de prever que as três aldeias com o topónimo de Viade fiquem próximas umas das outras, e de facto assim é. Viade de Cima fica a apenas 300m de Viade de Baixo, só que um pouco mais acima, mais alta, poucos metros mais alta, talvez o “de cima” se deva ao ser “a seguir”, pois para se chegar até Viade de Baixo temos que passar obrigatoriamente por Viade de Baixo, isto por estrada normal, pois a monte, as coisas podem ser diferentes.

 

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Estou agora a iniciar a escrita deste post e parto sempre para este trabalho em branco, ou seja, inicio o post e depois é que vou à procura de informação sobre a aldeia. Não foi assim que aprendi que as coisa se deveria fazer, pois academicamente falando deveria previamente reunir toda a informação disponível, analisá-la, selecioná-la e depois sim, partir para o texto final, mas como este não é um trabalho académico, tenho alguma liberdade de escrita, e gosto de ir descobrindo as coisas, surpreender-me com elas e partilhar a emoção do momento, contudo, neste caso, prevejo que o discurso não será muito diferente daquele que tive com Viade de Baixo, à exceção de nesta última aldeia ter tido a ajuda preciosa de uma “filha” da terra.

 

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Voltando ao Viade, topónimo comum às três aldeias, suponho que aquele Viade que ainda nos falta abordar seja o mais antigo, aquele que dá pelo topónimo de Antigo de Viade, e que a seguir tivesse surgido ao lado, a pouco mais de 800 metros a aldeia de Viade de Baixo e depois a de Viade de Cima. Mas esta afirmação não tem qualquer base de apoio, sou apenas eu a supor. Dadas as distâncias que separam as três aldeias, bem poderia ser apenas Viade, com o bairro do lado e o bairro de cima, mas não é assim, e se elas estão separadas, por alguma razão será, ou seria, pois a coisa já não é de hoje.

 

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Mas tal como dizia no post de Viade de Baixo, isto de um topónimo principal se repetir em aldeias vizinhas é muito comum em Portugal, aliás no concelho de Montalegre não é caso único, pois nas Penedas (de baixo, do meio e de cima) repete-se o mesmo, também no concelho de Chaves acontece nas Assureiras (de baixo do meio ou de cima). E outras há que adotam o mesmo topónimo principal e acrescentam “Vila” a um deles, que pela lógica a “Vila” será acrescentada à mais recente. Em Chaves, por exemplo, acontece em Nantes e Vilar de Nantes ou Oura e Vila Verde de Oura, acrescentando aqui, que as três Assureiras atrás referidas (de baixo, do meio e de cima), em tempos idos, eram a Vila de Baixo, do meio e de Cima. Curiosidades que pretendem apenas ir ao encontro da origem dos lugares.



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Mas neste caso de Viade, embora exista o Viade de Baixo e o Viade de Cima, a outra aldeia dá pelo topónimo de Antigo de Viade. Quanto ao significado (origem) do topónimo principal “Viade”, é comum às três aldeias, daí repetirmos o texto que deixámos para Viade de Baixo e que rezava assim, conforme consta na “Toponímia de Barroso”  :

 

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VIADE

Desde 2013 – União de Freguesias de Viade de Baixo e Fervidelas

 

É o genitivo do nome pessoal Beatus; “villa” BEATI>BIADE>VIADE.

Podia ser escrito Biade pois o topónimo já em:

-1258 «Sancte Marie Biadi» INQ 1514 estava sedimentado. De igual modo a forma encontrada em

-1288 « de Sancta Maria de Biady» (Com o y dos ditos amigos sdo pedantesco arcaísmo) INQ N.A. – 492. Nas inquirições de

- 1282 «…isto he en termyo de Biadi». Aqui voltamos à forma final/inicial – onde apenas faltava o e mudo terminal cujo i já assim devia soar.

 

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Quanto a Viade de Cima, na “Toponímia de Barroso” , consta o seguinte:

 

Viade de Cima

A raiz é a mesma de Viade de Baixo, contudo esta localidade não está documentada a não ser no A.H.P. como “Byade de Cima”.

 

E perguntarão, o que é o A.H.P.? - Pois não sei, confesso a minha ignorância, mas como sou curioso fiz uma pesquisa rápida na NET e só me apareceram duas entidades com estas iniciais, o AHP de Associação Hoteleira de Portugal e o AHP de Analytic Hierarchy Process, contudo, puxando pela mioleira, penso que será o AHP do Arquivo Histórico Português, também poderá ser o AHP de Arquivo Histórico do Porto, com a certeza que não é do Arquivo Histórico de Vila Real, porque se assim fosse,  seria AHVR. Seja como for, no H.H.P. está lá “ Byade de Cima”...

