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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Out20

De(s)vaneios Fotográficos

1600-ny (858)

“Os Emigrantes” [i]

1600-cabecalho-ny (783)

 

Depois de uns bons anitos a carregar a câmara fotográfica, chego aqui cheio de dúvidas. Na realidade não sei se tenho a fotografia como uma paixão que se transformou num passatempo dos meus tempos de lazer, ou se foi um passatempo de lazer que se transformou numa paixão, daí, não saber se na realidade gosto de fazer fotografia ou se gosto mais de andar a fazer fotografia, se calha, até podem ser as duas coisas. Mas de uma coisa tenho a certeza - gosto de ver boas fotografias. Mas o que é uma boa fotografia!? – Pois! Também não sei. Sei o que é má fotografia, agora boa, daquela mesmo boa, não sei, mas tenho como princípio, que se gosto de uma, é porque é boa, o que poderia fazer de mim um especialista de fotografia, mas nada disso, a fotografia só passou a ser boa para mim, apenas porque gostei dela. Assim, se um fotógrafo faz muitas fotografias que eu gosto, então é, para mim, um bom fotógrafo, e nem sequer precisa de ter nome na praça… agora irritar, mesmo irritar a sério, irritam-me os puristas da fotografia, principalmente os catedráticos da imagem que dizem ter de se saber de fotografia, técnica, regras, boas máquinas e sobretudo, irritam por defendem que a fotografia deve ficar tal e qual a máquina a pariu, ou seja, como eles são dos bôs só as fotografias que estão dentro dos seus parâmetros é que são boas…pois que assim seja, que desfrutem com o seu purismo, que eu fico-me por aquilo que gosto e não gosto. Contudo não quero dizer que saber de fotografia e ter uma boa máquina, esteja errado, não senhor, saber um pouco de fotografia e uma boa máquina, não fazem mal a ninguém e em certas circunstâncias, ambas e duas as coisas, são necessárias, mas já não são assim tão necessárias para ser um bom fotógrafo ou fazer uma boa fotografia, e depois, se precisar de um pouco ou mesmo de muito Photoshop, porque não, bendita a hora em que o inventaram, graças a ele já salvei do lixo montes de fotografias…

 

ny (845)

 

Tudo isto porque hoje inauguro aqui uma nova rubrica, ou melhor, uma vez por mês, nas últimas sextas-feiras de cada mês, vou trazer aqui uma ou mais imagens daquelas que me deu gozo fazer, das que eu gosto, quer seja apenas fotografia-fotografia ou com Photoshop pelo meio, porque às vezes, na fotografia está tudo aquilo de que gosto, mas também muito lixo que não gosto, e tal como nos desfazemos do lixo comum, também a fotografia pode ficar sem ele, e transformar uma coisa banal numa coisa interessante. Mas esta rubrica, para quem acompanha o meu trabalho, já não vai ser novidade, pois já publicava este tipo de fotografias num outro blog, o “Devaneios”, que por falta de tempo foi ficando esquecido. No entanto, as fotos que irão aqui ficar serão inéditas. Poderá de vez em quando aparecer uma ou outra que já tenha sido publicada no “Devaneios”, mas isso será raro. Daí esta rubrica se chamar também “devaneios” ao qual acrescentei fotográficos e um “s” no meio dos devaneios que nos levam até aos devaneios do desvão aos “desvaneios”, por ser ao meu desvão fotográfico que essas fotografias irão sair, algumas já com uns bons anitos em cima e que a não ser esta rubrica, continuariam a ficar por lá.

 

devaneios (3).jpg

 

Não quero alongar mais este post, pois a ideia é que o protagonista desta rubrica seja a imagem e não as palavras, mas às vezes são necessárias….

 

Hoje excecionalmente ficam três imagens, duas inéditas e uma repescada daquilo que mais gostei de publicar no blog “devaneios”, blog  que irá continuar adormecido por tempo indeterminado.

 

Assim, cá estaremos de novo com mais “DEsVANEIOS FOTOGRÁFICOS” no próximo dia 27 de novembro.

 

 

 

 

[i] Uma explicação exige-se, pois a fotografia tira a escultura do seu contexto. Trata-se de "The Immigrants" uma escultura de Luis Sanguino, excutada em 1973,  em bronze e granito vermelho de Minnesota Rideau, localizada na extremidade sul do Eisenhower Mall, no Battery Park, em Lower Manhattan. A inscrição na base da escultura diz:  "DEDICADO AO POVO DE TODAS AS NAÇÕES  QUE ENTRARAM NA AMÉRICA ATRAVÉS DO JARDIM DO CASTELO  EM MEMÓRIA DE SAMUEL RUDIN  1896-1975  CUJOS PAIS CHEGARAM À AMÉRICA EM 1883"

 

 

 

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