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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Feira dos Santos - Feira do Gado

01.11.15 | Fer.Ribeiro

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Para já fica a primeira imagem de um dia de muitos registos. Da minha parte ficam para a posteridade cerca de oitocentos registos. O primeiro calhou por ser este do Forte de S.Neutel quando ia a caminho do concurso do gado. Nunca é demais fazermos um registo daquilo que temos de mais nobre da nossa arquitetura monumental da qual nos podemos orgulhar de chegar em bom estado até aos dias atuais.

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Mas vamos lá àquele que para mim é o principal dia da festa da Feira dos Santos – o dia 31 de outubro, dia da feira do gado. Um resumo de um dia que é sempre intenso e que chegamos ao fim dele de rastos, pois a idade já começa a pesar para sair fora da rotina dos dias, mas fazemo-lo por gosto e como tal não nos queixamos, antes pelo contrário, cansadinhos mas damos graças por um dia diferente, sempre interessante e de muitos acontecimentos sem tempo para pasmar como acontece na grande parte dos dias cinzentos de inverno. Foi assim que ele se apresentou ontem pela manhã, nem sequer estava interessante para a fotografia, pois o dia escuro não nos permitia a luz que na fotografia pode fazer a diferença. Mas mesmo assim não nos rendemos e fomos lá cumprir. Claro que tínhamos o nosso início para o concurso do gado. Para a parte em que o gado entra nos camarins para o embelezamento final – limpeza, penteados, enfeites, etc.

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Depois começa o desfile para o concurso., nem sempre de forma pacífica, pois tratando-se de gado ainda novo, com vontade própria, nem sempre seguem as vontades dos donos , o que faz com que a adrenalina desperte, quer nos animais quer nos humanos que estão sempre com um olho no animal e outro no caminho a seguir quando for para dar ao pedal para local seguro. Precaução apenas, pois os homens das varas quase sempre fazem valer a sua vontade.

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E diga-se a verdade, pois não são só os homens das varas, também há mulheres das varas, de mão firme e de todas as idades, que isto do gado não é só coisa de homens. A prova fica nas três imagens seguintes.

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Mas também com o olhar dos veteranos sempre atento com ar de apreciação e de sabedoria. Até o caminhar entre o gado era de quem há muito sabe com quem lida.

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E o concurso do gado é isto mesmo – gado, pessoas, homens e mulheres, competição e o gosto de mostrar, de apreciar e alguma curiosidade para quem nunca viu. Depois de ver, se gostarem, fica-se fã destas coisas.

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Depois há que consolar a barriguinha, pois o tempo dos relógios não perdoa. Como sabem o pulpo à galega faz parte da gastronomia do dia e nada tem a ver com a eurocidade Chaves-Verin, pois antes de terem inventado essa coisa que ainda não sei muito bem o que é (a eurocidade) já estas coisas existiam, mas adiante, com o pulpo ali ao lado nem há como passar por lá e saboreá-lo, porque ele é mesmo bô. Caro mas bô. Muito caro diria mesmo, mas bô na mesma e quando se sai de lá satisfeito dizemos — oh! É uma vez por ano.

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Após o repasto fazemos o regresso à feira, agora das barracas onde se vende de tudo, mas de tudo mesmo. Cansados começamos a pensar no regresso à casinha para descansar um pouco, pois há noite há ainda algumas coisas que merecem a nossa visita. Isto do descansar um pouco é para nós, os de cá da terrinha, pois os de fora lá terão de aguentar ou inventar outras formas de descanso.

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Mas pelo caminho há sempre tempo para fazer um ou outro registo, quer da cidade ou no caso, da magia das cores de outono.

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Finalmente à noite a nossa opção foi a feira do vinho onde o fado marcava presença com o “Fado Violado” num concerto com Ana Pinhal e Francisco Almeida. Eu gostei do fado e dos vinhos que provei. Ficam três momentos do concerto.

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Até mais logo, pois possivelmente ainda voltaremos por aqui.