 

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Falta a “Toponímia Alegre” da qual não vamos transcrever todo o texto, apenas referir as partes em que Viade é referida, exceto uma que fora do contexto é forte e injusta para a aldeia, tanto mais que não sabemos a que Viade de refere (antigo, de baixo ou de cima). Então diz assim:

 

Uma mulher de Viade:

Mandei fazer uma capa

Ao pisoeiro d’ Ablenda:

Ninguém se finte nos homes

Que os homes são má fazenda!

 

As outras referência, são alcunhas dos de Viade:

 

(…)

Esfola-cabras de Viade

Arribadas de Viade de Cima

(…)

Pica-sinos de Viade

 

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Como sabem fazemos estes posts/convites de visita ao Barroso a partir da cidade de Chaves, daí traçarmos sempre os nossos itinerários para chegar até ao nosso destino. Pois desta vez para o nosso itinerário de ida, vou recomendar-vos a estrada do S. Caetano, mas hoje recomendo que a primeira paragem se faça aqui, no Santuário deste Santo, para uns momentos de estar, de reflexão se quiser  ou nem que seja para encher uma garrafa de água fresca (ontem prometi parar no S.Caetano e a promessa está cumprida). Pois a seguir temos de Soutelinho da Raia, sem entrar na aldeia, imediatamente antes de aparecer a placa a anunciar o concelho de Montalegre, há um enorme rochedo junto à estrada, que é de paragem obrigatória, pois é desde aí que se vê todo o planalto do Larouco a rematar na serra. É desde este ponto que a Serra do Larouco mostra todo o seu endeusamento. Eu não fiz promessa de lá parar, mas a grande maioria das vezes paro por lá para tomar a minha dose de contemplação, mas desta vez como já parámos no S.Caetano, aqui seguimos em frente até Meixide.

 

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Em Meixide, no final da aldeia a estrada bifurca-se, com ambos os destinos dirigidos a Montalegre. Devemos optar pela estrada da esquerda em direção a Pedrário e Sarraquinhos, nesta, logo na entrada devemos entrar dentro da aldeia, atravessá-la e sair em direção a Zebral. Todas esta aldeias são interessantes, assim, se algum motivo o convidar a parar, pare, pois temos tempo para chegar a Viade de Baixo. Depois de deixarmos Zebral de lado sem entrar nela, seguimos em direção a Vidoeiro, uma das aldeias dos colonos de Salazar, deve ignorar as placas para o Cortiço, mas se passar por lá também fica a caminho, e a pouco mais de 1 km está na “estação de serviço” do Barracão, já na EN103 (estrada Chaves-Braga).    

 

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Aqui começa a segunda parte do nosso itinerário que servirá para ir e mais tarde regressar. Estando no Barracão é só seguir pela EN103 em direção a Braga. Vai passar pela Aldeia Nova do Barroso (outra das aldeias dos colonos de Salazar), por S. Vicente da Chã, por Travassos da Chã (ao lado), por Penedones e Parafita e logo a seguir aparecem as placas a indicar a entrada para Antigo de Viade, mas não é este o Viade do nosso destino de hoje, assim, continue pela EN103 e oitocentos metros mais à frente, aí sim, terá a indicação da entrada em Viade de Baixo e de Cima, à direita. Logo após Viade de Baixo já estamos no nosso destino. Mas fica o mapa por via das dúvidas.

 

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E agora as nossas impressões sobre Viade de Cima. Fomos lá pela primeira vez em 25 de maio de 2016, já a meio da tarde, num dia muito quente e já depois de termos feito uma paragem em Viade de Baixo. Sabíamos que das três aldeias de Viade esta era a mais pequena e que o levantamento fotográfico seria breve, e embora o levantamento até fosse breve, a nossa estadia prolongou-se mais que o previsto, tudo porque logo à entrada da aldeia o manejo de um fuso e uma roca nos fez parar, coisa que eu já não via desde puto, quando em casa da minha avó a via, pasmado, a manejar com mestria uma nuvem de lã a ser transformada num fio de lã.

