Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Cartas para a madrinha da América

07.02.17 | Fer.Ribeiro

1600-(35427)

 

Embora flaviense, metade da minha vida e as minhas primeiras memórias estão do lado rural da cidade, na margem esquerda do Rio Tâmega, incluindo o meu nascimento, embora na certidão conste freguesia de Chaves, na realidade foi na atual freguesia da Madalena que nasci, e até aos  meus 10 anos de idade, raramente passava a ponte para a outra margem, a não ser para as vacinas obrigatórias na Rua Direita, uma ou outra consulta no Dr. Alcino e uns meses de escola na Escola do Stº Amaro, mas só enquanto a Escola do Caneiro esteve em obras de ampliação. E com a liberdade que então as crianças tinham, só não passava a ponte para a outra margem porque não queria, mas também porque livremente limitávamos o nosso território e os meus limites. Um deles terminava aqui, junto à imagem que hoje vos deixo, onde, com os meus cinco e seis anos de idade vinha com frequência meter cartas, neste marco do correio, para a madrinha da América. Cartas pequeninas, daquelas que o meu pai me dava quando estreava uma nova lâmina da barba, mas que religiosamente eu vinha meter neste marco com a recomendação falada de que eram para a madrinha da América, que nunca conheci e que nem sequer era minha Madrinha, pois o afilhado era mesmo o meu irmão. Felizmente que no arranjo do Largo da Madalena deixaram este marco do correio sem o qual, pela certa, a minha memória já teria esquecido as cartas para a madrinha da América.  

 

 

 

Guardar

1 comentário

Comentar post