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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Casas Novas - Chaves - Portugal

06.08.17 | Fer.Ribeiro

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Os nossos pais e os mais velhos têm, ou acabam por ter sempre razão. A minha mãe sempre me disse que “quem dá a noite não pode dar o dia”, e é bem verdade, principalmente a partir de ser idade, e mesmo que a vontade queira  responder a certos apelos, o corpo não o permite, e não há como contrariar a natureza. Isto para dizer que ontem o corpo não me deixou marcar presença com mais uma das nossas aldeias flavienses, mas promessas são promessas e desde que não sejam de políticos, são sempre para cumprir. Não cumpri ontem, cumpro hoje, com a aldeia de Casas Novas.

 

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Casas Novas, uma aldeia à beirinha da Nacional 103, também uma estrada mítica que liga o litoral a Bragança, passando por Chaves, uma nova versão de uma das principais vias romanas (a  via XVII), só que construída quase mil anos depois. Mais ia eu dizendo que Casas Novas é a nossa aldeia de hoje, uma aldeia singular em termos arquitetónicos, onde o melhor do nosso casario solarengo ou abastado convive com o mais típico e rural.

 

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Casario solarengo, como o solar de estilo barroco que após muitos anos de abandono virou a Hotel Rural (conto a história deste solar aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html ) seguido de meia dúzia de casas rurais mais simples para logo de seguida darmos com o Solar do Vilhenas, um lindíssimo solar com capela virada para a rua principal da aldeia, e ainda outras casas que embora sem a riqueza arquitetónica dos solares são também belíssimos exemplares de uma arquitetura mais nobre, quer pela grandeza quer pela qualidade dos pormenores construtivos.

 

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Em caminhos paralelos a parte solarenga da aldeia convive com  toda uma aldeia típica transmontana, com o seu casario transmontano também típico onde o granito é rei  senhor, de uma aldeia virada para a agricultura e usufruindo da proximidade da cidade de Chaves, a 10 km, mas também da vitalidade que a Nacional 103 iam dando à aldeia, principalmente há umas dezenas de anos atrás em que era a principal via de acesso ao Barroso, a Braga e ao litoral.