 

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Parámos. Quem manejava, também com mestria, a roca e o fuso era a D. Maria Pires, então com 86 anos e que hoje, espero que continue com a sua simpatia e arte de bem receber à barrosã, terá 88 anos, vivia com o seu marido então com 93 anos. Ficámos encantados a ver o fio de lã a nascer e a enrolar-se no fuso, igualmente com o fio a formar-se a partir de uma nuvem de lã apegada à roca. Claro que entre a contemplação e apreciação a conversa ia rolando. Gente nova na aldeia , não havia, agora só velhos, os filhos todos para fora. Já não recordo quantos disse ter, mas recordo que um, tinha restaurante em Lisboa, lá onde param os artistas e o teatros, presumi ser o Parque Mayer, mas para o caso nem interessa.   Nem que fosse só por esta conversa e pela mestria do manejo da roca e o fuso a fazer fio de lã, a ida a Viade de Cima já tinha valido a pena.

 

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Mas tinha mais, primeiro a paisagem com vistas lançadas para a barragem dos Pisões e para a Serra do Barroso, com os cornos do Barroso quase no alinhamento da aldeia. Mas também a verdura dos seus campos chamavam a atenção da objetiva, idem para o casario tradicional de granito à vista, pena os abandonos e as ameaças ou mesmo ruinas, mas no geral, é mais uma aldeia barrosão que não deixa ficar mal o Barroso e que merece uma visita.

 

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Como aldeia pequena que é Viade de Cima, era de prever não haver muita literatura sobre a povoação e de facto assim é. Nos nossos locais habituais de pesquisa, nada consta, nem no livro “Montalegre”, ou aliás, aí consta a nome da aldeia mas apenas para mencionar que é um dos lugares da freguesia de Viade de Baixo. Informação que hoje em dia já não é correta, pois hoje, após a reforma administrativa das freguesias, passou a ser União de Freguesias de Viade de Baixo e Fervidelas. Fora esta referência, apenas encontrámos um texto do Padre Lourenço Fontes, intitulado “ O Reino das 7 maravilhas é Barroso” onde entre as mil e uma maravilhas do Barroso, apresenta os  “7 Canastros: Vila da Ponte, Outeiro, Cervos, Viade de Cima, Paredes do Rio, Mourilhe”

 

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E ficamos por aqui. Ficam ainda as habituais referências às nossas consultas, hoje apenas uma,  e dizer-vos que as abordagens que já fizemos às aldeias e temas de Barroso estão agora no menu do topo do blog, mas também nos links da barra lateral. Se a sua aldeia não está lá, em breve passará por aqui num domingo próximo, e se não tem muito tempo para verificar se o blog tem alguma coisa de interesse, basta deixar o seu mail na caixa lateral do blog onde diz “Subscrever por e-mail”, que a SAPO encarregar-se-á de lhe mandar um mail por dia com o resumo das publicações, com toda a confidencialidade possível, pois nem nós teremos acesso à vossa identidade e mail.

 

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BIBLIOGRAFIA

 

BAPTISTA, José Dias, Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso, 2014.

 

 

 

 

05
Jan19

São Caetano - Chaves - Portugal

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Como há anos vem sendo hábito neste blog, os sábados e domingos são para as nossas aldeias, ou melhor, para o nosso mundo rural, tudo aquilo que vai além da cidade, pois as nossas montanhas, rios, paisagens, etc, também têm aqui lugar, mas também os nossos santuários, lugares de culto, que embora pertença de uma freguesia, não são aglomerados populacionais, tal como acontece com o Santuário do São Caetano que hoje vamos ter aqui.

 

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São Caetano que, rara é a semana em que neste blog não é referido, pois é por lá que passamos para a maioria dos nossos itinerários do Barroso. Talvez pela frequência das nossas passagens e das vezes que aqui o mencionamos, o desprezamos tanto sem o desprezar. Eu explico melhor não vá ser mal-entendido. Então é assim, o nosso desprezo está em não fazermos do S. Caetano uma paragem obrigatória quando por lá temos de passar, mas talvez isso sejam ordens do nosso subconsciente, pois quando nos dá para lá parar, há qualquer coisa naquele santuário que nos prende a ele e vamos fincando. Não que haja qualquer mal nisso, apenas, quando por lá passamos vamos com o tino noutro destino e daí o nosso subconsciente sussurrar baixinho ao nosso consciente a dizer: “não pares, não pares!” – Só pode ser assim.

