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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Mar14

Chá de Urze com Flores de Torga - 28

 

 

Os poemas Ibéricos -  3ª parte

 

“Os Heróis”, numa clara referência aos homens e mulheres do passado da Ibéria. Os heróis de Torga, ou não, são aqui cantados com um poema cada, e misturados portugueses e espanhóis.

 

São espanhóis - Cid, Inês de Castro, Torquemada, Herman Cortez, Loiola, Santa Teresa, Filipe II, São João da Cruz, Cervantes, Goya, Unamuno, Picasso, Garcia Lorca

 

São portugueses – Nun’Alvares, Infante D.Henrique, D. João II (o Príncipe Perfeito), Bartolomeu Dias, Fernão de Magalhães, Afonso de Albuquerque, Camões, D. Sebastião, Padre Vieira, Herculano e Pessoa.

 

Espaço ainda para Viriato e Séneca, de um tempo onde a península ainda era unificada.

 

Podemos ver então, por um lado,  que os heróis desta terra seca, não são apenas os conquistadores de territórios, riquezas ou que exerceram algum tipo de poder, mas sim aqueles que ajudaram a construir uma cultura e que estiveram na busca de um fortalecimento do espírito nacional. Quase todos artistas que, de uma forma ou outra, serviram como exemplos de uma cultura forte e nada como alcançar tal prestígio cultural para que um povo possa ter orgulho das suas raízes e da sua terra. 

 

Por outro lado Torga não perdoa os pecados cometidos no passado e por entre elogios, vai pondo o dedo nas feridas, descreve a loucura se tal for preciso, desmonta o mito, se tiver de o fazer.

 

D.Sebastião

 

“Quem vai à luz do Céu com luz da Terra,

Encontra a escuridão no seu caminho;

Que vai buscar noiva em som de guerra,

Morre sem noiva e sem amor sozinho.

 

Encontra a escuridão no sol ardente,

Arma do Anjo Negro mascarado

Que cega todo aquele que à sua frente

Ergue o rosto agressivo e confiado.

 

Morre na areia seca do deserto,

Seu corpo nu a apodrecer no chão,

Simplesmente coberto

Pelo pranto sem fim duma Nação.

 

E eu fui a Deus com alma natural,

E o meu grito de amor desafiou.

E Deus toldou-se quando eu dei sinal,

E a noiva nem sequer me sepultou!

 

 

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