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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

29
Jun20

De regresso à cidade... com uma estória

O caso do Pica-Pau Galego

pica pau galego - 1.jpg

 

Hoje faço o regresso à cidade de uma forma um bocadinho diferente do habitual, pois em vez de o fazer por uma rua, um largo, uma ponte ou uma ruela qualquer, faço-o com uma estória, verdadeira, a de um passarinho e eu, mas também vou contar a história de uma forma diferente, ou seja, do final para o início, tal como as imagens. Pois então a primeira imagem é de uns minutos antes de o passarinho partir, quando estávamos no momento das despedidas, depois de uma boa meia hora antes de o ter conhecido e ainda antes de saber que raio de passareco era aquele, preto e pintalhado, nunca antes houvera visto um igual, e até costumo ser observador. Por comparações no Google, pareceu-se ser parecido a um tal pica-pau galego, apenas com uma diferença, é que em todas as imagens do Google, o passareco aparecia com um capacete vermelho, penso que se chama poupa, mas depois no texto reparei que dizia que apenas o macho tinha a tal poupa vermelha, dai ter chegado à conclusão que seria uma fêmea do pica-pau galego. Mas mesmo assim e por via das dúvidas, resolvi apresentar o problema ao Marco, especialista em espécies que frequentam aqui a terrinha, e a confirmação veio na volta do correio – que sim, era uma fêmea de pica-pau galego.

 

pica pau galego - 2.jpg

 

Esta segunda imagem, foi dos bons 15 minutos em que o passareco, chamemos-lhe assim, mesmo que o termo não exista. Recordemos que nesta altura da estória ainda não tinha consultado o Google, embora já tivesse consultado os vizinhos, que me diziam parecer uma andorinha…sarapintada!? Ia interrogando eu… mas o raio do passareco agarrou-se com patas e bico ao meu pé e não queria deslargar, mesmo com a minha insistência do convite a sair dali, pois não é sítio para ninguém estar.

 

pica pau galego - 3.jpg

 

Esta terceira imagem é de uns momentos antes de ele se levantar, depois de o ter convencido que estava melhor ao sol, pois tentei recordar que no liceu, quando se estudava zoologia, se disse qualquer coisa de que a temperatura das aves era superior à nossa, daí, e depois de todas as tentativas, não se perdia nada em tentar o sol, e parece que resultou. Antes, estava assim, tal como se vê nesta 4ª imagem.   

 

pica pau galego - 4.jpg

 

Assim nesta posição, em que o coloquei depois do sucedido. Pareceu-me a mais próxima da posição em que se deve colocar o corpo de um humano enquanto não chega o 112. Ainda pensei numas massagens cardíacas e num boca a bico, mas o passareco era tão pequeno, que não sei se conseguiria, e depois, verdade se diga, certo que aprendi isso nuns cursos de socorrismo, daqueles curso de uma aula dentro de um outro curso qualquer, e também vejo como fazem nos filmes, mas uma coisa é ver e outra é fazer e como nunca dei massagens cardíacas… pensei que o melhor era estar quieto e esperar…não pelo 112 porque não o chamei, mas esperar a ver no que aquilo ia dar.

 

pica pau galego - 5.jpg

 

E por fim a última imagem, a imagem de como encontrei o passareco depois de ele ter malhado com toda a força contra o vidro do meu gabinete. Eu só ouvi PUM no vidro e logo a seguir PÔC a cair no chão, corri para o local, vi e disse, já foste… o meu burro do car… então não viste o vidro… coitado, morrer assim, na juventude, o que vale é que nem sentiu, foi quase instantâneo… estava eu nestes pensamentos quando o vi esticar uma das patas pela última vez. Só depois disto tudo é que me pus a observar bem o passareco. Que raio de passareco era aquele, que nunca tal houvera visto… e é nestes momentos de observação que ele começa a dar de si. Claro que o meu prognóstico foi: - podes estar vivo mas estás fodidinho de todo. Asa partida, uma das patas também me pareceu partida, depois revirou a cabeça toda e eu disse logo – o pescoço também se foi… bem, o final da estória já sabem como foi.

 

No final, depois de todos os acontecimentos, reparei que tinha ficado uma pequena pena no lugar onde caiu, não sei se dele, se minha, pois nunca gostei de partidas… a única felicidade do dia foi ter salvo a vida aquele maluco kamikaze, perdão, maluca  e ter conhecido uma nova espécie de ave, que tal como tenho vindo a afirmar ao longo desta estória, nunca tal houvera visto – A fêmea do pica-pau galego…  E com esta bou!

 

PS - Agradecimentos ao Marco pela confirmação e ao meu telemóvel, que mesmo sem rede, conseguiu apanhar a fêmea.

 

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