 

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Pois prometo que amanhã, dia de termos por aqui mais uma aldeia do Barroso, vou fazer passar por lá o nosso itinerário e recomendar uma paragem no São Caetano. Claro que terá de ser breve, senão não poderemos cumprir o nosso itinerário pelo Barroso. E eu próprio prometo que na próxima passagem por lá, vou desativar o meu subconsciente e deixar que o meu consciente me permita lá parar, isto, nem que seja e só porque quando hoje abri o meu arquivo de fotografias do São Caetano, corei de vergonha, pois a passar por lá amiúde, a saber que me faltam registar ainda alguns dos seus motivos e verifiquei que a última vez que fiz registo já foi em 2013. Imperdoável.

 

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No nosso concelho de Chaves existem alguns santuários, como o da Nossa Senhora da Saúde em S.Pedro de Agostém, o da Nossa Senhora da Aparecida em Calvão, onde reza a história religiosa apareceu Nossa Senhora, ainda antes dos aparecimentos de Fátima, e temos ainda o Santuário da Senhora do Engaranho em Castelões, no entanto dos quatro mencionados, os que apelam mais a devoção dos crentes, são o Santuário de Nossa Senhora da Saúde e o do S.Caetano, mais este último, pelo menos para a população flaviense, para onde parece ser também o santo preferido para encaminhar as suas promessas, incluindo as promessas de cera que são guardadas em local próprio no santuário.

 

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As caminhadas a pé dos flavienses ao S.Caetano costumam ser habituais durante todo o ano, mas com maior significado na altura da celebração da festa do Santo, aí são aos milhares as pessoas que durante o dia e toda a noite se dirigem ao santuário, por promessa ou meramente por tradição. Festa que se realiza no domingo 7 de agosto ou, quando o 7 de agosto não coincide com o domingo, no primeiro domingo a seguir ao 7 de agosto.

 

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A data da festa do São Caetano coincide com a morte deste Santo italiano, natural de Vicenza.

Caetano de Thiene (Gaetano di Thiene) nasceu em Vicenza, em outubro de 1480 e morreu em Nápoles, a 7 de agosto de 1547 . Foi um sacerdote católico italiano, beatificado em 8 de outubro de 1629 pelo papa Urbano VIII e canonizado em 1671 pelo papa Clemente X.  Formado em Direito, São Caetano ficou responsável pela fundação da Ordem dos Clérigos Regulares da Divina Providência, chamados de "teatinos", uma ordem religiosa católica masculina sob a qual os sacerdotes nada deviam possuir ou pedir. Fundou ainda um hospital para os incuráveis, entre outros atos de ajuda aos mais pobres . É conhecido como o Santo da Providência, Patrono do pão e do trabalho. É ainda padroeiro dos gestores administrativos, das pessoas que procuram trabalho e dos desempregados.

 

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O São Caetano,  lugar de devoção, de culto, de peregrinação e de tradições era um dos lugares que o grande poeta e escritor português Miguel Torga visitava aquando das suas estadias na cidade de Chaves, fazendo nessas visitas alguns registos que constam nos seus diários:

 

São Caetano, Chaves, 12 de Setembro de 1988

Padroeiros da nossa devoção! São tantos, e não chegam para os milagres de que necessitamos.

 

Miguel Torga, in Diário XV 

 

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Chaves, 26 de Agosto de 1990

Visita sacramental a S. Caetano, um santo fronteiriço que tem na terra os serviços administrativos modelarmente organizados. «Meta as esmolas nos petos» — avisam os letreiros. E lá estão as tulhas para os cereais, a grade para os galináceos, e o orifício aberto na parede granítica da capela para encarreirar a pecúnia. Peregrino anual e céptico, não peço ao orago graças que sei que não pode conceder a um mau romeiro. Bebo-lhe a água gelada da fonte de três bicas, regalo os olhos na paisagem aberta e larga, espreito o cemitério visigótico precariamente preservado e fico satisfeito. Mas volto sempre, e sempre com a mesma curiosidade e disponibilidade emotiva. A minha bem-aventurança começou quando abri os olhos no mundo e há-de acabar assim, quando, já cansado de tanto o ver e surpreender, os fechar.

Miguel Torga, in Diário XVI

 

1600-s-caetano (46)

 

O cemitério visigótico que Torga atrás refere, segundo o Portal do Arqueólogo, trata-se de uma Necrópole, localizada sob o Santuário de São Caetano, uma importante estação arqueológica romana e medieval. A primeira referência à estação arqueológica é feita pelo Coronel Mário Cardozo que interveio em 1942 quando as obras no santuário puseram a descoberto várias estruturas e sepulturas pertencentes a uma necrópole romana assim como um templo alti-medievo e uma necrópole alto-medieval com 27 sepulturas.

