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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Mar18

De regresso à cidade com um regresso às origens.

1600-(42422)

 

É, foi por aqui que fiz os regressos à cidade durante 14 anos. Primeiro pelo passeio da esquerda, deitando um olhar ao jardim das freiras instaladas do palacete, depois, no Jardim Público, passeava os olhos pelo parque infantil, mais à frente os ferreiros sempre a martelar o vermelho vivo do ferro acabado de sair do carvão, bebia um gole de  água no chafariz, espreitava para o andar da rifa na taberna para ver se já tinha saído a bola, atravessava a estrada e finalmente entrava na tortura da escola primária fazendo figas para que não fosse um dos eleitos a levar com a palmatória redonda dos 5 buraquinhos, como se fossem as 5 quinas do ensino primário daqueles tempos. Ainda hoje recordo as 48 reguadas seguidas que levei por não saber quanto era 6x8…  

 

Depois mais espigadote, comecei a fazer os regressos pelo passeio do lado direito, deixava para trás o Antunes das motas e bicicletas, as costureiras do lado, a bicicletada do pessoal de Faiões e Stº Estêvão,  apreciava o movimento na garagem do Sr. Emílio e os VW carochas, fascinava-me com brilho dos cobres do latoeiro, deitava um olhar às BMW da PVT, às vezes com o Sr. Ribeiro, o Sr. Andrade ou o gordinho ao lado, passava pela Guarda Fiscal de queixo levantado e quase em sentido, inspirava o cheiro da gasolina nas bombas Mobil, entrava pela porta da esquina do café piolho e saía e sem parar no interio saía pela porta lateral, depois era o longo balcão do Chaves, as bicicletas do Rui, a sapataria do Casas, a farmácia do Sr. Batista e finalmente a travessia da Ponte Romana, após a qual virei durante dois anos para a direita em direção à Escola Industrial e Comercial de Chaves e depois, mais tarde, passei a seguir sempre em frente em direção ao Liceu, tendo o cuidado de não passar ao pé do gravateiro que diziam ser bufo, às vezes parava na Casa S.João para comprar uma esferográfica, uma folhas, um lápis ou o que fosse, sempre para assentar na folha 49-A, e finalmente o mundo do Jardim das Freiras, quando atrasado com entrada pela porta principal, se o "redes" não estivesse à porta (pois o Sr. Nogueira não se importava) quando com tempo, lá tinha que subir a rampa…

 

Hoje também faço o regresso pelo mesmo caminho, mas já não vou pelos passeios, vou pelo centro, de popó, mas também de pouco me adiantaria faze-lo a pé, pois já não há freiras nem jardim no palacete,  a garagem da VW fechou, já não há motas BMW, nem PVT, nem Guarda Fiscal, nem cobres brilhantes, nem latoeiro, nem bombas Mobil, nem café piolho, nem balcão comprido, nem o velho Chaves, nem bicicletas, nem…à exceção da velha Ponte Romana, não há nada que me faça regressar aos regressos a pedantes…

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