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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

01
Mai19

Cidade de Chaves - Um olhar diferente

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Cidade de Chaves - Um olhar diferente e umas palavrinhas

 

Há uns bons anos atrás, um amigo mais velho que eu, nascido e criado lá para a capital, calhou estar por Chaves uma temporada e em jeito de cumprimento, costumava perguntar-me: “como é a vida?”, e eu, ao nosso jeito transmontano de responder bem e depressa, respondia-lhe: “é fodida!”, ao que ele, simpaticamente, contrapunha: “Não seja mal educado, diga antes, é muito complexa”. Embora as duas coisas não sejam a mesma coisa, e mesmo estando eu ciente que ao responder à nossa maneira não estava a ser mal-educado, mas apenas sincero, acabava sempre por lhe dizer: “pois assim seja!”. Vem isto ao respeito daquilo que eu queria hoje abordar e que começa precisamente pelo como é a vida, que , como todos sabemos, pode ser vivida de diferentes maneiras, com vários predicados e atitudes, atributos e qualidades que acabam por formar a nossa individualidade, e tudo correria e acabaria bem se assim fosse, mas, pois há sempre um ou mais mas, e aqui volto ao início desta conversa dizendo, mas há sempre um mas que pode tornar-nos a vida fodida e hoje aceito plenamente o conselho do meu velho amigo -  tornar-nos a vida muito complexa - e já nem quero falar em coisas mais materiais, como dinheiro, saúde, pão, habitação…como dizia a cantiga, não, não é por aí que quero ir, mas antes pelo campo não material da vida, que acabará sempre por influenciar o material. Sem aprofundar muito, senão tinha de escrever um livro, fica só um lamiré da coisa. Vamos lá então, com as coisas, situações, vivências que vou deixar apenas em palavras soltas. Pois para a nossa vida temos um monte de palavras simpáticas para podermos conjugar diariamente, como a própria simpatia, a amizade, o amor, a liberdade, o respeito, a paz, a verdade, a dignidade,   o carinho, o encanto, a honestidade, a honra, mãe, pai, irmã(o), filhos, avô, avó,  o sorriso, a ternura, a palavra, a boa fé, a justiça e mais umas tantas, tal como a harmonia, isto se  conseguíssemos viver conjugando apenas as palavras simpáticas. O problema são as outras palavras, das quais vou deixar aqui soltas apenas aquelas que eu pessoalmente mais detesto, como a hipocrisia, a mentira, a falsidade, a presunção, vaidade, ignorância, o armanço, o plágio, inveja, a traição, a injustiça, o oportunismo, a maldade…

 

Pois e o resultado da conjugação das palavras que atrás ficaram pode dar em pessoas felizes ou pessoas infelizes, pessoas que estão de bem com a vida ou de mal, mas também em pessoas indignadas,  ou conformadas, mas ainda e também em interesseiros, chicos espertos, oportunistas, demagogos e hipócritas… e fico-me por aqui, contudo congratulo-me de há trinta e tal anos atrás já saber que a vida é mesmo fodida e complexa, principalmente por causa destes últimos!

 

  

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