 

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Sem qualquer sombra de dúvidas que o São Caetano é um lugar de atração religiosa, devoção e culto mas que poderia muito bem ser também de atração turística, tanto mais que num raio de 2 quilómetros temos 3 santuários, o do São Caetano, da Srª do Engaranho (Castelões) e da Nossa Senhora da Aparecida (Calvão). Estes dois últimos localizados junto a aldeias bem interessantes, e o São Caetano também bem próximo, além destas últimas duas aldeias, num raio de 3 a 4 quilómetros tem igualmente aldeias interessantes e tipicamente transmontanas, barrosãs e galegas, a saber: Soutelinho da Raia, Couto de Ervededo, Agrela, Torre de Ervededo e Videferre, Espiño e Bousés, estas três últimas galegas. Poderão ver algumas destas aldeias num post que em tempos lhe dediquei neste blog, fica o link:

https://chaves.blogs.sapo.pt/a-galiza-aqui-ao-lado-aldeias-da-raia-1428927

 

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Claro que quando digo que estes locais poderiam ser pontos turísticos por excelência, não bastará indicá-los e localizá-los como tal, longe disso, pois primeiro há que fazer o trabalho de casa. Um trabalho conjunto que teria de envolver municípios e outras entidades, nomeadamente as responsáveis pelo turismo. Digamos que temos assim como um diamante em bruto que precisa de especialistas para o lapidar

 

 

E por hoje é tudo, ficam as referências às consultas:

 

BIBLIOGRAFIA

TORGA, Miguel - Miguel Torga Obra Completa, Diário (Volumes XIII a XVI), Circulo de Leitores, Rio de Mouro, 2001.

 

WEBGRAFIA

http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&subsid=55983

 

 

05
Jan19

Ocasionais

ocasionais

 

“14º Aniversário do Blogue CHAVES”

 

 

“Qui touisiours prent et rien ne donne

L’amour de l’ami abandone”

- provérbio francês do séc. XVIII-

               

 

Está mais que visto: os visitantes e os leitores do Blogue “CHAVES”, não gostam mesmo nada do que eu nele escreva, seja contos, seja crónicas, seja comentários, seja loas a amigos e à NOSSA TERRA, seja ao BLOGUE.

 

Há já muito deveria ter ficado «manso e quéto» aqui no meu cantinho.

Mas….

 

Por mais que queira não querer meter o bedelho neste Blogue (pelo que me anda a constar, ele até, feito por quem é, não pertence a quem o faz e o ajuda a fazer, mas, isso sim, a quem dele se serve para  alimentar os seus odiozinhos, frustrações, sentimentos de culpa e de inferioridade, as suas torrentes de imbecilidade e, principalmente,  o seu mar de mal de inveja!), acabo sempre por me deixar levar pelas vagas das emoções e pelas ondas dos sentimentos que, mal “aibro” a porta do Blogue, tomam conta de mim.

 

Em Dia de Aniversário, não posso faltar com a minha palavra. E assim vos confesso que  na descoberta e no usufruto do Blogue “CHAVES”, encontrei uma nova “identificação como fraternização”, um novo laço com conterrâneos e flavienses, naturais ou por adoção, um gosto especial  -   uma afeição é o que o «gôsto» significa   -  por um punhado de rapaziada da MINHA (NOSSA) TERRA que, especialmente com o Blogue “CHAVES” e seu autor, Fernando DC Ribeiro,  «descobri» (e continuo a descobrir).

 

São homens e mulheres, rapazes e raparigas a fazerem-me acreditar na libertação da MINHA (NOSSA) TERRA, na recuperação e alargamento da sua Autonomia.

 

Tem-me faltado jeito e forças para ser mais demolidor no combate contra o exército de cretinos, incompetentes, pedantes, imbecis e idiotas que têm administrado a NORMANDIA TAMEGANA, e substituí-los, DE VEZ, por gente honrada, competente, leal e justa, íntegra  e empenhada, entre a qual conto o «punhado de rapaziada» referido.

 

Na NET, e com os sinais do Blogue “CHAVES”, os caminhos que encontrei não foram os «caminhos do bosque», caminhos sem saída.

