Cidade de Chaves, desde o Arrabalde até à Arte Contemporânea

Hoje iniciamos pela Rua Direita, mas sem entrar nela, apenas para deitar um olhar as nossas afamadas varandas e sacadas, com sorte, também às sardinheiras que tão bem fazia o conjunto da composição. Aliás, na varanda do lado esquerdo ainda se mantém a tradição.

Claro que para recolhermos este olhar temos de obrigatoriamente estar no Largo do Arrabalde e nem há como abrir mais um bocadinho a objetiva para ver o que por lá se vai passando e quem passa, sim, porque embora também seja conhecido pelo largo dos pasmados, hás os que passam e os que pasmam. Se querem saber, eu, raro é o dia em que não passo por lá, mas de vez em quando, também gosto de ir para lá pasmar, de preferência sozinho, mas não é fácil, pois aparece sempre um ou outro amigo que também gosta de ir para lá pasmar. Já agora entenda-se pasmar pela sua definição, que não é mais que “ficar suspenso”, ou seja, deixar-nos absorver pelo ambiente, pasmar mesmo, e não precisa de abrir a boca, pode ser com ela fechada.

Mas hoje não é para pasmar muito por aqui, pois se gosta de arte contemporânea, às 18 horas inaugura no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, uma exposição de Helena Almeida (Lisboa, 1934 — Sintra, 25.10.2018), uma conceituada artista portuguesa, recentemente falecida. Creio que esta será a sua primeira grande exposição após a sua morte e acontece precisamente em jeito de homenagem levada a cabo pela parceria Casa de Serralves/MACNA (Câmara Municipal de Chaves). Na inauguração seguir-se-á uma conversa entre Marta Moreira de Almeida, comissária da exposição, e Bernardo Pinto de Almeida, historiador de arte e conhecedor da sua obra, num renovado gesto de homenagem à artista.
Mais sobre a artista Helena Almeida, pode consultar:
O site do MACNA
O Site da Casa de Serralves
Ou na Wikipédia


