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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, recordando os Santos de 2012 e um pouco do seu ser

29.10.15 | Fer.Ribeiro

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Vamos lá a mais uma voltinha pelos Santos da casa, a Feira dos Santos, a Festa de Chaves. Hoje com meia-dúzia de imagens dos Santos de 2012 que, graças à tradição, se vai mantendo mais ou menos igual todos os anos, mas sempre com pormenores, apontamentos diferentes.

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Na ausência das “mulheres das castanhas” que até aos anos 70 montavam banca na rua de Stº António, onde nunca faltava a castanhinha assada para delícia dos flavienses mais ougados, temos de nos contentar com as “mulheres das castanhas” que montam banca na Feira dos Santos. Deus queira que se vá mantendo a tradição durante muitos anos pois uma castanhinha assada, uma que seja, cai sempre bem e depois, convém não esquecer e até realçar, a castanha é um produto da região.

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Que se mantenha também a tradição da Feira do Gado e do Concurso, mesmo que feita por pessoal de fora do concelho, a grande maioria (penso eu). Uma prova de que Chaves pode ser o grande centro comercial de uma região e não apenas de um concelho, que cada vez mais está metido na cidade. Trocado por miúdos, que cada vez mais concentra a sua população na cidade e sua periferia em detrimento do concelho rural, leia-se, das nossas aldeias.

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Mas, aqui e ali, ainda vai havendo gente das nossas aldeias que também gosta de participar e de mostrar as suas crias, o seu gado. Uma das aldeias que tem marcado presença no concurso do gado é Seara Velha, nem que fosse só por isso, merece aqui um destaque e uma imagem. Esperamos continuar a contar com eles. Eu prometo o registo para a posteridade.

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E mais ou menos ao longo da cidade a Feira repete-se, não muito arrumada, mas vai ocupando os espaços conforme os artigos que são vendidos. À exceção da Feira do Gado que é lá para cascos-de-rolha, nos últimos anos temos tido o concurso do gado no fosso do Forte de S.Neutel, o pulpo à galega (já adotado como gastronomia local do dia 31) fica ao lado, depois as tendas vão-se repetindo em direção à cidade, primeiro os artigos mais rurais, algumas alfaias, depois a zona dos ciganos com os seus produtos de marca, depois o calçado, bugigangas e outros artigos de vendedores de origem africana, depois as farturas do Monumento, depois uma mistura de tudo incluindo alguns produtos alimentares (queijos, bolos secos, etc.) e já estamos no Jardim do Bacalhau.

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Subindo à lapa temos os cacos, plásticos, latoaria, etc. Se continuarmos lá por cima chegamos à capela da Lapa, a partir da qual entre os vendedores oriundos da América Latina que descem até à rua de StºAntónio onde estão montadas as barraquinhas, presumivelmente para artesanato, mas não só. Ainda lá por cima, pela Lapa, há mais rouparias, às vezes algum calçado e as máquinas agrícolas. Nas freiras costumam aparecer os antiquários. Ainda no Anjo e 1º de Dezembro, longe da tradição da feira da lã e das mantas de Soutelo, vão aparecendo algumas mantas, meias à dúzia, cintos e afins. Em suma, como é uma feira que se desenvolve quase em linha, temos um longo trajeto de barracas desde o Forte de S.Neutel até às Freiras. Amanhã já há Feira, geralmente mais para o pessoal local, pois o grosso que vem de fora, reparte-se pelos dias 31 e 1 de Novembro.