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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

02
Mai19

A pertinácia da informação

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A liberdade e o medo

 

Sede.

 

A sede é uma sensação terrível. A sede deixa-nos inertes e tira-nos a vontade de coisas. Depois da sensação áspera e quente na boca, nos lábios, na língua... segue-se um cansaço. O terrível cansaço que acompanha, talvez seja, apenas, o natural cansaço de quem caminha.

 

Ando há alguns dias a ouvir: “as pessoas têm medo”. Não compreendo o medo, nem entendo a sua origem. Afinal, o que é a liberdade? Que liberdade é esta que conserva medo? Não entendo este acto condescendente, como se de um dócil e fácil acatar do flagelo se tratasse. Pessoas prostradas com sede da liberdade que não ousam beber.

 

Recuso-me a beber a sede, molho os lábios insistentemente e olho de cabeça erguida em frente. Porque não é de mim que se trata, mas sim de todo o elemento humano uno. Que faria eu sem amor? Sentimo-lo cada vez mais forte e maduro esse amor que nos torna livres e confiantes sem nos devorarmos como se fossemos sôfregos amantes.

 

Cada dia é um novo crescer. Oxalá um dia a luta não me traga novidade, sinal seria que nada mais havia para fazer.

 

Que esta seja uma primavera cheia de flores e rebentos para vencer o tempo.

 

Nada das repulsivas vicissitudes me tirou as virtudes, nem o fátuo poder me alucinou o caminho. Vamos devagar, mas não vamos devagarinho, sabemos sempre qual é o nosso caminho.

 

Nenhum ruído nos confunda do que é correto, mas, sentimos que com amor cada vez vamos estando mais perto.

 

Não desisto da ideia de que era aqui, também, nestas paredes abandonadas e no meio destas fragas, o lugar de fazer crescer flores dentro das pessoas para criar um novo jardim.

 

Não temos urgência de exércitos de armas meu amor, urge ensinar a não ter medo e ajudar a crescer.

 

O medo prende-nos as palavras e ceifa-nos como a razão ceifa o que nos motiva. Ficamos assim, aos solavancos, como se tivéssemos uma mão cheia de palavras que não somos capazes de soltar.

 

 

A liberdade de fazermos o que achamos que devemos fazer prende-nos à responsabilidade de encarar de frente todas as consequências.

 

 Sermos livres e responsáveis pelo nosso caminho só é perigoso para quem nos pretende dominar.

 

 

Diz que há corvos a voar sobre as terras

E que a coruja pia na noite

Deixai-os voar

Procuram as sementes

Que tivemos que enterrar

 

Perdoo-te porque erras

E quando erras és grande

 

E se a coruja pia

Nesta noite fria

Será porque não ouve na escuridão vazia

O som da minha voz para te abraçar

 

Lúcia Pereira da Cunha

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