 

Bem sabemos (bem sei eu, e mais e  melhor sabeis vós!) que os Blogues nascem como cogumelos em dias de chuva outonais.

 

Mas, por mais «noβidade» que sejam e nos atraiam a atenção, há sempre uns que vão passados, ficam mais habituais, para a coluna de «Favoritos».

 

Estranho (até nem estranho!) a gosmice de muitos visitantes (a gosmice de habituais, normando–tameganos, diferenciando aqueles visitantes que até, provavelmente, nunca atravessaram fronteiras para entrar em Portugal ou em Trás-os-Montes!) deste  e de outros Blogues «patriotas» (isto é, empenhados em «falar» do torrão natal) nunca «abrirem a boca», permanecerem «de bico calado» toda a vida, desfrutando do bom que um Blogue desses lhes dá, diária ou periodicamente, e se mantêm calados «que nem um rato», sem a coragem ou a nobreza de deixar um comentário ou até só um «Obrigado» a quem lhes dá um gosto na vida!

 

Alguém me disse, um dia: - “Os flavienses desconfiam de quem os estima e são uns crédulos, uns «patos-bravos», para aqueles que os engrampam!”.

 

Sempre, e quando, colaboradores do Blogue “CHAVES”, e mesmo até autores de outros Blogues da NOSSA TERRA, louvam as belezas e grandezas das NOSSAS ALDEIAS, não o fazem por estar contra o Progresso. Insurgem-se, isso sim, contra as carências, o abandono e a desconsideração a que, em nome do dito Progresso, figuras e figurões responsáveis pela administração pública as condenam. A perda do quinhão que cada homem tem de ruralidade (quem não tem dela raízes?!) condu-lo à desumanização.

 

Hoje, primeiro quartel do século XXI, quando a maioria dos naturais de qualquer um das nossas ALDEIAS é gente estudada, viajada, cosmopolita, que até fala «lulo-dilmês brasileiroca», «fracês e franciú», inglês  «oxfordbridgês» e «lusês», e outras «linguices» cheiinhas de modismos descartáveis, adverbialices de enjoativa pedantice a insinuarem uma  soberba sapiência mesmo assim a disfarçar tão mal a sua vergonhosa ignorância e suprema mediocridade, raros, raríssimos ou nenhuns, mesmo consolados por encontrar neste Blogue a generosa e gratuita oferta de um respeito histórico e de um louvor público pela terra onde nasceram, muito estranho que, assinaladas as suas visitas aos Post(ai)s aqui editados, não deixem nunca uma palavra a traduzir o que lhes vai na alma, de lembrança, de recordação, de gosto ou de desgosto, de saudade ou de voto: - “Temos pressa na vingança, ao passo que mandriamos a pagar outros tipos de dívida  -   e principalmente as dívidas de gratidão”!

 

“Fado, Futebol e Fátima” era a sina dos portugueses, de há cinquenta anos para trás!

 

Futebol, Fátima e «ph»ulhiticonice é o fado a quem entregam o destino!

 

A Memória, o Respeito, a Veneração, a Identidade, a Saudade, hoje, não contam para os cavaleiros do efémero.

 

Claro que muitos dos visitantes, deste e de outros Blogues, são «inimigos» do(s) autore(s). E, por aqui, ou por lá, aparecem «à coca» de um erro acidental ou de uma notícia que não lhes agrade, ou convenha, para se mostrarem assombradamente escandalizados e ir para as suas tertúlias «dar à língua», com aquele ar de fanfarrão cobardola.

 

Está visto: - “A mediocridade não tolera excepções ilustres”.

 

As velas [14] para o BOLO de Aniversário ofereço-as eu, e por mim abençoadas para que protejam o BLOGUE “CHAVES” e o seu autor, de todos os maus espíritos, durante todo o ano.

 

E invocarei a Zeus e aos deuses egípcios que concedam ao autor do Blogue o poder muito especial do número catorze!

 

Do discurso aspasiano, seja-me permitido derivar o meu: - no Blogue “CHAVES” e nos Blogues DE CHAVES «combateremos contra flavienses para a defesa dos Flavienses, e contra os politicastras, e “Bárbarospoliticoneiros partidocratas ou apalancados no “Paço do Duque”, em Belém e S. Bento, para defesa da NORMANDIA TAMEGANA inteira»!

M., dois de Janeiro de 2019

Luís Henrique Fernandes, da Granginha

defensor de CHAVES

 

 

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