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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, duas imagens com chuva e algum paleio à mistura...

13.10.15 | Fer.Ribeiro

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Já lá vai o tempo em que era obrigatório passar todos os dias pelo Jardim das Freiras, a então nossa sala de visitas, mas depois do atentado cometido, deixou de ser aquilo que era e perdeu todo o seu interesse. Mas ainda há “vícios” antigos que se vão mantendo e, um deles, é a voltinha à cidade nos fins de tarde de domingo, para ver se tudo está no sítio para o nosso regresso à cidade. Neste último, domingo, embora com muita chuva, não resisti a dar uma voltinha apressada pelo Arrabalde e lançar uns olhares sobre a Rua de Stº António, pois com’assim vai mantendo ainda metade de um largo interessante, depois da outra metade ser coberta com toneladas de betão para encarcerar uma descoberta quase divina. Mas fico no aguardo de tudo estar limpo para depois poder medir o grau do atentado.

 

Tudo isto vem porque com o tempo parece perder-se o gosto das coisas simples, as mais gostosas por sina. O despertar para o sentimento não foi da chuva nem do cinzentão do dia, mesmo não gostando da chuva, porque é chata e molha. Sou mais pelos nevoeiros e as geadas, que do verão, já apenas tenho saudades de quando era puto, porque geralmente significava férias grandes, muito canal,muito açude e até alguma praia. A idade fez com que goste mais daquilo que é moderado, primaveras e outonos, mas sem chuva. Ia eu dizendo que o desperta do sentimento não foi a chuva, mas o “marco” do correio, interessante, mas bem longe daqueles de ferro fundido em pontos estratégico da cidade (ainda existem e espero que por lá continuem para memória futura) onde metia-mos as nossas cartas, sim, porque eu ainda sou do tempo em que as escrevia, até aquelas, as ridículas de amor, com o desespero e ânsia da resposta que com sorte, vinha uma semana depois, sem sms’s, mail’s, skype's ou whatsApp (este descobri-o ontem). Ai como as coisas eram tão intensas, sem pressas, tão-tão!

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Para terminar e em jeito de carta: Olha, por aqui continua a chover, mas o frio ainda não chegou. Quem chegaram, foram as primeiras barracas dos Santos que para não destoar mudaram outra vez de poiso.. Desta vez, nem a proximidade da Escola Industrial, nem a utilidade do espaço travaram o assentamento de arraiais, vá-se lá saber porque ou porque sabemos todos muito bem. Sem protestos de quem sempre tanto protesta com a proximidade dos divertimentos a incomodar quem estuda, mas nem há como estar alinhado na situação para os protestos se diluírem em concordância. Depois de, eu,  elogiar nos últimos anos a escolha de local para poiso dos divertimentos, este ano só me resta lamentar, mas hoje ficamos por aqui, que estes Santos prometem.