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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

23
Jan19

Cidade de Chaves - Um passeio à beira rio

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Desde miúdo que tenho um certo fascínio pela água, ou melhor, pelos riachos, pelos ribeiros ou rigueiros como nós lhe chamávamos, e pelos rios, não muito grandes, assim como o nosso Rio Tâmega na passagem por Chaves, talvez seja esse o tamanho ideal que cabe na perfeição do fascínio que tenho por eles, rios em que podemos caminhar dentro deles, nadar neles se nos apetecer ou simplesmente ficar neles parado, de pé com a cabeça de fora, ou apenas na sua margem sem nos sentirmos ameaçados pela sua grandeza. Claro que na origem deste fascínio pelos cursos de água, tenho, inevitavelmente, de regressar ao tempo em que desfrutava deles, e faço com frequência estas viagens no tempo sem qualquer saudosismo, antes, isso sim, faço-as agradavelmente, sem penas, num reviver de memórias da fase das descobertas e aprendizagem.

 

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Assim, mais quando posso do que quando quero, vou ainda pelas margens do rio comigo próprio, ou seja,  sozinho, sem distrações, ainda na ânsia da descoberta e da aprendizagem, principalmente daquilo que aos rios sempre está adjacente, como a fauna e a flora que com eles convivem ou deles vivem, dando-me sempre conta de que algumas coisas fui aprendendo, mas que uma imensidão de coisas ficaram e ficarão por aprender.

 

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Mas continuo a desfrutar desses passeios, e já fico contente em seduzir um melro para que pose para a fotografia, que não haja muito vento para poder registar as sementes e frutos que pendem das árvores ou descobrir novas espécies de aves e outra bicharada que agora aqui vêm passar os outonos e invernos ou primaveras e verões, espécies que nunca noutros tempos eu houvera visto.  

 

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E continua a ser um regalo colher das árvores os frutos maduros, partilhando alguns para quem deles precisa para sobreviver, enquanto se vai apreciando a hierarquia da passarada e outros animais, pelo tamanho ou pela astúcia, primeiro o pardal, que cede o lugar ao melro, que por sua vez o cede à pega e que todos fogem quando o gato aparece, que por sua vez, se esquiva ao aproximar do cão, tudo isto connosco a uns metros de distância, proximidade permitida porque não somos ameaça, já nos conhecem e sabem que não interferimos na história ou disputa, eles sabem sempre quando assim é.

 

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E podem crer que estes momentos com este mundo que a natureza nos oferece, a sós ou acompanhados se tivermos gosto nisso,  valem mais que qualquer terapia, são um tónico que tomado em doses certas contribui para uma vida muito melhor, pelo menos a mim, faz-me bem.

 

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E com esta me bou, em modos de poesia, com as palavras (um verso apenas) de Eugénio de Andrade:

Boa Noite. Eu vou com as aves.

 

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    • P. P.

      Maravilhosos olhares.

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      Obrigado Pedro. Um forte abraço desde este Reino M...

    • Miluem

      Pois os gatinhos acham que tudo aquilo em que põem...

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