Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, um déjà vu a modos de carta

10.05.18 | Fer.Ribeiro

1600-(23577)

 

 

O dia já lá vai como se nos fossem ou  fosse-mos fechando todas as portas que fomos deixando para trás, fechadas, e eis o inevitável regresso a casa que acaba sempre por acontecer, entra-se na sala, olhamos para o sofá, o sofá olha para nós e zás, como se fosse amor à primeira vista e passássemos de imediato ao ato, deixamos que o corpo caia sobre ele, o sofá, para ali ficar, o corpo, prostrado e inconsciente, penso que sem mesmo haver lugar a sonhos, qual constante da vida qual carapuça, desligou-se apenas, o corpo, para ser reiniciado mais tarde sem tempo para ser formatado, cinco minutos apenas, talvez meia hora, duas ou três depois,  tudo depende,  do cansaço que, o corpo, carregue, mas reinicia-se sempre, para de novo se voltar à vida, sim, à vida, pelo menos dizem-me que é isto é viver, claro que há quem lhe chame rotinas, monotonias dirão uns, déjà vu dirão outros, gosto desta última, tem/dá uma certa classe, então se eu tocasse piano… talvez fosse músico, eu sei, mas no fundo talvez seja mesmo esse, o  déjà vu , o termo mais preciso para explicar a coisa.

 

1600-(23270)

 

Ai se fosse noutros tempos, no tempo das coisas pequenas, das minis… há que tempos a roupa suja já estava lavada, sem por a secar sequer. Era assim uma espécie de uma lavagem molhada a seco. Agora, no tempo das ervas, sem fumo, aprecia-se-lhes o gosto, apenas, e que se … até amanhã, ou melhor, até ao próximo déjà vu!

 

P.S. - É inútil, eu bem tento contrariar aquilo que não se pode contrariar, e o resultado é sempre o mesmo, saio sempre contrariado…

 

P.S. 1 – Claro que um P.S. vale aquilo que vale, por isso é que é um apêndice…

 

P.S. 2 – “Meu povo, isto é apenas  chalaça” – Leia-se acompanhado da música de P. de Azevedo em versão livre da letra sem a parte final cantada no Terreiro do Paço, embora com vontade de a deixar aqui… e com esta se vão!