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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

De regresso à cidade, com o cão, o gato e a gárgula!

25.06.18 | Fer.Ribeiro

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De regresso à cidade, com o cão, o gato e a gárgula!

 

No regresso à cidade de hoje, vamos voltar uma semana atrás, ao post cujo título era “ De regresso à cidade, com o cão que vai comer o gato!?”

 

Como todas as estórias, esta também começa no início. Então foi assim: Há um semana e pico, já ao fim da tarde, resolvi ir cortar o cabelo, já andava a incomodar e fazer muito calor. Já há uns anos que esta rotina de cortar cabelo é feita na Rua Direita. Cortei o cabelo e já que estava na Rua Direita e naquele dia estava verdadeiramente sem trânsito, motivo de obras, aproveitei para descer a rua e quem sabe tomar umas fotos para o blog.

 

Claro que na descida, na Praça da República, como sempre o vamos fazendo, deitamos um olho às fotografias que estão na porta de entrada das agências funerárias para ver quais os últimos flavienses que partiram. Quase sempre o Esteves sai à porta para o cumprimento, e não é para vender nada, é mesmo um cumprimento antigo e amigo que vamos repetindo desde que fomos vizinhos e desfrutávamos das horas de lazer que a ACREOS nos proporcionava.

 

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O cão e o gato

 

Pois durante os dois dedos de conversa que vamos trocando, os meus olhares de caçador de fotografias não param. Com ouvidos na conversa e olhares no que se vai passando à volta. Estavam os meus olhares entretidos com dois gatos que estavam deitados debaixo de um carro a ver que passava. Ao que parecia, seria lugar habitual para eles verem quem passa, coisa que o Esteves confirmou. Nisto, pachorrentamente um cão vindo do fundo da Rua Direita começa a aproximar-se de nós, mas também dos gatos, pois estes estava à nossa frente. Pensei eu para com os meus botões: — “Agora é que vai ser, vai começar a confusão entre as espécies”. Mas não, o cão já velhote, passou a meio, entre nós e os gatos, um metro e pico para cada lado, sem ligar nenhuma a ninguém. Deu mais três passos com as patas dianteiras, outros tantos com as patas traseiras e zás, deixa-se cair no meio da rua, notoriamente cansado. Pois a estória terminaria aqui e passaria já àquilo que vos quero trazer hoje, mas o raio de um dos gatos resolveu aproximar-se do cão. — “Provocador!” pensei eu, e quando o gato está a dois palmos do cão, este abre bem os seus queixos e foi aí que eu pensei que ele ia comer o gato, mas para espanto meu, ele só estava a bocejar enquanto que o gato lhe dá uma volta completa roçando-se nele, o cão, que se manteve serenamente a gozar do seu descanso. O Esteves dando conta do meu espanto, disse-me: “São amigos!” …

 

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A gárgula

 

Desviei o olhar e lancei-o para o telhado da Igreja Matriz, mais propriamente para aquela obra de arte em que termina no lanternim da Capela do Santíssimo, mas o que me intrigava mesmo era um espécie de figura esculpida que me parecia avistar, parecia-me uma gárgula, mas veio-me à memória que tinha lido em algum lado que a Matriz tinha duas gárgulas, e pensava eu que seriam as duas que se avistam no seu alçado posterior…

 

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mas ao que parece há mais. Ao aproximar-me da matriz para recolher uma foto dessa figura, verifiquei que se tratava mesmo de uma gárgula que eu até então nunca tinha visto, ou aliás, que vi centenas de vezes sem nunca a ver. Fica a foto possível, pois na altura não tinha objetiva na máquina para chegar lá como deve ser.

 

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Fiquei (comigo mesmo)  de passar mais tarde, uns dias depois,  para verificar se na cornija do cunhal oposto se repetiam as gárgulas, mas ainda não deu para ir lá. Num próximo regresso à cidade talvez aprofundemos o assunto. Até lá fica a história do cão, do gato amigo e da gárgula.